sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/22


1.4.4. Sem dúvida que o caminho do socialismo se revelou mais complexo e mais acidentado e demorado do que os grandes avanços libertadores alcançados no caminho aberto pela Revolução de Outubro faziam prever. E que o movimento comunista e revolucionário não recuperou ainda de grandes retrocessos da década de 90. Nada disso anula, porém, a realidade de que a época em que vivemos é a época da passagem do capitalismo ao socialismo, inaugurada pela Revolução de Outubro, que o capitalismo não só não resolve como agrava os graves problemas do nosso tempo, que só o socialismo pode responder às mais profundas aspirações dos trabalhadores e dos povos e salvar a Humanidade da catástrofe anunciada pela insaciável gula do capital. É com esta profunda convicção que o PCP aponta para Portugal e para o mundo, o socialismo como possibilidade real e a mais sólida perspectiva de evolução da Humanidade.
ENCERRADO ATÉ AO FIM DO CONGRESSO

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/21

4.9.5.2. A Festa do Avante! pujante obra colectiva, com as suas características ímpares, permanente aperfeiçoamento e inovação, afirma-se como grande realização nacional e internacional.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/20


2.4.3. Portugal não está condenado à estagnação económica e ao definhamento do seu aparelho produtivo, à persistência dos crónicos défices energético e alimentar, a um modelo de desenvolvimento assente em baixos salários e na fraca incorporação científica e tecnológica no processo produtivo, à crescente dependência das orientações e interesses da União Europeia e dos países que a comandam, à exposição das crises do capitalismo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A morte dos três chineses -- autocolante/19



“As palavras são como doses minúsculas de veneno que podemos engolir sem darmos conta.
Vicente Romano in Intoxicação Linguística


Os telejornais deram-nos o privilégio de sermos informados de um acidente que vitimou três cidadãos chineses, privilégio que provavelmente não tiveram os seus concidadãos; quando morre um chinês, ou mesmo três, nem todos os outros são informados. Mas nós, sim!

Nesse mesmo dia trabalhadores portugueses teriam dado entrada nos hospitais devido a acidentes de trabalho, alguns vão ficar impossibilitados de fazer uma vida normal durante o resto dos seus dias, ou não resistindo a ferimentos encontram a morte que não constará nas estatísticas. Todas as semanas morrem mulheres vítimas de maus-tratos, e para que morram devido a agressões, quantas centenas não serão agredidas diariamente. Mas tudo isto vem fazendo parte da rotina deixando, obviamente, de interessar às redacções dos media, nomeadamente os ditos e referência.

Mesmo contando com a omertà, código de silêncio, o BPN vai continuar a ser notícia este fim-de-semana. Desconhece-se se o detido é o Padrinho ou, como acontece normalmente, não passa da parte visível do iceberg. As ramificações entrelaçam-se, de tal modo, que é difícil encontrar a ponta da meada. Os vários gangs entram em choque ao levantar ligeiramente o véu das conivências e, assim, exercendo veladas chantagens. O Menezes do Norte afirmou que foi ameaçado por ex-ministros ao tentar abrir o saco podre, deixando um amplo espectro de ex-ministros sob suspeita. O Loureiro é desmentido pelo ex-vice-governador e pelo próprio governador do Banco de Portugal e o Partido Socialista começou por recusar ouvir o ex-ministro de Cavaco Silva e Conselheiro de Estado por ele proposto que, por sua vez, sem que aparentemente nada o justifique, vem dizer, que para aí não pôs prego nem estopa; esse mesmo ex-ministro que apresentou a biografia de Sócrates, seu menino de oiro, a quem teceu os maiores encómios.

Prevê-se, pois, como irão estar ocupados os nossos meios de comunicação social, não contando já com a hipótese de neste mesmo fim-de-semana falecerem mais meia dúzia de chineses ou, como está previsto, estoirar outro banco onde só funcionam as grandes fortunas.
Os denominados congressos, decididos e organizados em poucas semanas, esse folclore político onde barões desavindos se agridem verbal e fisicamente e de onde tem emergido a fina-flor da máfia que está a ser investigada, têm tido uma cobertura total e em directo, nomeadamente da rádio e da televisão.

O Congresso do Partido Comunista Português que levou um ano a preparar e em que se discutiu “o Projecto de Resolução Política”, cerca de cem páginas A4, está a realizar-se neste momento no Campo Pequeno com a participação de centenas de delegados e milhares de convidados; aqui serão analisadas as questões mais pertinentes da nossa vida colectiva e, como não se prevêem insultos nem fofocas, será relegado para as páginas menos nobres dos jornais e na televisão não terá mais que dez por cento do tempo concedido aos mercenários portugueses, assassinos profissionais, que se especializam em Israel.

