sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Eleições brasileiras e os míopes

O míope vê a pulga esmagada na unha do polegar, mas não enxerga o elefante na savana, menospreza os resultados eleitorais e os perigos que daí podem advir para toda a América Latina e todos os movimentos progressistas no mundo.

Os consumidores de citações marxistas, revolucionários q.b. transportam consigo kits recheados de fórmulas-unguento, são os ambliopes que apresentam maiores dificuldades em equacionar a realidade e dimensioná-la para além do seu polegar. Não referem ou ignoram o BRICS, a paz e a unidade indispensáveis ao bem-estar e desenvolvimento de todo um continente, concentrando todo rancor no PT, nos “Sem Terra” (MST) e, bons marxistas que são, não perdoam ao PCdoB. Entretanto deixam passar a bota cardada por entre as citações que lhes servem de enfeite.

São os revolucionários frustrados, encandeados pelo esplendor da própria ignorância.

Contra Bolsonaro nas ruas e nas urnas por Claudio Katz



 
«Poucas vezes a trajetória do Brasil esteve tão relacionada com o futuro da Argentina. Ambos os países viajam pelo mesmo desfiladeiro e pelos mesmos cenários conflituantes. Nos dois países, a esperança rivaliza com o horror. Os sucessos da esquerda diante desse dilema serão recompensados ​​e os seus erros não terão desculpa.»

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A cruz ciática

Todos temos a nossa cruz, dizem. A UE também tem a sua, a ciática. Juncker, ainda não se refez do seu último desequilíbrio e, como se estivesse etilizado, avisa que sem acordo os aviões britânicos não vão poder aterrar na UE

Conheci um tipo que quando estava com os copos sentia-se a planar, abria os braços e ao aterrar esfolava o trombone. E, ao recordar esse bebedolas, não sei a que propósito, lembrei-me da UE, e dos seus Junckers com pendores suásticos.

Está visto que este não é o nosso aeroporto.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Um “Editorial” viscoso


O exercício da afirmação sem aparente comprometimento.
Bolsonaro, apontado pela própria direita como pró-fascista, se for eleito pela ‘Globo’, deve ser respeitada a vontade popular, enquanto o próprio Bolsonaro afirma não respeitar os resultados eleitorais se lhe forem adversos. É viperínea toda a afirmação que apoia o crime sob um conceito democrático. O editorialista, como qualquer barman, mistura no seu vergonhoso cacharolete, destroços de história, pedaços de realidade, e tudo bem batido, resulta em fel ligeiramente açucarado. O q.b. para se chegar a diretor de qualquer pasquim!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O ovo da serpente - Por Norma Couri



O ovo da serpente
Por Norma Couri em 25/09/2018

“Os Invisíveis” (Claus Räfle) contando os horrores da Segunda Guerra, as perseguições e violências do 3º Reich, estréia no Brasil dois dias antes das eleições, e não por acaso.

O excelente “docudrama” alemão nos remete a um quadro de totalitarismo que estamos prestes a vivenciar e que já assusta muita gente. Miguel Lago, na piauí deste mês, mostra como o apoio a Hitler de um político, membro da aristocracia alemã, Franz von Papen, permitiu que os nazistas obtivessem do presidente, Paul von Hindeburg, a nomeação de ditador como chanceler. “O resultado foi desastroso”

O título do artigo é “Paulo Guedes Contra o Liberalismo” e mostra como a onda de ódio chega ao poder. “É preciso ter zero entendimento de política para acreditar que um político que defende a ditadura militar, a violência de Estado, que menospreza a liberdade, terá qualquer condição política para distribuir poder e direitos.”

E aponta o ovo da serpente. “O apoio de Paulo Guedes — economista e empresário — a Bolsonaro é muito grave , pois ele naturaliza a barbárie, travestindo-a de civilização e tornando-a uma opção entre outras. Sem Guedes, Bolsonaro representaria apenas aquilo que ele é: o horror, o ódio e a loucura em seu estado mais puro. Seria apenas uma versão menos religiosa do Cabo Daciolo. Sem Guedes, Bolsonaro seria apenas uma onda, que como toda onda de ódio é passageira”.

Os brasileiros terão dois dias para assistir os horrores d’”Os Invisíveis” e os traumas dos 1700 sobreviventes em Berlim depois que o ministro da propaganda Joseph Goebbels declarou a capital “livre de judeus”. Tempo suficiente para compreender o espectro do populismo nacionalista que ronda o mundo inteiro impulsionado por discursos de ódio. E refletir.

PS: É bom lembrar como Bolsonaro agrediu aos berros uma repórter, chamando-a de idiota e analfabeta. O general Newton Cruz , então chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações) entre 1977 e 1983, também costumava fazer isso com as câmeras de TV registravam nos anos da ditadura.

Norma Couri é jornalista.

BOM DIA