O Diário Liberdade já começou a cobertura informativa especial do
Dia da Pátria Galega
Em directo :

Desde que publico “a minha intifada – PALESTINA” chego a ser visitado diariamente cerca de vinte vezes por esta coisa dos USA
«United StatwaMourain, Califórnia».

I
Não tenho tempo agora
De contar as histórias dos mártires
Não tenho tempo
Os lábios das feridas em curso
Me sangram... devoram meus últimos instantes
Mas tu não chores
Meu sangue é um fio de azeite
Que alimenta a lâmpada da liberdade
Não chores tu
Enquanto cuba esteja em pé
II
Mãe
As lágrimas sobre mártires vivos
São uma grande vergonha
Ora pela terra verde
Que seja pródiga em pães para seus filhos
Reza pelos vivos
Que permaneçam anos em sua pátria
Não comi meu pão... Ó mãe
Os inimigos se fartaram... inclusive de minha carne
E amanhã... os corvos dos bosques negros
Disputarão meu corpo
Mas ficarão o pão e Cuba
Para os cubanos livres
III
Minha tumba Ó mãe... minha tumba não tem endereço
Eu vivo em todas as partes
Caminho... e não tenho pernas
Falo... e não tenho língua
Vejo... e não tenho olhos
Eu vivo em todas as partes
Sou o deus deste século
Filho de Revolução... e da dor
Mahmud Darwish
Vendidos deste nosso país, surrobecos da nossa pátria olhem para esta foto e corem de vergonha se ainda alguma vos restar. Tenham pelo menos uma réstia de coragem para denunciarem o crime que aos vossos olhos se está a cometer contra o Povo Palestino.
E quanto a nós e contra os que nos estão a transformar em entulho, esbocem um gesto, tussam ou espirrem já que não fazem ouvir a vossa voz.
Não iremos embora
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Famintos
Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as ideias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue
Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro
Tawfic Zayyad
palestino de Nazaré, é considerado um pioneiro da poesia de resistência. A maior parte de sua obra foi escrita na prisão.
O horror não tem limites?
É possível conviver com a barbárie?
O humanismo é próprio à condição humana?
Muitas interrogações e uma só certeza: a barbárie instala-se!
Basta-me permanecer em seu regaço
Basta-me morrer em meu país
aí ser enterrada
dissolver-me e aí ser reduzida a nada
ressuscitar erva em sua terra
ressuscitar flor
que uma criança crescida em meu país arrancará
basta-me estar no regaço de minha pátria
estar perto dela como um punhado de poesia
um raminho de grama
uma flor
Fadwa Tugan
A Comunidade Internacional está atenta, participa no genocídio fazendo que ignora.A Comunidade Internacional fez querer enquanto pôde, desconhecer os fornos crematórios de onde saiu muito do ouro extraído dos dentes de comunistas, ciganos e judeus e ainda arrecadado nos cofres do Banco de Portugal.
A Comunidade Internacional é célere em dar o aval ao lançamento de bombas onde quer que lhe cheire a liberdade ou boicotar os que se não deixam algemar.
A Comunidade Internacional cheira a sangue de inocentes!
CONTINUA A CANÇÃO:Deixem-me terminar a canção
Porque a oferenda dos ancestrais aos descendentes é
“nós semeamos.. colham”
a voz nos chega como o aguaceiro
inundando o deserto
fecundando as árvores estéreis
deixa-me terminar a canção
com o Congo... as matas
com os corpos que vertem suas lágrimas
a fim de embriagar as selvas
de afiar a lâmina do verdugo
a fim de completar o caminho do Congo
avante...
os tambores enlaçam a génesis
deixa-me terminar a canção
com o Danúbio, o Jordão e o Volga
com os rios, as cachoeiras e as flores
e lá onde as árvores enlaçam seus cachos
eu sou deles
eu sou uma flauta na orquestra
dos que sacudiram de seus olhos o pó do passado
e reuniram o espaço e o sol
do porvir radiante
eu sou mais forte
sou mais duradoura
que a negra catástrofe
sim! Árabe
Mahmud Darwish