segunda-feira, 17 de março de 2014

Um Amor Seguro

«TUDO NÃO PASSOU DE UMA FARÇA MEDIOCREMENTE REPRESENTADA»
Era difícil esconder por mais tempo aos olhos do mundo o que a alma não tardaria a fazer explodir. Seguro de paixão recalcada lançando-se nos braços de Passos para debaterem o futuro de ambos. Era o epílogo por todos esperado, a farsa sem disfarces.

XXVII


Males, que contra mim vos conjurastes,
Quanto há-de durar tão duro intento?
Se dura, por que dure meu tormento,
Basta-vos quanto já me atormentastes.

Mas se assim porfiais, porque cuidastes
Derribar o meu alto pensamento,
Mais pode a causa dele, em que o sustento,
Que vós, que dela mesma o ser tomastes.
E pois vossa tenção com minha morte
É de acabar o mal destes amores,
Dai já fim a tormento tão comprido.
Assim de ambos contente será a sorte:
Em vós por acabar-me, vencedores,
Em mim porque acabei de vós vencido.

Luís Vaz de Camões


quarta-feira, 12 de março de 2014

O VIRA P’RÁ DIREITA





Este homem vai para Bruxelas e a Europa conhecedora da sua truculência já treme. Os irmãos desavindos deram as mãos e com histérica efusão de júbilo manifestam felicidade suprema. A dificuldade maior está em fazer crer que o Assis/PS é de esquerda ao assumir-se concordante com a política imposta pela Troika. O espetáculo já começou com o folclore habitual, Passos p’rá direita, menos Seguros p´rá esquerda, os bailarinos acertam os passos por Berlim.