terça-feira, 18 de agosto de 2009

Festa do Avante! - faltam 16 dias

Para nós, Festa é fazer a Festa.

Avante 1980

Sei que estás em festa, pá, tanto mar, tanto mar... O mar não foi tanto que a voz de Chico Buarque não chegasse à Ajuda, vibrando comovidamente com a multidão que o acompanhou... Outras vozes entravam na Festa pela primeira vez, como a voz inesquecível de Zeca Afonso. E as de Adriano, Fausto, Luísa Basto, Sérgio Godinho. Vozes portuguesas numa Festa que homenageava Camões no quarto centenário da morte do Poeta. Na Cidade da Juventude, os sons do jazz, que vinham de várias partes do mundo. A exposição de etnografia, organizada por Giacometti, é uma das memórias que perduram desse ano.







segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Faltam 17 dias

Não nos quebraram o entusiasmo


REDOBROU O ALENTO

orgulhosos do esforço comum
forjaram-se amizades que perduram

sábado, 15 de agosto de 2009

Terra Humana

Terra Humana

É inútil resistir.

Por detrás das muralhas da vontade

Mora o desejo, a força que as derruba.

Deixa que nasça, que avolume e suba

Esta maré de seiva e de ternura.

A grandeza do homem, criatura

Que cresce enquanto ama e pode amar,

É saber

Que só depois do gosto de pecar

Lhe vem o gosto de se arrepender.

Miguel Torga

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Faltam 19 dias

1978

Selva desbravada, milhares de horas de militância e... guia de marcha para o
Alto da Ajuda.

Nunca compreenderam não compreenderão
de onde nos vem esta força.



Faltam 20 dias




Têm tentado acabar com a Festa
sem ter em conta a força que nos anima



1977

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ÚLTIMA HORA


"O PRINCÍPIO DO FIM DA CRISE"

O pessoal continua a contar os trocos.

Mas...


O Governo está no “caminho seguro” para sair da crise. «Isto não é o fim da crise, mas sim o princípio do fim da crise», disse José Sócrates, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros. E ainda sob o efeito da canícula que se tem feito sentir disse que Portugal é «um dos primeiros países a sair da situação de recessão», a par da Alemanha, França, Grécia e Eslováquia.

Não sei se devido à chuva de meteoritos não há meio de encarrilhar com essa do

«princípio do fim da crise».

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Pandemia do Vírus Felicidade

O Ministério da Saúde, em estreita, melhor dizendo, apertada colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS) está entrincheirado pronto a combater qualquer pandemia que ouse transpor as nossas fronteiras. O vírus das aves deixou de nos amedrontar, as vacas já voltaram ao seu perfeito juízo e a gripe suína AH1N1 é jugulada onde quer que se detecte. Os governantes estão atentos! Ai de quem deixe escapar um espirro sem usar o lenço de papel onde guarda os borrifos que deitará no primeiro caixote de lixo que encontrar e mal estará quem não lave bem as mãos e as desinfecte com o spray apropriado.

Quanto a gripes estamos conversados. O problema que se nos coloca é o de não termos problemas. Como é que se pode fazer campanha eleitoral num país onde não se encontra a mais leve mácula governamental que seja susceptível de crítica?

O vírus que nos arrasa, a pandemia que expande o bem-estar sem limites e pela primeira vez nos invade, denomina-se ‘fe-li-ci-da-de’.

Não tenho memória de um equilíbrio social assim perfeito e de uma satisfação que emane de modo tão natural de todas as classes sociais. Os muito ricos reconheceram que o dinheiro não lhes traz felicidade e que só lhes é possível entrar no Reino dos Céus com o fruto do seu suor e não com o do suor alheio.

Os professores ensinam, os alunos aprendem, o Ministério respectivo está a corresponder aos anseios de mestres e educandos. O diálogo é profícuo como nunca havia sido. Melhor ainda, tanto a nível médio como superior, todos os jovens, terminados os estudos, têm emprego garantido e salário que lhes permite organizar a vida sem depender dos familiares que, por sua vez, neste clima de segurança, usufruem a vida em todo o seu esplendor.

Digam-me lá como é possível tecer criticas aos governantes neste ambiente de tranquilidade e bem-estar? Sabendo-se que esse “bem-fazer” foi direitinho para os mais necessitados, reduzindo drasticamente o fosso entre ricos e pobres. «Os portugueses sabem que sempre puderam contar com o PS nos momentos difíceis e que está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu». Foi o primeiro-ministro que o afirmou e não um mentiroso qualquer.

