A fábrica de publicidadeFIGO & Cia, vende a suaimagemparapromoverqualquerporcaria.
É tudo uma questão de preço.
O Figojá publicitou Bancos infestados de mafiosos, “deu” o seuapoioparaque o “Mundial” que movimentou milhões se realizasse na suasanta terrinha. O Figodesdequelhe paguem engrandece qualquercanalha, anuncia piaçabasparalatrinas, faz propaganda a qualquer merda e, obviamente, nada o impede de ajudar a venderministros.
O apoio de Figo a Sócrates e ao PS pagocomdinheirosaído de um “sacoazul”de uma empresapública terá custado 75 mileuros. E, recebida a massaroca o Figo afirmou que «Sócrates é uma pessoaséria, honesta e profissional». E José Sócrates quenão regateou o preço da afirmação confessou sentir-se muito “honrado”.
DN «Governo e patrões insistem na travagem dos salários.»
«Quatroinstituiçõesfinanceiras lucraram umtotal de 376,2 milhões de euros no primeirotrimestre, o que representa lucros de 4,18 milhõespordia.»
«Desemprego já atinge 696,9 mil portugueses e apenas 350,8 mil recebem subsídios.»
«Estradas de Portugal (EP) pede 500 mileuros às concessionáriaspara a realização dos eventos de assinaturas de contratos de adjudicações de obras.»(Eventosoufestas, espectáculos, comemorações, etc., com objectivos promocionais)
«Cincomilhões de portugueses vivem no estrangeiro e os cidadãosnacionais continuam a emigrarpara a Suiça, Andorra, Luxemburgo e França e nosúltimosanostambémpara o Reino Unido e Espanha. E segundo a OCDE, Portugal está de regresso aos caminhos da emigração. Entre 2000 e 2007 emigraram 640 mil portugueses»
«A EDP vai investir 4000 milhões de dólares nosEstados Unidos e criar nesse país 5000 postos de trabalho.»
«A Refer emitiu 1600 milhões de euros de dívida e estudamaisoperações»
O que nos vale é terem encontrado água na "face oculta" da lua!
“Assim se prova, que há arte de furtar, e que esta seja ciência verdadeira, é muitomaisfácil de provar, aindaquenão tenha escolapública, nemDoutores graduados, que a ensinem emUniversidades, como têm as outras ciências.”
“Arte de Furtar” (1742)
Na falta de outra, temos «uma certacultura de corrupção»segundo o ex-Procurador-geral da República, Cunha Rodrigues. E nesta área, afirmo eu, mantemo-nos no pelotão da frente e ninguémnos consegue despir a camisolaamarela, rosaoularanja, tanto faz.
Os mentores dos sacos azuis vivem numa áreaescura do poder de legalidadedifusa; não sendo crime a escuridão, ninguém sabe, nemvêou ouve o que se passa no interior dos sacos, quem põe, tiraou… deixarninguémdeixa. Controlo democrático, nempelo olfacto.
“Saco” exprime “acto de saquear”, (verDicionárioEtimológico da LínguaPortuguesa) tendo a vigiá-lo o “azul” quetambém significa “polícia” (veja o GrandeDicionário da Língua Portuguesa) assim “sacoazul” não é, maisnemmenos, do que o “saque policiado” mas, não tenhamos a pretensão de viralgumdia a compreender os labirintos no interior de umsacoazulque é, todos o sabemos, umsacosemfundo.
E o Glossário continua:
Dar a palmadaoudar o golpe circulam na gíria colorida do gingão e, claroque, deitar a luvaoudeitar a unhanãosãoexpressões de salão, assimcomodepenare depenadortambémnão. Defraudador e defraudarsãomaissuaves no burlar. Porém, depredação e depredarsão o rouboviolento, muitodiferentes do descaminho, umtermo bonitinho, próximo do desvio e nãolonge do desfalqueoudesfalcar, despojooudespojar. Masnobre, nobremesmo, é o desvio…o desviar,não se utilizam abaixo do milhar e, creio quecom a inflação, já deviam ter sido promovidos a milhão. Dolo, atépelapronúncia tem classe e pavoneia-se peloscorredores do poder e dos tribunais.
Empochar, empalmar, empalmação andam muito pelas ruas do calão e eliminar,talcomoendrominar,também. Empolgar é maisviolento e o engodar tem ardil.Encobriré guardar objectos de origemduvidosa; sinónimo de receptar.Esbrugarouesburgar é serforçado a dardinheiro, a pagar uma soma avultada e esbulho e esbulharsãomaisviolentos e abrangentes indo até ao abuso de poder; jáescamotear é roubarcommuitahabilidade e escorcharandapelosmesmosbecos do despojar. Escroque,galicismo, entrou no nossolinguajar e ficou como burlão, intrujão, vigarista e trapaceiroque é. Ao esgueirar-se, subtrai-se comastúcia, desvia-se, sendo a estafaburla; espoliaré extorquir e esquivar-sefurtar; enquantoquesubtrairherança é expilar. Extorquir, extorsão e extorsionáriosãotermosrudes; já, extravio navega nas águas do desvio.
