segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Acabou-se a papa doce

(Henry Nelson O’Neil)


Os tempos do capitalismo afetuoso, aquele capitalismo da abundância, sem guerras e em que as classes de mãos-dadas passavam momentos inesquecíveis confraternizando em piqueniques com boas merendas e bailando valsas e valsinhas, esse capitalismo celestial, acabou.

- Eu que nunca falhei quaisquer previsões depois do que acontece, profetizo que no Vietname, na Coreia e em toda essa vasta região o capitalismo fará correr rios de sangue.

Os países latino-americanos sofrerão ditaduras das mais cruéis que se possa imaginar, nomeadamente Chile, Brasil, Argentina e em todos os outros estados sul-americanos onde o capitalismo ianque porá esmero no terror.

Profetizo que o Afeganistão será arrasado e o Iraque também massacrado com milhões de vítimas e migrações como não há memória; a Ucrânia ficará num farrapo e a Líbia deixará de existir como nação e milhões de refugiados andarão à deriva e o Mediterrâneo será um dos seus funestos destinos. Prevejo também que o capitalismo vai provocar uma carnificina na Síria.

São alguns dos meus vaticínios para os tempos que se aproximam.

- Se isto não aconteceu nunca mais dou como alternativa o Socialismo!

Quando o inferno no seu infernal diabolismo me anuncia o diabólico satanás, fico em guarda para com ambos.

DE TODOS OS AZIMUTES CHEGA-NOS A NOTÍCIA DE UM SER DIABÓLICO QUE DEVEMOS TEMER, NINGUÉM REFERE A CATATUMBA ONDE FOI GERADO, MAS TODOS SABEM QUE SE DENOMINA:
CAPITALISMO.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Mais um excelente artigo de António Guerreiro



 António Guerreiro
20/01/2017  Público

Nos grandes momentos da vida nacional, ergue-se o espectáculo da banalidade e do kitsch até atingir níveis inauditos.
«Foram três ou quatro dias penosos e castigadores. A ocasião era de luto pela morte de um ex-Presidente da República, figura maior da nossa história política contemporânea, apto a atrair todas a venerações e todos os ódios. Mal começávamos a ler um jornal, a passar os olhos pela televisão ou a escutar as principais estações de rádio, éramos assaltados por uma torrente de discursos, imagens e vozes que, certamente cheias de boas intenções e genuínos sentimentos, pareciam olhar-se, com uma emocionada satisfação, no espelho da sua banalidade enfática. Todo o dispositivo mimético do kitsch surgia ali, na empatia, na estupidez e na emoção auto-gratificantes que montaram uma operação de paródia da catarse.»

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Conclusão atípica



«EUA. O DÍA T SONHAR É GRÁTIS»
Amanhã sexta-feira 20 de janeiro o senhor Donald Trump tomará posse como presidente dos Estados Unidos.

(…recordo as minhas lições de álgebra em que a soma de duas negativas resultavam numa positiva; este caso leva-me a considerar que um mundo totalmente desorientado e injusto (negativo) somando-se a um homem irrascível, desordenado e também injusto (negativo) daí surjam elementos para aspirar como resultado outro mundo de paz e justiça (positivo), não porque cada um dos fatores o procure, mas porque chocando-se acabarão tão debilitados que poderão florescer expetativas da mudança por todos reclamada.»

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Questões (im)pertinentes



A arma de destruição maciça apresentada na ONU e que após destruição do Iraque se confirmou ter sido um embuste.
Dos EUA tudo se pode esperar.

 

Por quê a CIA, a mais temível arma de domínio mundial, aconselha Trump a ter cuidado com as palavras?

Qual a razão por que a CNN, porta-bandeira de todas as atrocidades perpetradas pelos Clinton, Bush, Obama e muitos outros, assim como o Washington Post, continuam a denegrir Trump?

O que levará o Presidente eleito a desautorizar os media de referência abrindo as suas conferência de imprensa às rádios e a blogueiros?

E a NATO ‘obsoleta’ posta em causa?

E o governo nazi da Ucrânia, segundo o jornal alemão Frankfurter Rundschan, que teme ficar sem a ajuda de Washington?

E manchetes como esta de um dos nossos jornais ditos de referência que sempre aplaudiu todos os crimes dos EUA: «A Europa dificilmente sobreviveria (sobreviverá) a Donald Trump promete pôr tudo em causa. Pode ser mais destrutivo do que as guerras de George W. Bush.»

E o neocon (para não lhe chamar neofascista) Manuel Valls em bicos de pés gesticulando golpes de karaté?

E a nossa intelligentsia, cronistas e politólogos órfãos de diretrizes, que pouco seguros lá vão arriscando decalcar os media que Trump rejeita.

E depois?

A coisa está preta para os trampolineiros da informação.