sábado, 13 de julho de 2013

Saber esperar

O email que enviei à Dona Alexandra. Pequeno comentário à crónica publicada no Público de Domingo 7 de Julho e no blogue da cronista

[Quando cheguei, começou o furacão em São Paulo. Agora Portugal está no desgoverno. Para a semana, conto que caia Havana]
Sitiados há mais de cinquenta anos os cubanos têm resistido. Havana não caiu. Vá esperando senhora dona Alexandra Lucas. Espere. Saber esperar é uma virtude. Lembre-se que morreram esperando Eisenhower, kennedy (assassinado), Johnson, Nixon, Ford, Cárter, Bush (pai), Clinton, Bush (filho) e Obama também está à espera. Não desespere e sobretudo tenha muito cuidado não tropece ou caia nalguma tocaia tão frequentes por essas bandas, e se tal lhe acontecer e escapar com vida, talvez encontre um médico cubano que Havana tem espalhados pelo mundo a salvar vidas e a minorar o sofrimento de tanta, tanta gente. Ser reaccionário e inteligente até se suporta mas tão primário e a despropósito. . .

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O IRREVOGÁVEL


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Num dos jornais ditos de referência, a imagem do homem que tem a chave da governança, está a ser publicitada comomuito se não via. Afastado dos mídia durante estes dois anos, surge como argumentista e protagonista neste filme de terror.
Na 1ª pág. (13x18)
 

Viramos a página e deparamos com um sorriso de príncipe ou de gozo por nos estar a tramar.
3ª pág. (11x15)
 


Na página 6 reflecte, na 8 medita e na 29 trama.
 
Tudo isto num só jornal e em grande destaque

O ainda ou dito primeiro-ministro desapareceu, não é referido nem aludido. A táctica do grande capital alterou-se mudando de cavalo (este não é burro) na corrida contra a contestação social que se avoluma.
 Quem vencerá a corrida?
Aceitam-se apostas!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O RETRATO DA HIPOCRISIA



O sorriso sarcástico de Assunção Esteves,
documenta exemplarmente esta imagem.

A PARTILHA



Para a partilha do saque a que temos sido sujeitos reuniram-se os dois gangues de carranca afivelada e sob apertadas medidas de segurança interna. Por acordo mútuo não lhes foi permitido entrarem armados, não obstante o uso de coletes à prova de bala não lhes ser interdito.

A postura também obedeceu a regras, como por exemplo e de acordo com a fotografia, as mãos deviam estar sempre visíveis e, como precaução ninguém pegou nos copos por poderem servir de arma de arremesso, não sendo também aconselhável ingerir o líquido que continham; nem só na idade média o uso de venenos era comum para eliminar os adversários.

Nos ministérios serão construídas barricadas e as saídas de emergência e/ou secretas devem ser desimpedidas. As escutas electrónicas activadas. A guerra-fria está a aquecer.

Voltámos à luta livre dos anos 50 no Coliseu dos Recreios, espectáculo de farsa com golpes de faz-de-conta para conforto dos empresários – banksters – que as organizam.

sábado, 6 de julho de 2013

Os mediocratas

«os medíocres quando em rebanho são perigosos»


Sigo com natural repulsa as sórdidas manobras nos bastidores da governança que as oficinas da comunicação social fazem por dourar e, não permitindo que a mediocridade me continuasse a importunar reduzi ao silêncio o televisor.

Olhei em redor e, de entre muitos, fixei-me nalguns livros: «A formação da mentalidade submissa e A intoxicação linguística, ambos de Vicente Romano» «Reflexões sobre a vaidade dos homens de Matias Aires (1750)» «A Arte de Furtar do Padre Manuel da Rocha (1650)» e porque os medíocresquando em rebanho são perigosos” e a mediocridade é virulenta, fixei-me no «El hombre medíocre de José Ingenieros (1915)»

E fui relendo:

«A mediocridade é moralmente perigosa e globalmente nociva em certos momentos da história em que reina o clima da mediocridade.

Épocasem que o equilíbrio social se inclina em seu favor. O ambiente torna-se refractário a todo o anseio de perfeição; os ideais esgotam-se e a dignidade ausenta-se; os homens acomodatícios têm a sua primavera florida. Os Estados convertem-se em mediocracias; a falta de aspirações, que mantenham um alto nível moral e cultural aumentam continuamente o lamaçal.

