sexta-feira, 6 de setembro de 2019

As televisões dos patrões




A Festa abriu às 19 horas, consciente da perfídia, vasculhei o noticiário das 20 da RTP/SIC/TVI para saber como seria noticiada a abertura da Festa da Atalaia.

Nem uma só imagem que nos desse a hipótese de imaginar minimamente a dimensão e diversidade do singular evento.

Dir-se-ia que estes três paquetes se haviam reunido para nos dar o mesmo recado.
CONTINUAM CRIADAS AS CONDIÇÕES PARA UM ACTO ELEITORAL DEMOCRÁTICO-TRANSLÚCIDO.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A PALMATÓRIA como elemento de interpretação

Quando, há já alguns anos, visitei o ‘Museu Histórico da Vista Alegre’, num painel frente à porta e difícil de contornar, exibiam-se duas enormes palmatórias usadas para castigar os aprendizes.

Para quem levasse consigo um pouco de sensibilidade, aperceber-se-ia de que toda a beleza exposta, extraordinária sem dúvida, teria lágrimas das crianças que aí trabalharam, futuros "homens que nunca foram meninos."


A sensibilidade, é o que melhor nos deve definir, como Seres Humanos.

UMA NO CRAVO OUTRA NA DITADURA

 

Um hino à Amizade


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Grilos e cigarras


O Leopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa  é o instrumento que qualquer político ou politólogo não esquece, e, é também a Bíblia que o capital tem à cabeceira. Os partidos da direita e os que se dizendo de esquerda têm feito a mesma política, sofrem o desgaste próprio de quem governa contra os interesses dos que os elegeram.

Atentos, os louva-a-deus, senhores disto tudo, (Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.) vão lançando partidos como quem lança barro à parede, e com a indispensável ajuda da mass media, promovem aqueles cujo cantar se torna melodia para o eleitorado.

O Bloco diz que quer governar, o Partido dos bichos, mais modesto, diz que ainda não tem essa ambição. Afirmam não ter ideologia, já não conseguem dizer que são apartidários, aguardam o desfalecimento dos barões e outros fidalgos para lhes ocuparem o trono, para que as coisas permaneçam iguais, dando a impressão de que tudo mudou.

A comunicação dita social conhece a arte do marketing para promover estes produtos

Se na governança, o grilo e a cigarra desafinavam, e quando chegasse o inverno o FMI, a UE ou o Goldman Sachs dava-lhes a sua pauta a seguir. E eles sabem.