quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Títulos de um matutino num país à trela
Folhear um jornal é exercício de risco

Todos os dias e em todos os meios de intoxicação social surge-nos a
PJ saltando de gang em gang e, após grande esforço e dedicação, os larápios continuam à solta e os processos
arrastando-se até à prescrição e daí ao esquecimento. E nós pagamos à
PJ, à Justiça e aos gatunos que se riem arrecadando
o que nos pertence.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014
SUPOSTAMENTE
Não se vos pede inteligência, pedimo-vos
para que única e simplesmente façam um leve apelo à honestidade intelectual, exercício difícil para alguns, calculo.
O que teria
acontecido a Dias Loureiro se por obra do demónio em vez de ser Conselheiro de Estado e homem forte do PSD e homem de mão de Cavaco,
fosse militante do PCP? E seria
de ver como a Dona Justiça salivando
de prazer olearia a máquina enferrujada
que maneja e célere, não deixaria de
demonstrar a eficácia que lhe falta para punir os criminosos que se
movimentam nos partidos da alternância.
Supostamente que Duarte Lima havia
assomado por pura curiosidade ao Centro Vitória ou mais grave ainda, passado junto à Soeiro Pereira Gomes?
Que teria
acontecido se nesses mega processos que acabam por prescrever e em que surgem individualidades ligadas ao “arco do poder”, surgissem enredados
nesses grupos mafiosos nomes de militantes comunista?
Como exercício especulativo, vamos supor que se a extorsão dos pensionistas com reformas
de fome fosse fruto de propostas do Partido Comunista Português. Quantos latidos não se ouviriam.
Uma caterva ou “catroga”
de gestores com base de apoio no
PS/PSD/CDS, colocados nas grandes empresas públicas e privadas, arrecadam milhões. A denúncia entrou na rotina e rotineiramente vão-nos
espoliando. E se fossem do PCP?
Se um centésimo dos escroques, ladrões, legisladores, banqueiros, trafulhas
de todas as espécies e sobejamente
referenciados fossem membros do PCP,
levantar-se-ia, no linguajar do Mário Soares, “uma vaga de fundo”, que
atiçados pelo mau padrasto da democracia voltariam a incendiar os Centros de Trabalho que pediria novamente aos seus amigos ingleses aviões e armas para combater o totalitarismo.
Milhares de exemplos poderiam ilustrar sem esforço algum o contraste entre os trastes do “arco da pouca-vergonha” e o Partido que dá o exemplo de Honestidade e Competência.
As pegadas do "arco da da governação"segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Acabar com a pobreza...
domingo, 19 de janeiro de 2014
25Abril-cartaz1
A partir de hoje e até 25 de Abril de 2014 publicarei diariamente um cartaz alusivo ao MFA e 25 de Abril de 1974.
sábado, 18 de janeiro de 2014
ARY - A minha homenagem
1937 - 1984
'
Meu Camarada e Amigo
Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo
As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.
É por dentro desta selva
desta raiva deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.
Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.
Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!
Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu país.
Ary dos Santos, in 'Resumo'
'
Meu Camarada e Amigo
Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo
As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.
É por dentro desta selva
desta raiva deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.
Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.
Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!
Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu país.
Ary dos Santos, in 'Resumo'
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
18 de Janeiro de 1934
Permito-me
sugerir o livro de Ana Margarida
de Carvalho “Que
importa a fúria do mar” cujo enredo se desenvolve em grande parte a partir da revolta operária
da Marinha Grande. Viver em ficção a
trajectória dos revolucionários vidreiros da
Marinha Grande ao
Tarrafal.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
A quem dedicar?
Aceitam-se sugestões!

ALMA DE CÔRNO
Alma de côrno – isto é, dura como isso;
Cara que
nem servia para rabo;
Idéas e intenções taes que
o diabo
As recusou a ter a seu
serviço –
Ó lama feita vida! ó trampa em viço!
Se é p’ra ti todo o insulto cheira a gabo
– Ó do Hindustão da sordidez
nababo!
Universal
e essencial enguiço!
De ti se suja a imaginação
Ao querer descrever-te em
verso. Tu
Fazes dôr de barriga á inspiração.
