quinta-feira, 12 de maio de 2011

As pintelhices do Catroga

Não publico a fotografia do Catroga para ilustrar este post porque esta é muito mais bonita.

«Os jornalistas em vez de discutirem as grandes questões andam a discutir pintelhos»

Para enriquecer o debate político o Catroga trouxe para a ribalta um novo vocábulo. Novo porque nem está contemplado no pudico dicionário da “Academia das Ciências” onde não se encontra designação para o pêlo pubiano.

O nível da argumentação já chegou às “partes baixas” cuja beleza não contesto mas que me parece um tanto desfasada do debate político.

Já agora, e aproveitando o catrogal vocábulo, sugiro um outdoor modernaço:

«Deixem-se de pintelhices e votem CDU»

Pentelheira, s. De pentelho. Séc. XVIII: «Um vestidinho, que entre as pernas mettido, à proa mostra da pentelheira cabeluda a sombra», José Agostinho de Macedo, Os Burros, p. 224, ed de 1892. (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Preparemo-nos

uma imagem que nos revolta e exalta

Ao Estado compete reprimir

Aos bancos extorquir

A Grécia é o espelho onde se reflecte o nosso futuro. Não necessitamos de fazer um mínimo esforço intelectual.

A luta de classes tem o seu apogeu na Rua!

«Milhares de pessoas responderam hoje à convocatória de manifestações no centro de Atenas, num dia de greve geral que paralisou os transportes públicos, as ligações aéreas, marítimas e ferroviárias, os serviços públicos, a saúde e a educação. »

ABRA A BOCA


ABRA A BOCA

“O nosso mundo assemelha-se cada vez mais a um reino de mudos.”

Eduardo Galeano

“Abra a boca!” Ordenou o dentista. E assim se iniciou o nosso “diálogo”. Diálogo aberto, no mais lato sentido.

“Dói?” Arregalei os olhos e grunhi tentando afirmar o sim, impossível de articular. E a broca continuou o seu demoníaco rodopio, impassível à minha expressão de contido pânico.

Por entre o zumbido do infernal instrumento, o neobarbeiro ia dissertando ao ritmo do berbequim. Perguntava se eu estava de acordo, respondia por mim, afirmava, inquiria e prosseguia na sua verborreia com sabor a cravo-de-cabecinha.

Discordava consigo próprio, voltava a perguntar se me doía e continuava o seu linguajar sem qualquer interesse na resposta.

E eu de boca aberta... Actor de um diálogo, expressão fiel da modernidade democrática, onde uns falam e outros ouvem!

Não me podia queixar de me haverem mandado fechar a boca, antes pelo contrário, muito simplesmente não podia falar.

Entre duas cáries cuspi, bochechei e, ainda aturdido com o susto, interpelei: “O senhor questionou-me, pensou e respondeu por mim, não demonstrando qualquer interesse na minha opinião. Acha justo?”

O dentista olhou-me admirado.

“Não compreendo a sua estupefacção! Isso acontece-nos diariamente!

Cada vez mais podemos ver e escutar sem possibilidade de exprimirmos a nossa vontade, os nossos sentimentos.

Somos submersos por imagens e sons, perdendo a capacidade para discernir entre o que nos serve e o que devemos rejeitar.

“Jornais, rádios e televisões, maioritariamente ao serviço da incomunicação humana, estão em vias de impor a adoração unânime dos valores da sociedade neoliberal.” - Não está de acordo?

E fixando-me, o dentista, apaixonado pelo seu novo discurso, continuou: “Você pode comutar dezenas de canais de televisão, jogos de vídeo renováveis todos os meses e brevemente terá à sua disposição um “cofre” de filmes à sua escolha, podendo parar, voltar atrás ou introduzir imagens a seu gosto, ter acesso a canais de música e a milhares de serviços com milhões de dados, fazer compras, visitar museus, consultar jornais, ordenar transferências bancárias.”

E tomando novo fôlego, prosseguiu:

“Pagando nada lhe está vedado, você pode comprar a sua solidão e, impossibilitado de reter toda a informação que lhe é imposta, tem garantido o seu desequilíbrio emocional.