Fajardofurta habilmente, faz fajardiceemsuma; falcatrua e falsificar andam muito a par; a malta diz fanar, fazer a folha e fangueirada é furtoquevale a pena. Fazer,fezada, fazerrajá é simplesmenteroubar, masfazer a pala é encobrir o roubo; e aindacom o verbofazer temos o fazermãobaixa e fazermão de gato. O flibusteiro vive de expedientes, da trapaça; forjar é falsificar; fraudeou fraudulência, fraudar, fraudador andam no campo do engano, do defraudarjá citado. Furto, furtare furtança sãolinhas do mesmonovelo, onde se enrola a trapaça.
A mãoesquerda mantém-no à distância. Há quetravar a impetuosidade. Enternecido faz beicinho mas evita o ósculo. Retém a respiração, o bafo dele é bafiento. Tanta efusividade cansa. Aindanão perguntou à Ministra da Gripe se já o teria vacinado contra a gripe porcina.
Que é umquadroenternecedor,nãonos restam quaisquer dúvidas.
“E quando os vejo continuar no officio illesos, não posso deixar de o atribuir à destreza de suaarte, que os livraaté da justiçamaisvigilante, deslumbrando-a pormilmodos, ou obrigando-a que os largue, e os tolere; porqueatéparaisso têm os ladrõesarte.”
“Arte de Furtar” (1742)
Por ser necessário, e os acontecimentos assim o exigirem, vou reeditar o meu glossário.
Glossário I
Com uma culturatãorica na “Arte de Furtar”, culturaque os nossosantepassados souberam preservar e que o nossodia-a-dianão decepciona, o vocabulárioque nesta actividade, tão abrangente, surge nosmedia é de uma pobreza confrangedora.
Roubam-se tostões, desviam-se milhões; este amanhou-se, aquele desfalcou, aqueloutro abotoou-se. Sempre a mesma lenga-lenga. Bem contados, nãovãoalém de escassas dezenas os termos usados na maisbrilhante e lucrativa actividade no nossopaís.
Preocupadocomestehiato cultural, crente e ufano de contribuirparaquenos possamos entendermuitomelhor neste negócioemgalopanteexpansão, que é o gamanço, fui à cata de palavrasque, através dos séculos, a nossadesonestidade fabricou e que o presentenão desdenha, códigosque abrangem todas as classes e que, contradição das contradições, se aplicam na suaquasetotalidade aos mais espoliados.
O safe-se quem puder reflecte o sistemaque dá pelonome de neoliberalismo, monstruosa ave de rapinaque vai deixando o planetaexangue, devorando o Mundo e abrindo o caminho ao saque generalizado.
É tempo de engendrarnovostermos e fazerreviver, pelomenos, os cerca de trezentos que a preguiçaou a rotina mantêm sepultados no esquecimento, hojeque a sede do lucroimediatotorna os bolsosinsaciáveis e o pudor, rechaçado, não sabe como e onde se refugiar.
Vamos a isto; é tempo de nos ilustrarmos:
Abafação é furto, abafador a pessoaquenãodeixaseguir o livrecurso de umprocesso; o que encobre; ladrão e abafaroualbafar a acção. Abarbatar e abotoar-se é deitarmão do alheio e, emcalão, o achatar, assimcomoafiançar, é simplesmenteroubar. Afanar é já da gíria - e é giro. Enquanto o agadanhador surripia, agadanhar é lançar o gadanho, tirar à força, talcomoagafanhar. Alapardar é apossar-se do quepertence a outremou seja locupletar-seilegalmente. O alcance tem nobreza, é maisparapessoafina, não tem a vercom a plebe, peladelicadeza do termo, não está longe da alicantina, cheia de astúcia e manha. Aliviar é coisa de carteirista. Também sinónimo de roubo, anexar é termo abrangente, maispróximo do apoderar-se, apossar-se, apropriar-se,enquantoqueapanharalguémcom a boca na botija, sendo tambémroubar, é termofrouxo. Arrancar, arrebanhar, arrebatar, arrepanharsãopalavrasfortes, principalmentequando colocadas ao lado do assenhorear-se,expressãodelicada, punhos de renda, comclasse.
Bater a carteiraé roubar às ocultas a carteira do bolso de outrem, mas, sóbater é, no Brasil, o nossoaliviar, talcomobuscartemo buscocomoautor. Ao bifar, furta-se disfarçadamente. O borlão,borlador ou burlista exerce a arte de burlar, obviamente. Masdeitar a mão a… é benzer.
Ao capiangar, furta-se comdestreza, sendo o capiangoumladrãoastuto, já o cafunge e o camafoujesãogatunos, gentevil. Captar, faz-se comastúcia. Cardanhooucardaré roubo na área do palmar, mascatar e catrafilar fazem parte do jargão do choro, larápiosemestatuto. Comer é espoliar, saquear, e consumiriludir. O palavrão, concussão,muitoemuso, é específicopara o funcionalismopúblico, uma honrapara alguns. Corte é roubo, acção de cortar-seou apropriar-se de coisaalheia. E paraterminar a terceiraletra do alfabeto, ficamos comcresta e crestarque se aplicam ao desfalque e ao despojar.
Parabem da nossacultura, paraquenos possamos entender falando e escrevendo sobrematériatão actual e importante, escreva-nos se desejarenriquecer o nossovocabulário.