“Entre os jornalistas, embora sejam raros, podem existir casos de ingenuidade profissional, mas em informação nada há que seja inócuo”.

NADA!

Cid Simões
fcidsimoes@sapo.pt
(crónica lida na Rádio Baía também on-line)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/18


3.11.1. A vida comprovou que não há alternativa política nem política alternativa sem o PCP. A questão mais urgente, mais necessária e mais decisiva para tornar sólida e credível a construção de um outro rumo para a vida política nacional é o reforço do PCP e da sua influência social, política e eleitoral.

sábado, 22 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocoloante/17

4.7.9.4. O estímulo à militância e à participação dos militantes, alargando a consciência que a força do Partido é determinada pela acção dos seus membros no quadro do colectivo partidário. Assume particular importância que além de tarefas pontuais cada membro do Partido possa assumir tarefas regulares de acordo com as suas possibilidades e disponibilidades, por pequenas que sejam.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/16


2.2.14. A tese sobre um Estado regulador visa iludir o papel do Estado enquanto instrumento que impõe, no quadro do capitalismo, a manutenção e aprofundamento das relações de produção baseadas na exploração. A ideia de um Estado e de um poder acima da vida económica e sem vocação económica, supostamente confinado a um papel de mediador de conflitos nos casos em que o mercado se revelasse incapaz de assegurar a harmonia das relações económicas, visa iludir a natureza de um poder político inteiramente subordinado e ao serviço do poder económico. A ideia de uma regulação atribuída a entidades apresentadas como «independentes», visa iludir a missão que lhes está atribuída de garantir a gestão dos interesses e dos ganhos dos grandes grupos económicos que operam nas áreas que regulam.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O antropólogo -- autocolante/15

O antropólogo e o Largo do Rato

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos
Alexandre O’Neill


Quem “havera” de dizer! Assim se teria expressado a minha prima Alice se tivesse tido conhecimento de um aprofundado estudo sobre o Largo do Rato, feito pelo antropólogo francês Aymeric Bole-Richard, no âmbito de um doutoramento em antropologia social.

Aos antropólogos não compete embrenharem-se pelos domínios da toponímia, deixando essa tarefa a nosso cargo. Assim, foi-nos dado saber que o convento ali instalado era apadrinhado por um indivíduo conhecido por “o rato” que, com esta pouco dignificante alcunha, crismou o local. Não devia ter sido boa prenda, presumo, porque rato não é animal de estimação nem simboliza bons princípios ou sãos comportamentos.

Quando teve conhecimento do estudo, a senhora Ferreira Leite, de imediato, procurou saber o que teria encontrado no Largo do Rato o académico francês para sobre ele se debruçar, indagou ainda por que razão estando a tão curta distância do ‘bunker’ da Lapa, como o define Filipe Menezes, o ignorou tão ostensivamente e, com este seu comportamento não conseguiu esconder uma pontinha de inveja; mas se tivesse tido acesso às conclusões do antropólogo, ver-lhe-iamos iluminado aquele seu charmoso sorriso/careta.

Quem é que já não ouviu falar do Largo do Rato?

Pois bem: sabem o que, segundo o abalizado antropólogo, tem o Largo do Rato além de uma fachada perigosa? O gaulês define-o como “o lugar mais hostil e desumanizado da cidade.”

É preocupante! Nós já disso nos tínhamos apercebido desde há muito, mas ainda ninguém havia tido a coragem de ser assim tão frontal: O Largo do Rato, é “o lugar mais hostil e desumanizado de Lisboa ” e, assim sendo e por arrasto o mais hostil e desumanizado do país. É obra!

A municipalidade devia colocar em todas as artérias convergentes sinalização como a usada nas auto-estradas, advertindo a quem do Largo de Rato se aproxime que o local “é hostil e desumanizado” e comunicar à Protecção Civil que esteja atenta porque dali só nos têm vindo não maus ventos, mas ministros malquistos.
Entretanto devemos manter-nos confiantes pois tal como diria Paul Éluard “au bout du chagrin une fenêtre ouverte une fenêtre éclairée” e o nosso antropólogo, compatriota de Éluard, também nos deixa uma grande janela aberta de esperança nestes momentos tão difíceis que vivemos. Afirma o doutorando que “de vez em quando ainda pode observar-se formas espontâneas de encontro e de ocupação cidadã no Largo do Rato, como por exemplo, a manifestação dos sindicatos de 2 de Março de 2007, em que durante cerca de uma hora e meia o largo se metamorfoseuou num espaço realmente humano.”

Esta conclusão não saiu da CGTP, mas de alguém que num colóquio no Goethe-Institut de Portugal explanou os seus doutos conhecimentos, fruto de aturados estudos.

