sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela e as lágrimas dos nossos crocodilos




Quem estava no poder em 1987?

Mário Soares Presidente de República e Cavalo Silva Primeiro-Ministro.

Cavaco Silva votou contra a libertação de Mandela com a sua ídolo Thatcher. O que fez Mário Soares? Assobiou para o lado para não desagradar ao seu Tio Sam que o colocou no pedestal.
O então ministro dos Negócios Estrangeiros João de Deus Pinheiro e até Jorge Sampaio então presidente do Grupo Parlamentar do PS, têm uma vaga ideia do que se passou na altura.

Hoje, banhados em lágrimas de crocodilo, os que de algum modo foram coniventes no crime, juntam-se a toda a escumalha choramingando o passamento de Mandela.
Ele perdoou-lhes certamente o gesto por se tratarem de figuras rasteiras eu denuncio-os por serem velhacos.

Quando do nonagésimo aniversário de Nelson Mandela, o PCP apresentou na Assembleia da República um voto de congratulação por tal acontecimento.

«Sr. Presidente,
Srs.
Deputados:

Nelson Mandela faz, precisamente, hoje 90 anos e o PCP decidiu propor à Assembleia da República que aprovasse um voto de congratulação por este acontecimento, associando-se, aliás, a vozes que, por todo o mundo, manifestaram o seu júbilo pelos 90 anos de Nelson Mandela.
-Não sabemos ainda como é que os partidos à direita vão votar o nosso voto, mas, seja como for, ele cumpriu a sua função, porque, se o PCP não o tivesse proposto, decerto que a Assembleia da República não aprovaria nenhum voto de congratulação pelos 90 anos de Nelson Mandela.
Assim, vai aprovar.
Mas nós votaremos todos os votos. Estejam descansados!
O que é interessante é a necessidade que os partidos à direita sentiram de apresentar votos próprios, demarcando-se do voto apresentado pelo PCP sobre esta matéria. Fazem-no para se desembaraçarem de embaraços que a vossa própria história vos cria.
Isto porque aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório - toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade.
Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.
Isto é a realidade! Está documentado!
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.
Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo!
São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem escritos num voto.
Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.
Congratulamo-nos vivamente com os 90 anos de Nelson Mandela e queremos saudar, na sua pessoa, a luta heróica do povo sul-africano pela sua dignidade, pela igualdade entre todos os seres humanos e contra o hediondo regime do apartheid.
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS»

 
Para Mandela de Fidel, en julio de 2010
5 diciembre 2013

Viejo y prestigioso amigo, cuánto me place verte convertido y reconocido por todas las instituciones políticas del mundo como símbolo de la libertad, la justicia y la dignidad humana.

Te convirtieron en trabajador forzado en las canteras, como hicieron con Martí cuando tenía 17 años.

Sólo estuve en la prisión política menos de dos años, pero fue tiempo suficiente para comprender lo que significan 27 en las soledades de una prisión, separado de familiares y amigos.

En los años finales de tu martirio, tu Patria, bajo la tiranía del Apartheid, fue convertida después de la Batalla de Cuito Cuanavale en instrumento de la guerra contra los combatientes internacionalistas cubanos y angolanos que avanzaban sobre la ocupada Namibia. Nadie podía ocultarte las noticias de la solidaridad que el pueblo, bajo tu guía, despertaba entre todas las personas honestas de la tierra.

Entonces, como hoy, el enemigo estaba a punto de dar un zarpazo nuclear contra las tropas que, en ese caso, avanzaban contra el sistema odioso del Apartheid.

Nunca nadie fue capaz de explicarte de dónde salieron y cuándo se llevaron aquellos instrumentos de muerte.

Visitaste nuestra Patria y te solidarizaste con ella, cuando todavía no eras Presidente de Sudáfrica elegido libremente por el pueblo.

Hoy la humanidad está amenazada por el mayor riesgo en toda la historia de nuestra especie.

Ejerce toda tu inmensa fuerza moral para mantener a Sudáfrica lejos de las bases militares de Estados Unidos y la OTAN.

