
O
Leopardo de Giuseppe
Tomasi di Lampedusa é o instrumento que
qualquer político ou politólogo não esquece, e, é também a Bíblia que o capital
tem à cabeceira. Os partidos da direita e os que se dizendo de esquerda têm
feito a mesma política, sofrem o desgaste próprio de quem governa contra os
interesses dos que os elegeram.
Atentos,
os louva-a-deus, senhores disto tudo, (Para que as coisas permaneçam iguais, é
preciso que tudo mude.) vão
lançando partidos como quem lança barro à parede, e com a indispensável ajuda
da mass media, promovem aqueles cujo
cantar se torna melodia para o eleitorado.
O
Bloco diz que quer governar, o Partido dos bichos, mais modesto, diz que ainda
não tem essa ambição. Afirmam não ter ideologia, já não conseguem dizer que são
apartidários, aguardam o desfalecimento dos barões e outros fidalgos para lhes
ocuparem o trono, para que as coisas permaneçam iguais, dando a
impressão de que tudo mudou.
A
comunicação dita social conhece a arte do marketing para promover estes
produtos
Se
na governança, o grilo e a cigarra desafinavam, e quando chegasse o inverno
o FMI, a UE ou o Goldman Sachs dava-lhes a sua pauta a seguir. E eles sabem.