Pelas auto-estradas da comunicação viajará no vazio e levado aos ombros da Internet seguirá de êxtase em contemplação, abstraído de sentimentos, de alegrias vividas, de dor sentida. Não porá à prova o olfacto, o tacto e as papilas gustativas secarão nesse deserto para os sentidos, tornando-se num ser instável e indefeso. Um mostrenguito!”

O homem sentou-se, virado para o vidro fosco da janela; já não falava para mim mas para si próprio:

“Não nos sendo possível assimilar tanta informação, a desorientação fará de cada um de nós um ser descontrolado, um idiota.”

E num desabafo que mais aparentava desgosto concluiu:

“Nunca tantos homens foram arrastados para a incomunicação por um tão pequeno grupo de senhores do mundo!... Para onde vamos, para onde?”

E olhando-me de sorriso cansado: “Aqui está melhor instalado que em sua própria casa. - Tranquilizou-me. - Estou a prestar-lhe um serviço, mantenho-o lúcido, a anestesia se a aplicar será local. Porquê tanta inquietação?

É muito pior um noticiário inquinado que o pode adormecer face à realidade, deixando-o indefeso à mercê dos predadores.”

Será que o homem enlouqueceu!? Acham que sim?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A TROIKA MANDA...


"Troika" manda cortar salários para aumentar produtividade.

as ordens são-nos apresentadas assim, sem rebuços.
«A TROIKA MANDA»

e o mandado, não obstante aceitar a incumbência arenga-nos com
"um Portugal mais solidário."

"É urgente juntarmo-nos todos para concretizar o desígnio de construir um Portugal mais solidário, um Portugal com menos injustiças, com redução da pobreza e da exclusão social. Aquilo que nós chamamos um Portugal justo para todos."

Cavaco Silva

Farsantes!

As crianças agradecidas



As crianças reconhecidas agradecem às
TROIKAS
FMI-BCE-UE e PS-PSD-CDS
o futuro de caridade que as espera, não esquecendo a cavacal figura que as traz num cantinho do seu atrofiado coração.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

1976 ou 2011?

1976

A mesma conversa o mesmo estribilho o mesmo embuste.

E o povão vai sofrendo na pele os seus próprios erros por falta de memória, masoquismo, ignorância, envenenados pelos media ou tudo junto.

No dia 5 de Junho têm uma nova oportunidade

Não a aproveitem e depois queixem-se!




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terça-feira, 3 de maio de 2011

O ASSALTO


Segundo informações prestadas à PJ a quadrilha saiu do Ministério das Finanças, tal qual entrou, com um rasgado sorriso e grande à-vontade.

Especialistas neste tipo de assaltos garantem que só foi possível tamanho golpe graças à cumplicidade de alguém com acesso aos cofres públicos.

No corredor do ministério foi encontrado um rascunho escrito em alemão que traduzi para português.

A TROIKA

A troika o traque o truque

o triste o traste a treta

a trampa a trompa a tromba

a treva a trova a trama


A troika a trela o trote

o trapo o trato o trauma

o traço o trago o trunfo

a trégua o treino o trema


A troika a truta a treva

a trupe o truste a trepa

a trica a trempe a troça

o traço a traça a tralha


A troika a tropa o tropel

o trono a treva o traje

o trunfo o tronco a trunfa

o trevo a trave a trepa


A troika a troca a troça

o travo o troco o troço

a transa o transe a trapa

o troféu a trolha o trolha

(podemos concluir que o trabalhinho já vinha feito e entretiveram-se com estas palermices)


segunda-feira, 2 de maio de 2011

E não há quem os prenda

António Carrapatoso
– Coordenador Geral

«Mais Sociedade»


Um grupo de celerados principescamente remunerados e que têm ajudado a empurrar o país para o lamaçal em que se encontra, reunidos em lobby sugerem-nos a fossa.

Francisco José Viega



Daniel Bessa

O Carrapatoso e o Bessa foram desde sempre mercenários e porta-vozes da extrema-direita social, entre outros, juntaram ao ramalhete o Viegas que sendo o que é nunca se havia definido tão claramente. Estes três farsantes integram o grupo dos lobbistas da “Mais Sociedade" que propõe aumentar o IVA; reduzir o consumo – reduzir o consumo é um eufemismo - e aumentar a poupança; privatizar os transportes públicos; subir a idade da reforma, indexando-a ao aumento da esperança de vida; diminuir o subsídio de desemprego e quem recorra a este subsídio terá a pensão de reforma reduzida; as empresas devem assegurar o serviço público e "assumir uma parte" dos funcionários.

