quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Kristin começou há 50 anos

 

Ministros aparvalhados balbuciam trivialidades, anunciam reuniões e conclusões de farsa, o PR aproveita para se deslocar ao Vaticano, a insensibilidade dos governadores deste protetorado é insana, repugna e entristece. 

O 25 de novembro de 1975 anunciou o temporal, os primeiros sopros da tempestade traziam avisos de privatizações, intempéries de corrupção, o desabar de empresas estatais que poderiam ter amenizado o sofrimento que ora nos aflige; a EDP que havia levado luz a aldeias isoladas, foi desmembrada e entregue a preço de saldo a abutres que se pavoneiam de bolso recheado, a água, as comunicações rodoviárias, ferroviárias ou de telecomunicações, não escaparam à gula, e a Banca usurária e arrogante controlando a alcateiam que nos usa.  Todas as estruturas que sustêm um Estado soberano e independente foram relegadas a interesses privados, e privados ficamos do que nos pertencia com as consequências visíveis e sentidas. Ministros aparvalhados balbuciam trivialidades, anunciam reuniões e conclusões de farsa, o PR aproveita para se deslocar ao Vaticano, a insensibilidade dos governadores deste protetorado é insana, repugna e entristece. 

2 comentários:

Manuel M Pinto disse...

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - "Cadernos de Lanzarote", - Diário III - pag. 148, 1995

Olinda disse...

Não podia estar mais de acordo. As dificuldades existentes têm-se agravado desde há muito tempo pelos aparentes choques de quem nos tem governado , mas que concretamente , têm defendido a mesma política neoliberal, sobrepondo os seus interesses de classe aos interesses das populações. Resta-nos defender uma Constituição, apesar de "ferida". Abraço