terça-feira, 16 de junho de 2015

INJUSTIÇAS

Carlos Gil, estilista da primeira-dama, agora ‘comendador’ foi galardoado como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.


Abomino as injustiças e bato-me onde quer que se manifestem. Carlos Gil é um bom profissional e mesmo que tenha dado algumas alfinetadas na primeira-dama quando das necessárias provas das vestimentas, nada impedia o PR de lhe atribuir tão elevada condecoração. Não deve ser fácil vestir a primeira-dama.



Injustiça, essa sim, foi não ter convidado a Fátima Lopes para vestir a primeira-dama com o bikini de brilhantes, por ela concebido e apresentado, digno de qualquer princesa e, se o tivesse feito, Fátima Lopes mereceria uma enorme Grã-Cruz.

Maior Injustiça, foi a de ter condecorado o ex-ministro de José Sócrates, Teixeira dos Santos com a Grã-Cruz do Nosso Sofrimento, ele que abriu as portas à Troika e deu como prioridade as privatizações da EDP, Galp, REN e a TAP. E que «em entrevista à agência Bloomberg, admitiu vender as participações estatais também nos CTT e o negócio de seguros da CGD, para obter um encaixe financeiro de cerca de 6 mil milhões de euros com as privatizações que tem «na manga».

E este coveiro da nossa economia ao serviço do PS, com Funções governamentais exercidas De 1995-10-30 até 1999-10-25: Secretário de Estado do Tesouro e Finanças do XIII Governo Constitucional. Desde 2005-07-21 até 2009-10-25: Ministro das Finanças e de Estado do XVII Governo Constitucional. De 2009-07-02 até 2009-10-25: Ministro da Economia e da Inovação do XVII Governo Constitucional e desde 2009-10-26 até 2011-06-21: Ministro de Estado e das Finanças do XVIII Governo Constitucional, foi agraciado pelo PR/PSD por todas os malefícios que nos causou.

Estamos entendidos, e não me enviem mais protestos quanto à condecoração de Carlos Gil que nunca nos prejudicou e desunha-se para, como diria Junqueiro, “dar um ar de primavera aos torreões góticos a cair”.

sábado, 13 de junho de 2015

15 de Junho de 2005 - Um doloroso silêncio


 
Um doloroso silêncio
Atraída por um sentimento difuso, de todas as artérias convergentes à Praça do Chile, a tristeza tornava-se multidão. Uma amálgama de classes sociais de três gerações unidas numa dor comum. Não dialogavam, olhavam-se surpresas procurando a resposta, o porquê de ali se encontrarem esperando que surgisse, numa lágrima ou soluço, a resposta que a dor retida recusava. 

Um cravo vermelho floria junto ao rosto de uma jovem que, abraçando-o, aguardava o momento de o devolver a quem até ali a trouxera sem disso ter conhecimento. A flor pertencia a quem lhe dera o mais perfeito exemplo de como se constrói a liberdade. Pálida, de semblante carregado, de quando em vez erguia-se em bicos de pés de entre o povo que a envolvia, não descortinando mais do que gente caminhando em sua direcção. Dentes cerrados, olhos marejados, um homem vigoroso engolia um soluço. Ninguém se saudava, poucos se conheciam, tinham no entanto um compromisso comum, uma dívida a saldar e aguardavam o credor. Se alguém soltasse a centelha de dor que a custo retinha faria explodir a mágoa que cada vez mais se adensava, aguardando o extravasar da angústia.

Em comunhão, todos sentiam que algo de diferente acontecera, que a história na sua pulsão inexorável continuaria o seu curso mas que havia perdido um protagonista que deixara marca indelével no seu percurso. Um jovem casal de mãos dadas retido no espaço e como que parado no tempo, um ancião esgueirando-se por entre a multidão caminhando num labirinto de interrogações procurava a saída que não esperava encontrar. Esgotava-se a tarde, um bruaà como indicador faz convergir todos os olhares para o cortejo que, ao longe, se vislumbrava em nossa direcção. Já aí vem, murmurava-se como se anunciássemos a chegada de um amigo a um encontro combinado, já aí vem pronunciava-se num murmúrio abafado pela emoção. Foi o nosso último e derradeiro encontro. Lançámos-lhe cravos como gritos de silêncio porque as palavras surgiam deslocadas.

A maior manifestação de reconhecimento e dor de que se guarda memória, não se antevendo quem possa suscitar igual merecimento

(publicado em 2013 no blog criado para assinalar o seu centenário)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O MAGAREFE e outros ladrões



Faz hoje trinta anos que Mário Soares abriu as portas aos salteadores da então CEE, o PS iniciou o saque esbulhando este povo de todos os bens conquistados com tanto esforço. Os PSD/CDS continuam impunes na continuação da política criminosa de submissão ao grande capital, iniciada pelo magarefe do 25 de Abril.




Para melhor nos apercebermos da dimensão do crime:

«A TVI, noticia que Jesus vai treinar o Sporting. O acordo com os 'leões' porá Jesus a ganhar algo como 6 milhões por ano.o.» Em três anos Jesus ganhará o dobro do que o Estado irá receber pela entrega da TAP.


Por cada dia que passa o Estado português paga cerca de 21 milhões de euros de juros da dívida.
Cada semana 147 milhões.
Por mês 630 milhões.
Por ano 7.665 milhões de euros.

A "VENDA" DA TAP NÃO CHEGA PARA PAGAR MEIO DIA DE JUROS