sábado, 30 de novembro de 2013

A METÁFORA DO BURRO MIRANDÊS

New York Times compara situação dos portugueses à do burro mirandês
Para ilustrar a primeira página, o New York Times escolheu o burro mirandês. Os assessores de imagem do primeiro-ministro e do Presidente da República demitiram-se.
«Não é fácil ser burro hoje em dia»

Depois de décadas de negligência e, dizem alguns, desentendimentos, o destino do burro começa a assemelhar-se ao dos humanos”. E de jocoso a metafórico o jornalista conclui quehoje não é fácil ser burroem Portugal. Porque “precisamos dos subsídios para manter os burros, mas o resultado é que todos se tornaram completamente dependentes deles, portanto nãoespírito de inovação nem desejo de modernizar ou produzir mais”.

Fiz-lhes saber que temos mais alimárias disponíveis, mulas que arrasam tudo por onde passam e de quem os burros mirandeses se envergonham.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

É O CAPITALISMO SEM REBUÇO



Portugueses pagam para a Martifer utilizar

Estaleiros de Viana do Castelo


Desilusão, tristeza, muita tristeza, revolta e raiva. É este o estado de espírito dos 609 trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo após o anúncio do despedimento colectivo.


  Este é o rosto do instrumento, o garrote, o crápula que a sangue-frio, ao serviço do neoliberalismo e em nome do progresso, retalha a vida de centenas de famílias, como o faria qualquer SS nos campos de extermínio, com a diferença que as suas vitimas vão agonizar em casa ou em qualquer corredor dos hospitais. É o rosto do neo-fascismo, vampiros insaciáveis e insensíveis, cancro social que  é urgente extirpar.
 

Trabalhadores dos estaleiros de Viana apelam à "revolta"

Dezenas de trabalhadores dos estaleiros de Viana concentraram-se esta noite à porta da empresa, exigindo a demissão do ministro da Defesa e apelando à "revolta" contra o encerramento daquela unidade.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"LIVRE", lava mais branco

 

(desenho do inconfundível Fernando Campos)

Politicamente correcto seria usar o re-nhau-nhau convencional. “Vivemos em democracia”, tanto nos é permitido ir à caça aos gambozinos como fundar um partido político. Somos “livres”! Hurra!...

Incorrecto, sectário e anti-democrático é olhar para o cortejo de cabeçudos e gigantones e dizer que o rei vem e está em pelota.
(Rui Tavares em entrevista ao Público)
Havia tantas esquerdas no partido que o albergou, que bem poderia, reconhecido que devia estar, pôr ordem nesse saco de gatos, mas não. O Tavares tem horizontes mais vastos. Vai unir as esquerdas a reboque do Soares que meteu o socialismo no cofre-forte da direita.

Os partidos das esquerdas não se entendem, a solução está em fundar mais um partido das esquerdas sem grilhetas para que a barafunda seja cada vez maislivre”, não se sabe bem de quê. Embora de designação confusa, este partido pode dar início a um novo ciclo político-partidário. Um partido político apartidário que, caso não resulte, os dissidentes do “livre” possam organizar o partidomais livreou o “ainda mais livre” seguido do “libérrimo” e assim sucessivamente, não pondo de parte o “livre directoou em último recurso o “penálti”.

O Tio Belmiro, que gosta muito das esquerdas, e até pertenceu a uma comissão de trabalhadores, está sempre disposto a dar uma mãozinha para ajudar as “esquerdas livres”. O Tio Belmiro promoveu o Louça e, bem entendido, é seu dever ideológico ser simpático para com o “livre”, e foi. Cliente do “Tavares Riconada lhe custou oferecer duas páginas ao projecto do “Tavares Livre”.

Por falta de imaginação, foi às Honduras, fez uma cópia e acrescentou-lhe a papoila
A novíssima Carmelinda Pereira está, com menos cabelo mas com as mesmas motivações, para se juntar aos outros defuntos cromos, gerados pela pequena e média burguesia que desorientada, não se consegue libertar da ideologia dos que as exploram.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PRECE

 
SENHOR!

Faz que Pedro e Paulo e todos os seus acólitos continuem a tarefa demolidora iniciada por Soares à qual Sócrates deu visível expressão.

Afasta de nós as eleições antecipadas para que o tempo corroa a imagem de bárbara gente e o povo anseie pelo nosso regresso.

Deixa que os vendilhões do Templo terminem a dilapidação de todo o nosso património livrando-nos de continuar tarefa tão abjecta.

Permite que a miséria e o opróbrio atinjam o seu clímax na governação de Paulo e Pedro e possamos regressar com a sacola de esmolas e ser por Vós glorificado.

Dai-me Senhor o dom da palavra e o modo de lhe esconder o sentido a fim de que todos me ouçam mas poucos me entendam.

Coloca um manto de olvido sobre a iniquidade dos nossos propósitos e dos tamanhos pecados por nós perpetrados.

Impede por todos os meios ao Teu dispor que a CGTP e o PCP alertem e mobilizem os que fustigados pela nossa política possam compreender as nossas piedosas mentiras e velhas sinuosas intenções.

Prometemos-Te que a Santa Casa da Misericórdia e os Reis Mellos podem continuar senhores do Ministério da Saúde e que os banqueiros encontrarão em nós o sossego e a continuidade dos seus bons negócios.

(Lusa) - O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou hoje uma semana de luta a nível nacional entre os dias 16 e 20 de dezembro, marcada por um protesto em Lisboa no dia 19, em Belém.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SOARES E O 25 DE NOVEMBRO

ESTAMOS COLHENDO OS FRUTOS DA CONTRA-REVOLUÇÃO - 25 DE NOVEMBRO - ENGENDRADA E ENCABEÇADA PELO PS(SOARES), PSD/CDS E A EXTREMA-ESQUERDA CAVIAR.
AMANHÃ 26 DE NOVEMBRO VAMOS-LHES PRESTAR A NOSSA HOMENAGEM.

domingo, 24 de novembro de 2013

NÃO! AO CAOS

ESTE CAOS ORGANIZADO

Este caos organizado que é o capitalismo,
esta
triunfante infâmia,
este nojo dos nojos,
com a sua opulência agressiva
e os
seus lacaios sem imaginação,
quando virá o grande vendaval que o varra,
para dar a todos conforme as suas necessidades,
e
não a miséria repartida
pelas
mãos parasitas e ávidas dos ricos?
Quando virá essa ofuscante claridade,
essa
lúcida paz amassada de suor,
e de
contentamentos para além
do
agudo contentamento da alvorada?


                                                                 Armindo Rodrigues

sábado, 23 de novembro de 2013

Não mudaram


Nem mudarão…