quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Espanha, o outro lado do turismo


Registro histórico: mais de 300.000 empregos destruídos num só dia

Em 31 de agosto de 2018, mais de 300.000 empregos foram destruídos em Espanha, estabelecendo um recorde na história do mercado de trabalho do país.
Relevante e crescente dependência do turismo

O número de empregos destruídos no final da temporada de verão é o reflexo de uma das características endémicas do mercado de trabalho espanhol: a sua dependência do setor turístico.

E nós?
 
A ‘indústria’ do turismo, a descaraterização e desestabilização social e a poluição que nos deixa. Tudo em nome do progresso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Os fósforos



“Cada vez que alguém me fala de cultura tenho vontade de pegar numa pistola” Goebbels


No dia em que assumiu a presidência da República, Michel Temer publicou no Diário Oficial a medida que extingue os Ministérios da Cultura, das Comunicações, das Mulheres, Igualdade racial e Direitos humanos e o Ministério de Desenvolvimento Agrário e Controladoria-Geral da União.
Foi o riscar do fósforo!
Quanto ao Ministério da Cultura, Temer retrocedeu face à pressão de intelectuais progressistas entre os quais Raduan Nassar, mas retirou-lhe as verbas o que veio dar ao mesmo.

«O Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos criado pelo governo petista desaparece, se incorporando ao Ministério da Justiça e Cidadania, sob o comando do carniceiro ex-secretário de Segurança Pública de Alckmin, Alexandre de Moraes

Quando o lobofascista chega ao poder, a cultura é a presa que melhor o sacia.

E a autodenominada ‘União’ Europeia continuou e continua a exigir democracia na Venezuela, Cuba ou onde quer que se afirme. E surgem também os lamentos dos que alijam para Dilma e Lula tudo o que de mal vem acontecendo a este povo que, graças a estes dois governantes, teve acesso ao conhecimento e à universidade.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

La bénédiction d'un Cohn-Bendit

Daniel Cohn-Bendit está para o Maio68 como Durão Barroso para o 25Abril.
O Con-Bendit, ou Dany ‘o verde’ que em 68 era ‘o vermelho’, foi convidado para ministro de Emmanuel Macron. C’est la bénédiction d'un Con. Isto passa-se nas terras de Asterix, onde hoje tudo é possível. Mas, com pés de lã (ou botas cardadas?), Cohn-Bendit foi convidado pela direita nortenha, a botar prosa na Feira do Livro, este ano, sob o signo da Revolução.

A revolução deles.

O primeiro, do ciclo de oito debates, será coordenado por José Eduardo Agualusa, tutor de Lauty Beirão e Rafael Marques também funcionário de George Soros, contará com a presença de Daniel Cohn-Bendit.

 “É precisamente esta matriz revolucionária que comanda esta edição da Feira do Livro, em verdadeira comunhão com a liberdade”, lê-se no jornal da Câmara do Porto.

Em diálogo com o historiador Rui Tavares, outro revolucionário à trela Yanis Varoufaki, braço direito de Soros para a Europa, será feita uma viagem exploratória ao legado deste movimento revolucionário, com a inevitável transposição para as revoluções do nosso tempo.

A Feira do Livro da Invicta, este ano “sob o signo da revolução” podia aproveitar para convidar também Durão Barroso e, por que não, Arnaldo Matos o educador de Barroso e da classe operária.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

“Tão breve quanto possível”

Não tenho telefone nem televisão desde quarta-feira 29/08. Espero mais de um quarto de hora para ser atendido pelo telemóvel; a assistente informa-me que serei contactado pelos serviços técnicos “Tão breve quanto possível”

E, não obstante a minha insistência, o “tão breve” não tem término, nem sei quando o terá.

É relatado no “Diários de Motocicleta de Ernesto Che Guevara” que durante o percurso, verificou que os autóctones escarravam num local que para eles era um dos símbolos da opressão.

As privatizações são um dos instrumentos do neocolonialismo, que nos priva da autonomia, apropria-se dos nossos recursos, estabelecendo o preçário de serviços que nem sempre nos fornecem.

O TLP, que resvalou para Portugal Telecom (PT) e depois se metamorfoseou em Altice, é a mais clara expressão da privataria que nos assola.


Os novos conquistadores apoderaram-se da empresa, cobram pontualmente o serviço que nos deviam prestar e, como as reclamações não resultam, resta-nos escarrar quando passarmos por algum destes símbolos de opressão.

Os que estão ao serviço dos opressores não permitem o apedrejamento.


sábado, 1 de setembro de 2018

Era uma vez um país…



Era uma vez um país que se desfez de toda a gordura que possuía para emagrecer o Estado, (o Estado estava muito gordo, lembram-se?). Governos e governantes comportando-se como quaisquer associações de malfeitores, alijaram o Estado de toda a matéria adiposa, guardando para si a sinecura nas empresas que saldaram.

Vem isto a propósito da Portugal Telecom (PT), hoje Altice, com um flashback cinematográfico para o filme de gangsters que se desenrolou em todos anteriores governos, com roubos à queima-roupa, envolvendo ministros, condecorações a gestores e malfeitores, horrores…

A Altice, não abocanhou a PT para nos servir, a Altice muito naturalmente, e toda a mafia o sabia, está cá para nos esmifrar.

Quarta-feira 29/08 os serviços técnicos confirmaram a não operacionalidade do meu telefone e televisão. Foi-me confirmado que o mais brevemente possível seria contactado pela equipa técnica, e até hoje, não obstante a minha insistência, tudo se passa como se nada tivesse acontecido.

Ah! Mas já me foi anunciado que a fatura do mês passado será cobrada em data previamente acordada, da minha parte sempre pontualíssimo.

O que é que nós podemos fazer? Se mudamos de servidor, trocamos simplesmente de gatuno.
A única solução está na nacionalização destes bens que nos foram usurpados.