E esta gente desprezível, maquiavélicos seguidores de Malthus, cérebros iluminados, autênticos archotes que incendiaram toda a sociedade deixando-a em cinzas, são reverenciados e aplaudidos por quem lhes paga.


Nota: «A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) deixou caducar uma alegada dívida de IRS superior a 740 mil euros ao contribuinte António Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal.»

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Maio maduro Maio...

«Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.»

zeca Afonso

A CAMINHADA É LONGA

Cansados, há os que blasfemam quanto ao caminho pedregoso que têm trilhado, não vislumbrando saída que leve à concretização dos seus sonhos; desiludidos, baixam a guarda, sentam-se remoendo uma cólera seca, inócua como a pólvora que também assim se designa.

Gostavam alguns que, depois de terem entoado belas canções, os que detinham o poder deixassem os seus obscenos privilégios e mui respeitosamente entregassem o fruto do saque, desculpando-se pelos crimes cometidos e zarpassem para não mais voltar; não pensaram tão-pouco que ao se retirarem para longínquas paragens, instalando-se em mansões-trincheira, deixariam os seus peões, valetes e trunfos a cantarem connosco que “o povo unido jamais será vencido” para que, matreiros, minassem o futuro da fraternidade desejada.

Os que supuseram que seria possível o avanço sem paragens ou recuos e consequentes sofrimentos têm sido idealistas no mais negativo sentido do termo e, porque sem ideal, confundem os seus desejos com a realidade.

Entretanto, embora enfraquecido, o 25 de Abril foi criando os seus anticorpos nas consciências que todos os dias se reforçam, a nível individual e colectivo; são as greves constantes raramente publicitadas, manifestações localizadas de pequenos grupos, reivindicando o direito à saúde, exigindo os salários em atraso ou lutando contra os despedimentos ou, ainda, impedindo o roubo das máquinas indispensáveis ao seu ganha-pão. E destas lutas, aparentemente isoladas, tecem-se movimentos de massas que atingem o seu clímax em manifestações, a nível nacional, como jamais haviam sido vistas e, cuja meta e referências continuam a ser “as portas que Abril abriu”.

O 25 de Abril é semente que se renova a cada instante, a esperança que a todo o momento renasce; só os que perdem a coragem e com ela o sentido do futuro se insurgem contra os jovens, tomando-os como alvo das suas frustrações e desaires. E porque pela incapacidade que manifestam em continuar a caminhada deixaram de ter confiança em si próprios. Os cépticos vilipendiam as gerações vindouras.

A realidade vivida e sofrida pela esmagadora maioria dos assalariados, laborando a vários níveis de competência, é em si mesma o potencial testemunho de que as novas gerações tomarão forçosamente em mãos as rédeas do seu futuro, rompendo caminhos que não podemos prever.

Os desiludidos não compreenderam que o 25 de Abril não foi meta, mas caminhada (por trilhos minados de ciladas); recusam-se a compreender que a liberdade não será nunca um elemento estático; ela, liberdade, é a dinâmica da própria sociedade, a energia e o motor das mutações históricas.

Há que estar atento, porque como escreve Isabel Rauber “Não existe um todo predeterminado final, a que tenhamos de “chegar”, nem um tempo e um caminho já fixados para isso; vai sendo delineado entre os diversos actores populares com a sua participação, os seus ritmos e os seus tempos.”

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os 4 presidentes do apocalipse


Estes 4 cavaleiros do apocalipse, esbatendo alguma diferença política que por ventura tivesse existido, apelam ao consenso alargado e unidade a caminho do abismo. E para os seus porta-vozes “o país caio na armadilha da divida.”

Não foram os que propuseram e aprovaram a entrada de Portugal na “União” Europeia; abençoaram a PAC (Política Agrícola Comum); alienaram a preço de saldo o nosso património; apoiaram os banqueiros que continuam a venerar e que nada têm a ver com a armadilha.

