domingo, 20 de maio de 2012

Os beneméritos e os pobrezinhos

Remexer em papéis guardados é chamar à memória a história recente e confirmar a coerência e a luta por nós travada.
 
A fome é toda igual mesmo com outros trajes

Soares e Timor

Mário Soares - "Portugal Amordaçado"








Neste momento em que tanta tinta corre a glorificar todos os que lutaram pela independência de Timor,  é estranho que não refiram o douto soares, chamado sempre a expressar a sua vacuidade a propósito de tudo e de nada.


sábado, 19 de maio de 2012

Um saco de gatos… num Manifesto

Sempre que a direita PS/PSD/CDS, se encontra sob pressão do descontentamento popular, arregimenta as suas marionetas para repetir a farsa de sempre. Reunir a esquerda que tem estado a hibernar. A “esquerda livre.”

Porque isto de ser de esquerda, não obriga a uma actividade constante, encena-se o espectáculo só quando o pagode anda irritado ou para passar tempo, assim pela fresquinha, numa de relaxe entre duas canecas e uns amuse-gueule.

O pressuposto, “livre” desta esquerda à trela, é já em si uma seta envenenada com alvo bem definido, não fosse ela lançada por um arqueiro-mor fazedor de opinião ao serviço do Balsemão.

Já todos sabemos de cor o guião da cegada – nas cegadas há sempre um asno - e basta conhecer os actores para sabermos quando e como vai acabar o espectáculo, e a quem serve.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A REVOLTA DO PEIXELIM

  A REVOLTA DO PEIXELIM
“Na contradição jaz a esperança”
B. Brecht

O peixelim anda escamado, o mexilhão aturdido; em águas turvas, a vida é difícil para o peixe miúdo e mesmo alguns crustáceos, habituados às marés vivas da pouca sorte, já andam enjoados. É demais! Reclamam.

Os tubarões, temendo tempestades de descontentamento, tentam vender o seu peixe: “que se o mar anda alterado a culpa é do peixe-diabo, que os peixes vermelhos são perigosos, sobretudo indigestos, que o melhor seria não andarem em cardume, que cada qual vivesse a sua vidinha”. Em suma: não fizessem ondas!

Embora não pertencendo à família do mais antigo dos vertebrados, o proletário peixinho-da-horta que, não sendo carne nem peixe, sofre a rebentação do mal-estar que o rodeia, exclama apreensivo: Estou frito!

As piranhas do nosso descontentamento, sentindo-se, perdoem-me a redundância, como peixe na água, trabalham para o peixe graúdo que não esconde o seu agrado por tão profícuo e leal entendimento. Ambos são insaciáveis!

O próprio fiel amigo, que vestia ganga, aparece-nos de alpaca, impante como qualquer jovem executivo, quando investido de alto cargo.

Não está fácil a vida do peixelim. Companheiros de longa data são levados nos arrastões da vaidade, esfolados, esquartejados em simétricos rectângulos e postos no mercado em embalagens de luxo, tal como aqueles pelintras que rolam em luxuosos bólides e enganam o depósito com cinco euros de gasolina.

Entretanto, o peixe miúdo está atento: sabe que há mais marés que marinheiros, que a vida não é um mar de rosas ou de algas – já que mergulhámos o nosso vocabulário no mundo aquático – e que o chamamento das sereias perdeu actualidade.

Tal como os anjos inatingíveis, na imensidão dos céus, receosos do peixe-homem, o peixe-anjo vive na profundidade dos oceanos inacessível aos que procuram milagre em águas mornas, onde a calma é absoluta, mas a pressão insuportável.

Pregar aos peixes!… Mas quem lhes liga? E, no entanto, insistem por todos os meios ao seu alcance. Quem? Os que acreditam que o peixe pequeno ainda os ouve.

Viver tranquilamente à flor da água, usufruindo das delícias do sol e do céu que com o mar se confunde, está vedado ao peixe miúdo. Sonha ser peixe-voador e libertar-se, mas cada vez mais na revolta que interioriza, sente-se peixe-espinho quando por ele passa o peixe-rei, peixe-ministro ou secretário, soberbos, pavoneando-se com os seus séquitos de sanguessugas que mais parecem esponjas ou lapas, vegetando no bojo do poder.

Agitar as águas, libertar os seus irmãos em cativeiro ou viveiro ou lá o que é, utilizar as vagas com lucidez e determinação e, quando menos se espera, surge o maremoto que, na fúria que transporta, limpa encostas, enseadas, a foz dos rios tudo purificando na ressaca.

Purificar, pois, com esta bela palavra de revolta e de paz: purificação! Não vá alguém pensar que abuso de metáforas ou suspeitar que pretendo insinuar o que quer que seja.

Os trabalhadores não têm nada, absolutamente nada, a ver com esta estória. