E Deus, sadicamente, preside à crucificação do Povo Palestino
O quemais impressiona e preocupa jánem é só o crimeque tem sido banalizado. O que se tornanauseabundo é ver os humanistas de serviço, essa escóriaque os meios de comunicaçãoditos de referêncianos arremessam e que vêm assistindo à barbárie ignorando-a ou usando artimanhas de linguagempara a encobrir.
O que preocupa é assistir a umcrimeque se arrasta há tantosanos e ver a dita “comunidadeinternacional” cobarde e conivente fazer de contaque pretende ver o problemapalestino resolvido quando, na realidade, está objectivamente com os nazisionismo.
O quecusta e dói é constatarque o indivíduocomum, preocupadocom o seudia a dia, nãovislumbre neste crime o retrocesso civilizacional quetambém o atinge.
O quenão podemos perdoar, é assistir à cobardia dos judeus “não sionistas” que fecham os olhos à barbárietalcomomuitosalemães o fizeram. Depois queixam-se quando ressurge o anti-semitismo.
Um povo que resiste.
Um exemplo que a muitos devia envergonhar se vergonha tivessem.
Abri o DN e num canto de página reparei numa pequenafotografia sublinhada com «Mexia recebeu 3,1 milhões». Notícia demasiadamente pequena para soma tão avultada.
Cá está a mentira do DN deste 1º de Abril, pensei.
Se fosse verdade, os pensionistascom reformas de fome, os doismilhões de pobres e os mais de setecentos mil desempregados já se haviam manifestado.
No diaseguinte e nosoutrosque se seguiram procurei o desmentido, massemresultado.
É mesmoverdade, fui obrigado a concluir.
Quem seria essenababoquesó da EDP recebe 8,500 eurospordia, ou seja, cerca de doissaláriosmínimos à hora se dezhoraspordia trabalhasse?
Será possívelquealguém numa hora receba o equivalente a dois meses de labor de umtrabalhadorque aufere o saláriomínimo?
O Mexia emquestão foi Ministro das Obras Públicas no Governo da Santana Lopes e já fez parte da Trilateral.
Pois é!
O 1º de Abril deixou de tersentidoporque a realidade apresenta-se-nos de talmodoirrealque ultrapassa a nossacapacidade de entendimento.
Nãopercatempo, os dias passam a correr, o faval entristece e com a gatunagem de "colarinho branco e mãos sujas" que por aí anda qualquer dia nem as favas nos escapam.
De preferência ao fim da tarde, aproveitando o odor das floresqueainda restem, embrenhe-se no faval e colha as vagensmais viçosas.
Aproveite o fim-de-semana e presenteie o paladarcomsaboresquenos chegam comdata marcada.
Favas cozidas
Coza as favasempoucaáguacomsal qb. Quando cozidas, escorra-as e tempere-as comazeite e vinagre a gosto, adicionando coentros e alho picados. Mexa como faz com a salada.
Acompanha peixefritoougrelhado e bacalhaucozidoouassado na brasa.
Mas, entremuitos, tem maisestepetisco:
Favas fritas
Coza as favas e depois de escorridas saltei-as embanha de porcoaté ficarem estaladiças.
Foram detidos de face oculta ali para as bandas do Freeport.
Por um pouco não se escapavam nos submarinos comprados pelo Durão Portas & Cia.
Não escapou nem um só. Os de colarinho branco e mãos sujas, os pedófilos ou ainda os que com fortunas incomensuráveis não conseguiram provar como as haviam conseguido.
Foram todos presos no dia 1 de Abril.
Consta que estão a ser torturados. A dificuldade está em saber se para alguns é mesmo tortura.
-- corrupção -- «As audições na Comissão Parlamentar deram conta de um interminável filme de terror.»
Os principais protagonistas do crime organizado e institucionalizado têm boas razões para abrir mais garrafas de champanhe, tal como um tal Penedo faz cada vez que se privatiza uma empresa.
O combate aos lacraus de colarinho branco não funciona. «Há perícias que demoram anos.»
"Atrasos nas perícias, a demora com que a informação chega aos investigadores, quando chega..."
E assim, neste país de faz-de-conta dominado pela máfia que se aboletou nos sectores chave da governança, a justiça não funciona e o Estado de direito é uma ficção.
Os governos que por cá têm passado criaram as condições ideais para que os seus apaniguados procedessem ao saque.
Creio ter encontrado a “folha”, mas continuo a procurar o folhetinista. Dou alvíssaras a quemme o indicar “vivooumorto”.
Possidónio (de Possidónio, n. p.), m. (deprec.). Políticosertanejo, quesóvê a salvação do país na supressão de todas as despesas públicas.
Possidónio, adj. e s. Do antr.Possidónio,segundoCândido de Figueiredo, nomecomque os jornaislisboetas e, especialmente, determinadofolhetinista designavam certodeputado.
No dia do triumpho
E o dia do triumpho há de chegar, e os Possidónios hão de volver aos seus penates, cobertos de louroquenem sáveis de escabeche.
E a pátria agradecida mandará esculpir no frontão da câmara: -- «Aqui se amassou o pão do futuro!»
E os funcionáriospúblicos, reduzidos às proporções de bacalhau inglez espalmado à porta da tenda, virão saudar os padres conscriptos; e pedindo ao palmão exhausto o derradeiro e entrecortado alento, murmurando, comumpalmo de língua de fora: -- Ave, reformadores, os quevãodar a casca, vos saúdam!
E elles, os Possidónios, radiantes, barrigudos, de papocheio, de bestunto occo, de olharsobranceiro, e de bengalaempunho, seguirão porentre as alas do povo, chouleando emdemanda da imortalidade!
Saturno tem o direito de viver, aindaque devore seusfilhos; o ponto está emquenão arreganhe o dentepara os Tonantes da situação, e que deixe medrar os Neptunos, cujotridente aplaca na revolta as ondaspopulares!
É porissoqueeu estou a vercom os olhos d’alma a saída triumphal dos nossos Catões, dos nossosRégulos, dos nossosBrutos. Os tabuleiros do doceestender se hão emfiladesde o largo de S. Bentoaté à estação dos caminhos-de-ferro, e as pretas, parafestejar o tratado de comérciocom os seusirmãos da Libéria fornecerão alr…nia às praças de preto e aos menoresaté doze anos. Os copos d’águaserãopagosporqualquerverba de despezas eventuaes. Pemitir-se-hão as lágrimas de alegriapopular, porquecom ellas se faz uma economia na rega das travessas e calçadas. Quando o préstitodesembarcar ao adro de S. Bento, o primeiro dos Possidónios cantará no estylo e música do generalPovo:
Possidónio, (deprec.)políticosertanejo, quesóvê a salvação do país na suspensão das despesas públicas e o seucorteprofundo e incondicional.
(in váriosdicionários)
No último quarto do século dezanove, nos jornais de Lisboa, um folhetinista passou a designar de Possidónio um deputado que preconizava, para salvação do país, o corte profundo e incondicional de todas as despesas públicas; e os seus escritos obtiveram tamanha notoriedade que o termo se impôs, quer tornando-se substantivo comum ou adjectivando, de modo depreciativo, o que revelava mau gosto, apego ao convencional, pouca sofisticação que ou o que é simplório, piroso ou provinciano. Assim rezam os dicionários.
Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro usaram-no nos seus livros e, porque Salazar foi a expressão mais gritante do possidonismo passado, o vocábulo continua encarcerado para não incomodar os governantes de hoje.
Os Possidónios aí estão comoutralinguagem e os mesmos objectivos, cortando, incondicionalmente, todas as despesas públicas para salvação da pátria. E quantomais se vai cortando, seja à machadadaoucommotosserra, mais a nação se afunda e, no entanto os Possidónios não desistem: encerram-se nosCentros de Saúde os Serviços de Atendimento Permanente, fecham-se maternidades e urgências deixando as populações desprotegidas e abrindo caminho aos hospitaisprivadospara regalo dos abutres da saúde.
Para os novos Possidónios há quesalvar a Nação e, para essa gentaçagrosseira, uma nação é desprovida de sereshumanos: é o vazio, talcomo os seuscérebros.
Corta-se no ensino, ou seja, no saberquenosliberta da pesada e velhaignorânciaque tem servido e continua a ser a aliada privilegiada de todos os autocratas: o ensino degrada-se, reduz-se o pessoaldocente e auxiliar, fecham-se escolas; e esteimportante sector onde repousa o nossofuturo é espezinhado. Paraumbomchoquetecnológico há quedificultar, desde o início, o acesso ao conhecimento: Os Possidónios no seuapogeu!
Encerram-se Centros de Apoio a Idosos por falta de verbas da Segurança Social. Os idosos que em campanhas eleitorais são apaparicados, passada a festa não são mais que um fardo para os governantes e, como prémio, cada vez têm menos medicamentos participados.
Aumenta o desemprego e reduzem o apoio aos semtrabalho e semqualqueroutromeio de subsistência.
Reduzem as verbas na justiçaque se encontraemsituaçãoletárgica. Fecham-se esquadras da PSP e postos da GNR, deixando as populaçõescadavezmais desprotegidas, angustiadas, inseguras; e às esquadras e postos existentes nãosão dadas as condiçõespara poderem fazerface às responsabilidadesquelhessãoinerentes, descendo porvezes à humilhante condição de não terem verbasparapagar a água, luz e o própriopapel higiénico. Há quesalvar a suaNação, deles, porque os Possidónios, esses, distribuem entresi o que a todosfalta.
Um dos possidónios que vem dando directrizes drásticas, e aplaudindo todos os cortes nas despesas públicas, depois de ter renovado a frotaautomóvelonde imperam os “passat”, Audi A4, Mercedes classe E, e… doisJaguar. Safa-se para Bruxelas com o salário de trezentos e dezmileuros (310 mil), depois de terdecididoqueem 2010 não haverá aumentos salariais.
Os possidónios são os novosbárbaros. Os possidónios onde chegam, depois de proceder ao saque, arrasam a economia, a indústria, a agricultura e o saber, deixando as populações no caos.