segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vê-los pelas costas


A melhor imagem que nos pode deixar, mas… devemos ser nós a fechar-lhe a porta.

É uma questão de tempo e pertinácia.

As manigâncias que vem tramando têm raízes profundas, conluios desdemuito congeminados. Amparando-se reciprocamente chegaram ao topo, masquem os tope.

Estes pivetes de ontem algozes de hoje vão usar de toda a força e manha de que se amparam para nos enfrentar. A luta de classes intensifica-se. Passar à ofensiva é a palavra de ordem.

sábado, 20 de julho de 2013

A ACTUALIDADE DE “OS VAMPIROS”

Esta jóia do reportório do Zeca Afonso irá, infelizmente, servir de estímulo e instrumento de luta a muitas gerações.

O que o inspirou? “A fauna hipernutrida de alguns parasitas do sangue alheio serviu de bode expiatório. Descarreguei a bílis e fiz uma canção para servir de pasto às aranhas e às moscas “Numa viagem que fiz a Coimbra apercebi-me da inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho (…). Se lhe déssemos uma certa dignidade e lhe atribuíssemos, pela urgência dos temas tratados, um mínimo de valor educativo, conseguiríamos talvez fabricar um novo tipo de canção cuja actualidade poderia repercutir-se no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair. Foi essa a intenção que orientou a génese de Vampiros”. De uma entrevista a José Afonso.

50 anos passados “a fauna hipernutrida” continua a “chupar o sangue da manada”.

Vampiros

José Afonso

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as
asas Pela noite calada
Vêm
em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E
lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam
nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no
ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as
tulhas Bebem vinho novo
Dançam a
ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os
gritos Na noite abafada
Jazem
nos fossos Vítimas dum credo
E
não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E
lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ESTE É O “ARCO DO PODER”


Para o “ARCO DO PODERnós somos o alvo.
A chuva de setas envenenadas não se fará esperar. Os arqueiros do PS/PSD/CDS têm demonstrado serem atiradores exímios.

QUAL DELES O MELHOR? OS BANQUEIROS REJUBILAM E FAZEM APOSTAS.

E SE O "ARCO"
NÃO FOR MAIS QUE UM BOOMERANG?





sábado, 13 de julho de 2013

Saber esperar

O email que enviei à Dona Alexandra. Pequeno comentário à crónica publicada no Público de Domingo 7 de Julho e no blogue da cronista

[Quando cheguei, começou o furacão em São Paulo. Agora Portugal está no desgoverno. Para a semana, conto que caia Havana]
Sitiados há mais de cinquenta anos os cubanos têm resistido. Havana não caiu. Vá esperando senhora dona Alexandra Lucas. Espere. Saber esperar é uma virtude. Lembre-se que morreram esperando Eisenhower, kennedy (assassinado), Johnson, Nixon, Ford, Cárter, Bush (pai), Clinton, Bush (filho) e Obama também está à espera. Não desespere e sobretudo tenha muito cuidado não tropece ou caia nalguma tocaia tão frequentes por essas bandas, e se tal lhe acontecer e escapar com vida, talvez encontre um médico cubano que Havana tem espalhados pelo mundo a salvar vidas e a minorar o sofrimento de tanta, tanta gente. Ser reaccionário e inteligente até se suporta mas tão primário e a despropósito. . .

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O IRREVOGÁVEL


PORTASPORTASPORTASPORTASPORTASPORTASPORTASPORTAS

Num dos jornais ditos de referência, a imagem do homem que tem a chave da governança, está a ser publicitada comomuito se não via. Afastado dos mídia durante estes dois anos, surge como argumentista e protagonista neste filme de terror.
Na 1ª pág. (13x18)
 

Viramos a página e deparamos com um sorriso de príncipe ou de gozo por nos estar a tramar.
3ª pág. (11x15)
 


Na página 6 reflecte, na 8 medita e na 29 trama.
 
Tudo isto num só jornal e em grande destaque

O ainda ou dito primeiro-ministro desapareceu, não é referido nem aludido. A táctica do grande capital alterou-se mudando de cavalo (este não é burro) na corrida contra a contestação social que se avoluma.
 Quem vencerá a corrida?
Aceitam-se apostas!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O RETRATO DA HIPOCRISIA



O sorriso sarcástico de Assunção Esteves,
documenta exemplarmente esta imagem.

A PARTILHA



Para a partilha do saque a que temos sido sujeitos reuniram-se os dois gangues de carranca afivelada e sob apertadas medidas de segurança interna. Por acordo mútuo não lhes foi permitido entrarem armados, não obstante o uso de coletes à prova de bala não lhes ser interdito.

A postura também obedeceu a regras, como por exemplo e de acordo com a fotografia, as mãos deviam estar sempre visíveis e, como precaução ninguém pegou nos copos por poderem servir de arma de arremesso, não sendo também aconselhável ingerir o líquido que continham; nem só na idade média o uso de venenos era comum para eliminar os adversários.

Nos ministérios serão construídas barricadas e as saídas de emergência e/ou secretas devem ser desimpedidas. As escutas electrónicas activadas. A guerra-fria está a aquecer.

Voltámos à luta livre dos anos 50 no Coliseu dos Recreios, espectáculo de farsa com golpes de faz-de-conta para conforto dos empresários – banksters – que as organizam.

sábado, 6 de julho de 2013

Os mediocratas

«os medíocres quando em rebanho são perigosos»


Sigo com natural repulsa as sórdidas manobras nos bastidores da governança que as oficinas da comunicação social fazem por dourar e, não permitindo que a mediocridade me continuasse a importunar reduzi ao silêncio o televisor.

Olhei em redor e, de entre muitos, fixei-me nalguns livros: «A formação da mentalidade submissa e A intoxicação linguística, ambos de Vicente Romano» «Reflexões sobre a vaidade dos homens de Matias Aires (1750)» «A Arte de Furtar do Padre Manuel da Rocha (1650)» e porque os medíocresquando em rebanho são perigosos” e a mediocridade é virulenta, fixei-me no «El hombre medíocre de José Ingenieros (1915)»

E fui relendo:

«A mediocridade é moralmente perigosa e globalmente nociva em certos momentos da história em que reina o clima da mediocridade.

Épocasem que o equilíbrio social se inclina em seu favor. O ambiente torna-se refractário a todo o anseio de perfeição; os ideais esgotam-se e a dignidade ausenta-se; os homens acomodatícios têm a sua primavera florida. Os Estados convertem-se em mediocracias; a falta de aspirações, que mantenham um alto nível moral e cultural aumentam continuamente o lamaçal.

Embora isolados passem despercebidos, em conjunto constituem um regímen, representam um sistema especial de interesses inalteráveis. Subvertem a escala de valores morais, falseando nomes, desvirtuando conceitos; pensar é um desvario, a dignidade é irreverência, é lirismo a justiça, a sinceridade é tontice, a admiração uma imprudência, a paixão ingenuidade, a virtude uma estupidez.

Vivem da mentira, nutrem-se dela, semeiam-na, regam-na, podam-na, e colhem-na. Assim cresce um mundo de valores fictícios que favorece o horizonte dos obtusos