Amigos ayer del Apartheid, hoy compiten cínicamente por simular amistad.

Los pueblos de África que sobrevivan a la catástrofe nuclear que se avecina, necesitarán más que nunca los conocimientos científicos y los avances de la tecnología sudafricana.

La humanidad aún puede preservarse de los golpes demoledores de la tragedia nuclear que se aproxima, y la ambiental que ya está presente.

Fraternalmente,

Fidel Castro Ruz

Julio 18 de 2010

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FOME DE JUSTIÇA

"Quando uma criança morre de fome ela é assassinada"- Jean Ziegler

«Pacote de austeridade é um «mal menor» Isabel Jonet

Esta beata asquerosa gosta muito dos pobrezinhos e rejubila quando, graças a deus, o governo lhe enche o coração de miseráveis.

Enquanto a Igreja enche a burra

Notícias avulsas nos mídia de “referência”.

22/11/2013 - 09:17
Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome
«Há crianças que chegam doentes ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, por terem fome. Os seus pais estão desempregados e não têm dinheiro para comida, nem para medicamentos, conta a Antena1.
As
assistentes sociais da unidade hospitalar estão a responder a pedidos de ajuda de pais desempregados que têm os seus filhos internados. A revelação é feita numa entrevista à Antena1 pela directora do Serviço Social do Hospital de Santa Maria, Conceição Patrício
«O secretário de Estado, João Casanova de Almeida, revelou ontem no parlamento que mais de 10 mil crianças têm carências alimentares
DN 9/11/2012
«Há 13 mil crianças com fome nas escolas portuguesas (Sol 29/11/2012»
pais que pedem o adiamento da alta das crianças porque não têm condições para tratar dos filhos em casa.

«Aumentam casos de crianças com fome no Hospital D. Estefânia»

Estão a aumentar os casos de menores que chegam ao Hospital D. Estefânia, em Lisboa, com fome. O relato é feito à Renascença pela coordenadora do núcleo hospitalar de apoio à criança e jovem em risco.

Retratos de um país em que as escolas ajudam a tirar a fome

Alunos chegam com fome à escola.
quase 13 mil alunos em Portugal, segundo dados oficiais, que tomam a primeira refeição do dia na escola devido às carências alimentares que têm em casa. A Renascença foi ao terreno ouvir o que dizem os responsáveis escolares.

(oiçam a beata Jonet)

domingo, 1 de dezembro de 2013

A CRISE IMPEDE…


A “crise” impede doentes… A “crise” surge assim como um demónio sem rosto disposto a flagelar os que sofrem. É a “criseque impede, a “crise” surge anónima, atemporal, indefinida como um fantasma ou medo que se oculta ondeangústia e sofrimento.
ESTALEIROS DE VIANA. TRABALHADORES MARCAM MANIFESTAÇÃO PARA 13 DE DEZEMBRO
 
A “crise” está nos Estaleiros de Viana do Castelo. Chegou de moto próprio, instalou-se e resolveu enviar para a vala comum do desemprego centenas de trabalhadores, entregando à fome e ao desespero milhares de seres que simplesmente desejam viver com dignidade. Foi a “crisesem intervenção de nenhum crápula ou asqueroso ministro mandatado por executivo fascista. A “crise” é autogestionária, movimenta-se nas classes desfavorecidas e vai eliminando a classe média e franjas da até aqui mais abastada. A banca e os beleguins ao seu serviço são alheios aos crimes cometidos pelacrise” lavando daí as mãos. A “crise” é a única culpada.

Onde encontrar então a “crisepara a fotografar, tomar-lhe as impressões digitais e colocar o retrato em todas as esquinas, como acontecia no far west, para que a entreguem viva ou morta, sem esquecer as e alvíssaras.

O modo síbilino como os mídia, em grossos caracteres nos apresentam as notícias, esbate ou apaga a raiz do acontecimento. Doentes que podem morrer por não terem acesso a medicamentos devem dirigir-se ao guiché mais próximo da “crise” e apresentar protesto ou algo de mais contundente.