O anfitrião, a cavacal figura e primeiro cavaleiro, estendeu a armadilha aos outros três comparsas que se exibiram como prima-donas representando a farsa por ele desejada.

«Portugal "tem hoje elites como nunca teve no passado" e isso vai permitir-lhe ultrapassar a crise. Para Soares, o “demagogo”, a solução está nas elites.

Eanes, "a crise vai castigar os portugueses durante muitos anos". Assim sendo ou se assim fosse os que vivem à tripa-forra não são portugueses.

Esta crise "exige resistência, experiência, determinação, coragem e sensatez" e "todos têm um papel a desempenhar", enfatizou Sampaio. É exigir muito de uma só vez: “resistência, experiência, determinação, coragem e sensatez”. No afã de agradar o senhor Sampaio excedeu-se.»

«O que é mais impressionante, ou talvez assustador, é que os quatro cavaleiros do apocalipse são apenas “precursores” de julgamentos ainda piores que virão mais tarde durante a Tribulação (Apocalipse capítulos 8-9 e 16).»

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O 1º de todos os nossos dias

(escultura de Jorge Pé-Curto)

1º de MAIO

«Aqueles que não se mexem não reparam nos seus grilhões.»

Rosa Luxemburgo


1º de MAIO

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Esta é a hora de tomarmos a rua


“é a hora”

Esta não é hora de lamentos

a história não se compadece com recriminações

rezas ou blasfémias

a história não se refaz nem se rectifica

indica-nos caminhos

o tempo e o espaço

e recorda ciladas e traições


Esta não é hora de esperarmos sentados

os dias que se avizinham têm marca de classe

apresentam-se sombrios enxovalhados

impróprios à nossa condição

não esquecendo o passado e sofrendo o presente

sabemos projectar o futuro

com capacidade emoção e perseverança


Esta é a hora de tomarmos a rua

entrincheirados defender AbrilMaio

matriz última da nossa liberdade

É a hora!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

OS LOBOS


Ouvimos-lhes o uivar antes de se lançarem ao assalto e, esse grito acutilante além de preconizar mau agouro cria mal-estar mesmo aos precavidos ou de estrutura psíquica de bom porte.

A primeira reacção é a de nos aquartelarmos cerrando bem as portas e aguardar que as feras se retirem. Se colocados à defesa a alcateia movimenta-se à-vontade, apodera-se do espaço e reforça o cerco porque nos sentem prisioneiros.




Os lobos escolhem as presas que, vítimas serão, caso se acobardem e não passarem ao ataque.

Choramingar nada adianta. Lastimarmo-nos é rio sem água porque a força está na corrente. Só sendo caudal os lobos levantam o cerco.

domingo, 17 de abril de 2011

OPÇÃO

Os gangsters já estão entrincheirados no

Ministério das Finanças!

Pode optar por lhes fazer frente ou ir à bruxa.

Deixo-vos os endereços.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

E não há pão e não há queijo e não há vinho


Camaradas, vamos à luta!


Muita atenção!

O Ministério das Finanças é um local mal frequentado

***

Deixai os doidos governar entre comparsas!

 
Deixai os doidos governar entre comparsas!
Deixai-os declamar dos seus balcões
Sobre as praças desertas!
Deixai as frases odiosas que eles disserem,
Como morcegos à luz do Sol,
Atónitas baterem de parede em parede,
Até morrerem no ar
Que as não ouviu
Nem percutiu
À distância da multidão que partiu!
Deixai-os gritar pelos salões vazios,
Eles, os portentosos mais que os mares,
Eles, os caudalosos mais que os rios,
O medo de estar sós
Entre os milhares
De esgares
Reflectidos dos colossais
Cristais
Hílares
Que a sua grandeza lhes sonhou!
 
Reinaldo Ferreira
 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os verdadeiros " Sopranos" superam os de ficção


Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo


Os “técnicos” do FMI, guarda avançada ‘dos Sopranos’, já chegaram com a factura e a crer num jornal de economia vão-nos cobrar só pela caridosa e singular “ajuda” cerca de 1580 milhões de euros (mil quinhentos e oitenta milhões).

