sexta-feira, 24 de agosto de 2018

“Cidade maravilhosa"

"Que efeito têm certas notícias em pessoas que já não confiam na imprensa, que acham que há muitas notícias falsas."
 Hadas Gold, repórter da CNN no programa Reliable Sources.

O bispo Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e seu principal representante político, é o Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, Cidade maravilhosa coração do meu Brasil” É linda a canção.

«Rio terá atuação do Exército pela 13ª vez em 10 anos; Michel Temer põe exército nas ruas do Rio para controlar violência, em decreto assinado pelo Presidente “Michel Temer retira a direcção dos serviços de segurança às estruturas locais (bombeiros, polícias e serviços de informação) e coloca o comando nas mãos do Exército. Os militares ficam com poder total sobre as medidas de segurança, incluindo a possibilidade de deter polícias ou bombeiros ou quaisquer pessoas ligadas às autoridades locais.” “RJ atinge o maior número de tiroteios em um único dia este ano”»

Os nossos media varrem tudo isto para debaixo do tapete. Uma cidade com cerca de sete milhões de habitantes, ocupada pelo exército, é a mais alta expressão de um país democrático.

MAS…

E o ditador Maduro, com que a TV nos enche o prato de sopa ao almoço e ao jantar; e os venezuelanos que fogem do acesso à saúde e ao ensino gratuitos e, masoquistas que são, continuam a votar (eleições aferidas por toda a comunidade internacional) nos governantes que os massacram.
A comunicação social, dita de referência, sucumbirá com o próprio veneno que instila, e os escorpiões ao seu serviço irão continuar a escrever na areia.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O ADOLFO

Olhem bem para o Adolfo mesquita

“há algum valente que se queira bater com outro valente?”

O Adolfo vogava a toda a bolina, na canoa do cedêesse, águas turvas da fulgurante carreira política, eis senão quando, um raio quebrou-lhe o velame e o naufrágio engoliu-lhe as esperanças. O Adolfo, não foi assistido, pelos psicólogos do INEM, e o trauma ficou-lhe enquistado; o raio que o partiu, tem uma sigla: PCP.

O Adolfo ciclicamente perde as estribeiras, e como tem jornais que lhe pagam as convulsões, tem destes desarranques: «Nenhuma experiência comunista resultou noutra coisa que não em regimes assassinos, torcionários, ditatoriais, condenando milhões à fome e à miséria. Foi sempre esse o resultado das experiências comunistas.»
Quando se aproxima a “Festa do Avante”, a artilharia pesada do anticomunismo larvar, dispara em todas as direções, mas…

aqui»» CARVALHESA
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

FRUSTRAÇÃO

“O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai assistir a um treino de Nelson Évora”
Quando ouvi a notícia na televisão, o meu primeiro impulso, foi o de telefonar para o INEM.

- O homem, quando convive com idosos, dança, se se faz convidado pelos Xutos & e Pontapés canta, lança-se ao Tejo na luta contra a poluição, toma banho de mar no 1º de janeiro, finge de taxista, e nos intervalos também é Presidente da República.

Ao ouvir a notícia na TV fechei os olhos, pensando para com o meu fecho-éclair: querem ver que se vai passar dos carretos e imitar o Nelson Évora! E quando já o estava a imaginar de perna partida, na maca do INEM, oiço a voz nasalada do Professor. Foi um alívio, e também frustração, por acreditar que nunca o verei a surfar no Canhão da Nazaré.

“Marcelo Rebelo de Sousa, vai condecorar Nelson Évora em Belém.
O atleta português já havia recusado três vezes a condecoração.”
Porquê?

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Ó Lopes dá cá o lápis



Lopes en marche, o Macron á la portugaise, o plano B para a direita que se esfrangalha, mas orienta a sua metamorfose.


Símbolo do liberalismo, puro e duro, a ‘Aliança’ é ideologicamente abrangente, podendo entrar no PS, afogar o CDS que usa máscaras de Lazarim que se candidatam a património mundial, e arrastar associações folclóricas registadas como partidos políticos.

O Lopes é o símbolo do revanchista atuante, que não deu por acabada a tarefa encomendada pelo Bilderberg, e que o seu companheiro António Costa vai cumprindo lentamente, porque não consegue ir mais depressa.

O Lopes simboliza a vacuidade, o discurso emplastro consumido por uma classe cheia de nada, balofa.

O Lopes é um xarope para a obstipação intelectual da classe que representa.

Do Lopes, não se conhece qualquer facto relevante, é um placebo que só resulta em quem nele acredita.

O Lopes é uma coisa chata, um rolo de fio embaraçado, a pastilha elástica na ponta do sapato, o clister insípido.

O Lopes, é plasticina disponível, moldada por quem e para quê, vá lá saber-se. Mas que não aparece por acaso ou por mero capricho, podemos estar certos.