Para bem da cidade, nomeadamente do Largo do Rato, devemos ter em conta que é necessário e saudável que todas as manifestações tenham como itinerário obrigatório esse local que tão carente de humanização está.

Que me perdoem os honrados cidadãos que, desde sempre, ali têm vivido e hoje suportam o trânsito, outros aborrecimentos e encontros indesejados.

Cid Simões
fcidsimoes@sapo.pt
(crónica lida na Rádio Baía também on-line)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/14


2.2.6.1. A análise dos maiores Grupos Económicos Nacionais no final de 2005, mostra-nos que dos doze grupos com lucros mais elevados, com um valor superior a 250 milhões de euros, apenas dois se encontram ligados predominantemente à actividade produtiva (cimentos – Cimpor e papel – Semapa). Este conjunto de Grupos Económicos, ao mesmo tempo que a nossa economia crescia a um ritmo médio de apenas 1,3% entre 2004 e 2007, viu os seus lucros aumentarem de 75%, atingindo os 6,8 mil milhões de euros – 4,2% do PIB.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Teses do Dia -- autocolante/13

4.13.3. A liquidação da exploração do homem pelo homem é uma tarefa histórica que só com a revolução socialista se pode concretizar. É por esse projecto que gerações de comunistas e trabalhadores combateram, é por esse projecto que os comunistas portugueses lutam neste Portugal do século XXI.

domingo, 16 de novembro de 2008

Teses do dia - autocolante/12


Congresso
Campo Pequeno 29, 30 Nov. 1 Dez.
2.2.8. A generalidade dos grandes grupos económicos possui hoje incomensuráveis capacidades e instrumentos para o exercício de um efectivo poder ideológico, através de meios para a produção e transmissão, directa e indirecta, da ideologia dominante.
É particularmente significativa a sua posição no sector dos media, onde alguns grupos – Cofina, Impresa, Controlinvest, Sonae Com, Impala – absorveram mais de uma centena dos principais órgãos de comunicação social, com influência decisiva na formação e condicionamento da opinião e dos comportamentos dos portugueses. O recente e crescente domínio por estes grupos do sector editorial, as suas acções de promotores e mecenato no campo das artes e a sua articulação multifacetada com estruturas do ensino (do Básico ao Superior) e de Investigação e Desenvolvimento, contribuem igualmente para a sua hegemonia no plano da produção ideológica
.

sábado, 15 de novembro de 2008

Teses do Dia / 2

Teses do Dia

O Congresso que se avizinha
1.2.11. A militarização das relações internacionais foi a vertente da ofensiva imperialista que mais se desenvolveu nos últimos anos. O mundo está hoje profundamente instável e inseguro. A retórica capitalista sobre a paz, que se sucedeu às derrotas do socialismo na União Soviética e Leste Europeu, é desmentida por uma realidade assente na multiplicação de guerras imperialistas de ocupação e na afirmação do militarismo como arma política e económica das maiores potências capitalistas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Teses do dia - autocolante/11

XVIII
CongressoPCP
29/30 Nov. 1 Dez.
"Teses do Dia"
4.3.1. A situação da Humanidade neste século XXI mostra claramente que o capitalismo não só não resolve as suas contradições insanáveis, que condenam ao obscurantismo, à fome, à doença e à exploração milhões de seres humanos, como agrava o seu carácter explorador, opressivo e promotor da guerra.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

E não baixaram os braços - autocolante/6

Poucos dos que têm reindivicado os seus direitos nestes últimos tempos estiveram nestas manifestações. Ao contrário do que alguns esperavam uma nova geração pegou no testemunha e mantem-se firme.
E manter-se-à!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Inimigo com pezinhos de lã

"Não há informação inócua"
Vicente Romano
Entra-nos em casa com pezinhos de lã, morde-nos a inteligência e esconde-nos ou empesta a verdade. Vamos(?) para a cama com a imagem deturpada dos governantes, dos nossos problemas reais e do mundo em que vivemos.
É infecta e infecciosa!

domingo, 9 de novembro de 2008

Síndrome dos 120.000

Síndrome dos 120 mil.
Doença degenerativa de extrema gravidade.
É visível. Não é?

sábado, 8 de novembro de 2008

Professoras de hoje, professoras de Abril (autocolante/9)

Não é sentado que se espera pela esperança.
Determinadas, transmitindo-nos confiança, mostraram aos mais débeis que a luta é o caminho.
Que os homens me desculpem mas este autocolante de há não sei quantos anos motivou-me este comentário.

Consciência reforçada

Espero imagens de hoje.
A luta reforça a consciência e torna-nos mais solidários.
Esta fotografia merece um póster!

Lutas de ontem e de sempre (autocolante/8)

Desconheço a data e a origem
(é simplesmete mais um autocolante)