Aos pescadores não falta mar. Não têm legislação que os proteja nem os barcos que foram obrigados a abater, mas o mar e a ondulação pertencem-lhes. Os espanhóis trazem-lhes o peixe e eles, deitados na areia, observam as donzelas em biquíni ou fazem surf e lá se vão surfando, como podem, na doçura da maresia. A felicidade é uma lapa que se lhes agarra e de que não se podem libertar.

Nestas condições quem é que pode fazer campanha eleitoral dirigida às gentes do mar sem meter água?

A felicidade pandémica, ou pindérica como diz a Dona Gertrudes, grassa pelos campos. Aí, por mais que se queira, não é possível fazer campanha eleitoral sem correr o risco de se ser levado a ponta de cajado. Os campos, em pousio, e os camponeses batendo a sesta em sombras aprazíveis são a expressão idílica “desta ditosa pátria nossa amada”. O pouco que se cultiva é regateado pelas grandes superfícies por invejáveis margens de lucro. Os criadores de gado, nomeadamente os produtores de leite, distribuem gratuitamente a produção às populações que já não sabem o que fazer de tanta fartura.

Os operários, pequenos comerciantes e industriais estão no conforto dos seus lares ou repimpados de férias vendo as estrelas.

O temporal, dizem os cépticos, virá depois das eleições se continuarmos a votar em quem nos tem bafejado com tanta felicidade.

Acham que sim?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Conhecem Festa como esta?

Festa que rompe fronteiras

Militantes que abnegadamente distribuem bem-estar e alegria.

"Não há Festa como esta!"

faltam 23 dias



domingo, 9 de agosto de 2009

A 1ª EP


Lembram-se?!

desdobrava-se e...


no interior encontrávamos


e no reverso este texto magnifico

(…)”A mudança radical operada na vida política portuguesa depois do 25 de Abril tem na publicação legal do “Avante!” um testemunho flagrante. Ele assinala a vitória das forças democráticas sobre o fascismo e ficará como o melhor símbolo da conquista pelo povo português da liberdade de expressão de pensamento, da liberdade de imprensa, designadamente.

“Ao longo de mais de quarenta e três anos, o “Avante!” clandestino foi uma arma valiosa na luta contra a exploração capitalista, a opressão fascista, a guerra colonial, a dominação imperialista. Foi uma voz irreprimível do PCP, a voz da classe operária, a voz dos explorados e oprimidos de Portugal. Foi um órgão de informação livre, num Portugal amordaçado. Disse a verdade sobre o nosso povo e outros povos num clima de deturpação e mentira. Foi uma grande trincheira da resistência ao fascismo. Foi um “organizador colectivo” dos comunistas, dos trabalhadores, de todos os antifascistas. Foi um órgão de consciencialização e orientação, um grande mobilizador das massas populares na luta pelo pão, pela liberdade pela independência nacional, pela independência dos povos das colónias”.


Haverá certamente muitos militantes que felizmente desconhecem esta EP. E se digo felizmente é porque muitos vieram depois para dar continuidade a este magnífico esforço colectivo.



Faltam 24 dias.



Não há Festa como esta!

Faltam 25 dias


NUNCA HOUVE FESTA COMO ESTA

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Qualquer estúpido compreende

Cuidado com o bloco

O matutino “Público” pertence a um magnata da nossa praça que paga mal a quem o serve e advoga que é preferível ganhar ainda menos do que estar desempregado.

«Presidente do gigante grupo empresarial Sonae, o mais poderoso grupo económico português, Belmiro de Azevedo é um dos maiores empresários do País. De “enfant terrible” a magnata dos negócios, a trajectória deste homem é imparável. Detém a rede de supermercados Modelo e Continente, o jornal “Público”, a Optimus, além do braço estratégico dos centros comerciais. É o único português a figurar na lista dos homens mais ricos do mundo. Actualmente, está no processo arrojado de lançamento da OPA sobre a Portugal Telecom. “Olha para o mundo como D. João II. Para ele, tudo é conquistável”, diz o jornalista Carlos Magno.»

O “bloco” diz combater os exploradores. Grita e esbraceja contra a acumulação da riqueza.

Na sequência da promoção feita neste jornal, dito de referência, ao “bloco” refiro as mais recentes:

No dia 5 quarta-feira, no jornal deste benfeitor e em lugar de relevo a fotografia do ícone do “bloco” para justificar o nada que disse. Na página seguinte mais “bloco” e ainda mais “bloco” noutra página com soluções para os desalojados. Hoje quinta-feira e em destaque a fotografia do “líder” e meia página dedicada ao “bloco”.

Qualquer estúpido compreende!

Ou não?!


Nota: "A GRande Entrevista" da Judite de Sousa feita a Jerónimo de Sousa serviu para promover o "bloco". Eles gostam tanto do "bloco"...