«A operação de resgate financeiro a Portugal dará um lucro aproximado de 520 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e de 1060 milhões aos países europeus.»

A realidade supera ‘os Sopranos’ de ficção.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os 47 magníficos


"Um Compromisso Nacional"

O filme chegou atrasado para o Festival.

o Fantasporto foi em Março

No entanto, dada a qualidade dos interpretes o filme será exibido extra programa no “baile dos vampiros” e a apresentação está a cargo de Freitas do Amaral especialista neste género de espectáculos. O apresentador declarou à Lusa que «Um Compromisso Nacional» é um apelo ao juízo, “que temos de ter juízo» e «não podemos cair em jogadas políticas». Enfatizou.

Teceu rasgados elogios ao elenco constituído por actores com provas dadas em fitas de estarrecer. Excluindo um ou dois figurantes, os restantes artistas elaboram argumentos, representam e dirigem filmes com personagens medonhas que incarnam gangsters no reino da máfia. Como encenador e verdadeiro artista sempre disposto a mudar o guião. Há um, um só. Só um!

"Um Compromisso Nacional"

Ou

Os 47 magníficos

Adriano Moreira - Alexandre Soares dos Santos - Álvaro Siza Vieira
António Barreto - António Gomes de Pinho - António Lobo Antunes
António Lobo Xavier - António Nóvoa - António Ramalho Eanes
António Rendas - António Vitorino - Artur Santos Silva
Belmiro de Azevedo - Boaventura Sousa Santos - Daniel Proença de Carvalho
Diogo Freitas do Amaral - Eduardo Lourenço - Eduardo Souto Moura
Emílio Rui Vilar - Fernando Seabra Santos - Francisco Pinto Balsemão
Isabel Rodrigues Lopes - João Gabriel Silva - João Lobo Antunes
Joaquim Gomes Canotilho - Jorge Sampaio - José Carlos Marques dos Santos
José Carlos Vasconcelos - José Pacheco Pereira - José Pena do Amaral
José Silva Lopes - Júlio Pomar - Júlio Resende - Leonor Beleza - Luís Portel
Manoel de Oliveira - Manuel Braga da Cruz - D. Manuel Clemente
Manuel Sobrinho Simões - Maria de Sousa - Maria Fernanda Mota Pinto
Maria João Rodrigues - Mário Soares - Miguel Veiga - Rui Alarcão - Teresa de Sousa.





sexta-feira, 8 de abril de 2011

SOCORRO!

A AJUDA

Só os bons corações sempre disponíveis para socorrer qualquer desvalido se disporiam a tão rapidamente nos estender a mão.

Estamos seguros pelas garras do prestimoso salvador e reféns de toda a sua bondade.

O vocábulo ajuda repetido à exaustão tornou-se num zumbido de enlouquecer.

O forte e amplo abraço da Ajuda sufoca e manieta-nos a liberdade.

A Ajuda guia-nos os passos e estabelece prioridades e comportamentos.

Se não venerarmos a misericordiosa Ajuda e, não aceitarmos de boa vontade os seus ditames, estamos sujeitos à metralha de impropérios lançados pelos seus adoradores.

A AJUDA, tal como a NATO, é imposta para nos libertar da miséria.

A AJUDA, com esta ajuda de choque, vai causar muitas vítimas mas os que sobreviverem mais tarde atingirão a felicidade plena.

Repudio a má educação e a vulgaridade não está nos meus hábitos, creio no entanto que é forçoso e urgente correr com estes filhos-da-puta.

No mínimo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

La commedia é finita!


La commedia é fnita





O espectáculo circense foi bem encenado e os farsantes de pacotilha seguiram à risca o guião.

- Lutas de esgrima com floretes de papel.

- Lutas verbais com palavras iguais.

- Desacordo anteriormente acordado.

- Repudio do alegremente aceite.

E assim nos foi imposta a AJUDA.

AJUDA! Purgante que nos fará andar de calças na mão até à total desidratação.

PS e PSD, os cães de fila da banca, já admitem mais AJUDA para depois das eleições.

Em manchete nos jornais:

«BANCA RESPIRA DE ALÍVIO»

E NÓS?