Embora isolados passem despercebidos, em conjunto constituem um regímen, representam um sistema especial de interesses inalteráveis. Subvertem a escala de valores morais, falseando nomes, desvirtuando conceitos; pensar é um desvario, a dignidade é irreverência, é lirismo a justiça, a sinceridade é tontice, a admiração uma imprudência, a paixão ingenuidade, a virtude uma estupidez.

Vivem da mentira, nutrem-se dela, semeiam-na, regam-na, podam-na, e colhem-na. Assim cresce um mundo de valores fictícios que favorece o horizonte dos obtusos



quarta-feira, 3 de julho de 2013

ABAIXO O PASTEL DE BELÉM

INTERVENÇÃO NECESSÁRIA

Tal como o seu antecessor Soares o actual PR costuma bater a sesta. Sábado continuará com os tampões auditivos e selectivos que o têm impedido de ouvir o que se passa em seu redor sempre que não corresponda aos interesses da classe que continua a servir.

Sábado vamos cantar-lhe o acordai “ACORDAI” que poderá ver e ouvir na televisão quando acordar e perguntará certamente aos seus assessores o porquê da homenagem a que pensa estar a ser alvo. Os assessores, usando de toda a paciência necessária e que se impõe no tratamento com sua excelência, e tendo em conta que tanto a Baronesa Thatcher como o actor Reagan, seus mestres e ídolos, faleceram de alzheimer, mal epidémico propagado pelo neoliberalismo, fa-lo-ão engolir os medicamentos prescritos pelo clínicos que lhe dão assistência.

ABAIXO O PASTEL DE BELÉM E O GOVERNO TAMBÉM

CONCENTRAÇÃO

Hoje, quarta-feira 3 às 18H00 no Chiado

terça-feira, 2 de julho de 2013

A DERROCADA



Este governo não cai por implosão, ameaça ruína e embora escorado pela banca vai-se esboroando aos poucos até ficar num amontoado de destroços. A indignação que se manifesta no íntimo de cada um de nós e se corporiza nas ruas vem fazendo tremer os alicerces do edifício apodrecido. À sua volta, por ser imprevisível o colapso, são colocadas barreiras de protecção para que ninguém se aproxime. É um governo de perigosidade confirmada que se não for demolido urgentemente pode arrastar-nos na derrocada.
Para os que insidiosamente ou alheios à realidade menosprezam ou combatem a movimentação de massas, façam um pequeno esforço para relacionar o repúdio colectivo a esta política e os remendos que vêm sendo feitos para a manter.

Acossar a matilha, não lhes dar tréguas até se esvaírem de cansaço.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A FARSA

“Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes ”

Maria Luís Albuquerque era directora financeira da REFER quando esta contratou os swaps tóxicos. «Perdas nos swaps vão além de 3.000 milhões de euros

Como prémio pelos bons serviços prestados aos banksters foi nomeada secretária de Estado (de Vitor Gaspar) e tutela o IGCP – agência do Estado que tem a seu cargo a emissão da dívida pública - passando a definir o que são swaps tóxicos contratados enquanto directora financeira da REFER.

Após tomar posse como Secretária de estado nomeou Moreira Rato como presidente do Instituto da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) com um salário de 10 mil euros com efeito retroactivo a 2 de setembro de 2012. Moreira Rato trabalhava no banco de investimentos Morgan Stanley, sócio gerente da Nau Capital LLP, tendo passado pelo Lehman Brothers e pelo Goldman Sachs. Andou por tudo o que há de mais tenebroso a nível financeiro.
Com estes golpes de cosmética o governo procura renovar a imagem que ninguém suporta. Mas esta nova marioneta continuará a ser manobrada pelos mesmos fios que tecem a nossa desdita.


E como nota de sabor picante «Maria Luís Albuquerque trabalhou para o governo de Sócrates, com um secretário de estado socialista, e curiosamente quando chegou ao governo PSD, fez questão de  levar consigo, para sua chefe de gabinete, a esposa desse secretário de estado socialista