segunda-feira, 5 de abril de 2010

A barbárie ou o nazissionismo


E Deus, sadicamente, preside à crucificação do Povo Palestino


O que mais impressiona e preocupa já nem é só o crime que tem sido banalizado. O que se torna nauseabundo é ver os humanistas de serviço, essa escória que os meios de comunicação ditos de referência nos arremessam e que vêm assistindo à barbárie ignorando-a ou usando artimanhas de linguagem para a encobrir.

O que preocupa é assistir a um crime que se arrasta há tantos anos e ver a dita “comunidade internacional” cobarde e conivente fazer de conta que pretende ver o problema palestino resolvido quando, na realidade, está objectivamente com os nazisionismo.

O que custa e dói é constatar que o indivíduo comum, preocupado com o seu dia a dia, não vislumbre neste crime o retrocesso civilizacional que também o atinge.

O que não podemos perdoar, é assistir à cobardia dos judeus “não sionistas” que fecham os olhos à barbárie tal como muitos alemães o fizeram. Depois queixam-se quando ressurge o anti-semitismo.


Um povo que resiste.
Um exemplo que a muitos devia envergonhar se vergonha tivessem.


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domingo, 4 de abril de 2010

Ninguém mexe no Mexia

Quinta-feira 1 de Abril de 2010

Foi na 5ª-feira 1 de Abril.

Abri o DN e num canto de página reparei numa pequena fotografia sublinhada com «Mexia recebeu 3,1 milhões». Notícia demasiadamente pequena para soma tão avultada.

Cá está a mentira do DN deste 1º de Abril, pensei.

Se fosse verdade, os pensionistas com reformas de fome, os dois milhões de pobres e os mais de setecentos mil desempregados já se haviam manifestado.

No dia seguinte e nos outros que se seguiram procurei o desmentido, mas sem resultado.

É mesmo verdade, fui obrigado a concluir.

Quem seria esse nababo que só da EDP recebe 8,500 euros por dia, ou seja, cerca de dois salários mínimos à hora se dez horas por dia trabalhasse?

Será possível que alguém numa hora receba o equivalente a dois meses de labor de um trabalhador que aufere o salário mínimo?

O Mexia em questão foi Ministro das Obras Públicas no Governo da Santana Lopes e já fez parte da Trilateral.


Pois é!

O 1º de Abril deixou de ter sentido porque a realidade apresenta-se-nos de tal modo irreal que ultrapassa a nossa capacidade de entendimento.


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sexta-feira, 2 de abril de 2010

"Março as deu Maio as levou"

A riqueza da simplicidade.

Não perca tempo, os dias passam a correr, o faval entristece e com a gatunagem de "colarinho branco e mãos sujas" que por aí anda qualquer dia nem as favas nos escapam.

De preferência ao fim da tarde, aproveitando o odor das flores que ainda restem, embrenhe-se no faval e colha as vagens mais viçosas.

Aproveite o fim-de-semana e presenteie o paladar com sabores que nos chegam com data marcada.

Favas cozidas

Coza as favas em pouca água com sal qb. Quando cozidas, escorra-as e tempere-as com azeite e vinagre a gosto, adicionando coentros e alho picados. Mexa como faz com a salada.

Acompanha peixe frito ou grelhado e bacalhau cozido ou assado na brasa.

Mas, entre muitos, tem mais este petisco:


Favas fritas

Coza as favas e depois de escorridas saltei-as em banha de porco até ficarem estaladiças.

Bom apetite e bom fim-de-semana.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Foram todos de cana!


Foram detidos de face oculta ali para as bandas do Freeport.

Por um pouco não se escapavam nos submarinos comprados pelo Durão Portas & Cia.

Não escapou nem um só. Os de colarinho branco e mãos sujas, os pedófilos ou ainda os que com fortunas incomensuráveis não conseguiram provar como as haviam conseguido.

Foram todos presos no dia 1 de Abril.

Consta que estão a ser torturados.
A dificuldade está em saber se para alguns é mesmo tortura.


Já não era sem tempo!

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Os corruptos abrem mais champanhe


-- corrupção --


«As audições na Comissão Parlamentar deram conta de um interminável
filme de terror.»


Os principais protagonistas do crime organizado e institucionalizado têm boas razões para abrir mais garrafas de champanhe, tal como um tal Penedo faz cada vez que se privatiza uma empresa.

O combate aos lacraus de colarinho branco não funciona.
«Há perícias que demoram anos.»

"Atrasos nas perícias, a demora com que a informação chega aos investigadores, quando chega..."

E assim, neste país de faz-de-conta dominado pela máfia que se aboletou nos sectores chave da governança, a justiça não funciona e o Estado de direito é uma ficção.

Os governos que por cá têm passado criaram as condições ideais para que os seus apaniguados procedessem ao saque.

Eles aí estão, gordos, luzidios e arrogantes.

Todos vêem. Todos sabem.

E os corruptos riem-se... de todos nós.


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sábado, 27 de março de 2010

Como curiosidade - ainda os Possidónios


Creio ter encontrado a “folha”, mas continuo a procurar o folhetinista. Dou alvíssaras a quem me o indicar “vivo ou morto”.

Possidónio (de Possidónio, n. p.), m. (deprec.). Político sertanejo, que só vê a salvação do país na supressão de todas as despesas públicas.

Possidónio, adj. e s. Do antr. Possidónio, segundo Cândido de Figueiredo, nome com que os jornais lisboetas e, especialmente, determinado folhetinista designavam certo deputado.

No dia do triumpho

E o dia do triumpho há de chegar, e os Possidónios hão de volver aos seus penates, cobertos de louro que nem sáveis de escabeche.

E a pátria agradecida mandará esculpir no frontão da câmara: -- «Aqui se amassou o pão do futuro!»

E os funcionários públicos, reduzidos às proporções de bacalhau inglez espalmado à porta da tenda, virão saudar os padres conscriptos; e pedindo ao palmão exhausto o derradeiro e entrecortado alento, murmurando, com um palmo de língua de fora: -- Ave, reformadores, os que vão dar a casca, vos saúdam!

E elles, os Possidónios, radiantes, barrigudos, de papo cheio, de bestunto occo, de olhar sobranceiro, e de bengala em punho, seguirão por entre as alas do povo, chouleando em demanda da imortalidade!

Saturno tem o direito de viver, ainda que devore seus filhos; o ponto está em que não arreganhe o dente para os Tonantes da situação, e que deixe medrar os Neptunos, cujo tridente aplaca na revolta as ondas populares!

É por isso que eu estou a ver com os olhos d’alma a saída triumphal dos nossos Catões, dos nossos Régulos, dos nossos Brutos. Os tabuleiros do doce estender se hão em fila desde o largo de S. Bento até à estação dos caminhos-de-ferro, e as pretas, para festejar o tratado de comércio com os seus irmãos da Libéria fornecerão alr…nia às praças de preto e aos menores até doze anos. Os copos d’água serão pagos por qualquer verba de despezas eventuaes. Pemitir-se-hão as lágrimas de alegria popular, porque com ellas se faz uma economia na rega das travessas e calçadas. Quando o préstito desembarcar ao adro de S. Bento, o primeiro dos Possidónios cantará no estylo e música do general Povo:

- Possidónio de venta erguida,

Com três cifrões,

Chega, e zumba! Ganho a partida

Aos comilões.






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quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Possidónios e o PEC


Os Possidónios e o PEC

Possidónio, (deprec.) político sertanejo, que só vê a salvação do país na suspensão das despesas públicas e o seu corte profundo e incondicional.

(in vários dicionários)

No último quarto do século dezanove, nos jornais de Lisboa, um folhetinista passou a designar de Possidónio um deputado que preconizava, para salvação do país, o corte profundo e incondicional de todas as despesas públicas; e os seus escritos obtiveram tamanha notoriedade que o termo se impôs, quer tornando-se substantivo comum ou adjectivando, de modo depreciativo, o que revelava mau gosto, apego ao convencional, pouca sofisticação que ou o que é simplório, piroso ou provinciano. Assim rezam os dicionários.

Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro usaram-no nos seus livros e, porque Salazar foi a expressão mais gritante do possidonismo passado, o vocábulo continua encarcerado para não incomodar os governantes de hoje.

Os Possidónios aí estão com outra linguagem e os mesmos objectivos, cortando, incondicionalmente, todas as despesas públicas para salvação da pátria. E quanto mais se vai cortando, seja à machadada ou com motosserra, mais a nação se afunda e, no entanto os Possidónios não desistem: encerram-se nos Centros de Saúde os Serviços de Atendimento Permanente, fecham-se maternidades e urgências deixando as populações desprotegidas e abrindo caminho aos hospitais privados para regalo dos abutres da saúde.

Para os novos Possidónios há que salvar a Nação e, para essa gentaça grosseira, uma nação é desprovida de seres humanos: é o vazio, tal como os seus cérebros.

Corta-se no ensino, ou seja, no saber que nos liberta da pesada e velha ignorância que tem servido e continua a ser a aliada privilegiada de todos os autocratas: o ensino degrada-se, reduz-se o pessoal docente e auxiliar, fecham-se escolas; e este importante sector onde repousa o nosso futuro é espezinhado. Para um bom choque tecnológico há que dificultar, desde o início, o acesso ao conhecimento: Os Possidónios no seu apogeu!

Encerram-se Centros de Apoio a Idosos por falta de verbas da Segurança Social. Os idosos que em campanhas eleitorais são apaparicados, passada a festa não são mais que um fardo para os governantes e, como prémio, cada vez têm menos medicamentos participados.

Aumenta o desemprego e reduzem o apoio aos sem trabalho e sem qualquer outro meio de subsistência.

Reduzem as verbas na justiça que se encontra em situação letárgica. Fecham-se esquadras da PSP e postos da GNR, deixando as populações cada vez mais desprotegidas, angustiadas, inseguras; e às esquadras e postos existentes não são dadas as condições para poderem fazer face às responsabilidades que lhes são inerentes, descendo por vezes à humilhante condição de não terem verbas para pagar a água, luz e o próprio papel higiénico. Há que salvar a sua Nação, deles, porque os Possidónios, esses, distribuem entre si o que a todos falta.

Um dos possidónios que vem dando directrizes drásticas, e aplaudindo todos os cortes nas despesas públicas, depois de ter renovado a frota automóvel onde imperam os “passat”, Audi A4, Mercedes classe E, e… dois Jaguar. Safa-se para Bruxelas com o salário de trezentos e dez mil euros (310 mil), depois de ter decidido que em 2010 não haverá aumentos salariais.

Os possidónios são os novos bárbaros. Os possidónios onde chegam, depois de proceder ao saque, arrasam a economia, a indústria, a agricultura e o saber, deixando as populações no caos.