Quér faças bem ou mal, hyper-sabujo,
Tu
fazes sempre mal. És como um cú,
Que
ainda que esteja limpo é sempre sujo.
Fernando Pessoa
Nota: reprodução
do poema respeitando a grafia original do fac-símile.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
SURPREENDENTE?
A corja continua a fustigar a mando do Goldman
Sachs. O que surpreende é ver que muitos dos
flagelados continuam a dar lustro ao chicote do carrasco.
Obviamente, radiante!
José Luís Arnaut avança novos cortes que vão ser feitos nos salários dos funcionários públicos (ouvir aqui)
José Luís
Arnaut nomeado para alto cargo no Goldman Sachs
Arnaut será membro do conselho de administração do conselho consultivo internacional do Goldman
Sachs.
O Goldman Sachs anunciou esta sexta-feira, 10 de Janeiro, que José
Luís Arnaut é o novo membro do conselho consultivo internacional do banco.As funções do português passam por “fornecer conselhos estratégicos sobre uma série de negócios, regiões, políticas públicas e questões económicas, em particular sobre Portugal e os países africanos de língua portuguesa”, revela o comunicado emitido.
José Luís Arnaut vai integrar um grupo de 18 membros, que é presidido por Robert Zoellick, ex-presidente do Banco Mundial.
José Luís Arnaut “traz elevados conhecimentos e experiência” sobre Portugal, bem como a Europa, Médio Oriente e África. “É excelente” para o conselho consultivo internacional do Goldman Sachs a integração do português, refere Zoellick, citado em comunicado.
O “Expresso” adianta que Arnaut é o primeiro português a assumir este cargo no Goldman Sachs e que vai substituir Mario Monti, ex-primeiro-ministro italiano.
Sob a sua “alçada” ficará o mercado do sul da Europa, países do Médio-Oriente, a África francófona e ainda Angola e Moçambique, acrescenta o jornal.
O “Expresso” adianta que Arnaut já teve um papel no Goldman, na oferta pública de venda dos CTT, com o banco a ficar com 4,998% do capital.
O jornal diz ainda que nas negociações dos swaps com o Estado, a firma de Arnaut, CMS Rui Pena & Arnaut (RPA), representou os interesses de bancos como o Goldman Sachs e o JPMorgan.
Arnaut é advogado e já ocupou vários cargos políticos em Portugal. Foi ministro-adjunto do primeiro-ministro no Governo liderado por Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional no Executivo liderado por Santana Lopes, entre 2004 e 2005.
COLAGENS
Só os pobres são solidários. “CES” é a sigla de «Contribuição Extraordinária de Solidariedade», e é nas magras pensões que os cães vêm morder para fazer mais e mais afortunados ricos.
Relatório da ONU sobre o desenvolvimento humano em 2013 : números surpreendentes!
Plus riche qu’on ne
pense
Le monde n’a jamais produit autant de richesse qu’aujourd’hui. En cas
de distribution égale de la richesse, une famille moyenne (au niveau mondial,
deux adultes et trois enfants) pourrait disposer d’un revenu de 2.850 dollars par mois.
C’est étonnamment beaucoup. Ce montant ne permettrait sans doute pas de vivre
dans le luxe mais il est toutefois plus que
suffisant pour fournir à tous les habitants de cette planète des installations
sanitaires, l’électricité, l’eau potable et une maison confortable, même si cela devait
se faire selon des méthodes écologiquement durable.(2)
Autrement dit, il y a
suffisamment de richesse pour tous, mais un
humain sur trois ne dispose pourtant pas de sanitaires les plus élémentaires,
un sur quatre n’a pas d’électricité, un sur sept vit dans un bidonville, un sur
huit a faim et un sur neuf ne dispose pas d’eau potable.(3)
Cela, parce que la
richesse est répartie d’une façon extrêmement inégale. Avec la richesse
produite aujourd’hui, chaque personne pourrait disposer en moyenne d’un revenu
de 19 dollars par jour. En réalité, un humain sur six doit se
débrouiller avec moins de 1,25 dollar par jour.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
SUGESTÃO
Não merecem tanta beleza, eu sei, mas não resisto a sugerir que o Conselho de Ministros se realize neste
magnífico farol onde muito
provavelmente as conclusões não seriam tão violentas como o têm sido até aqui.
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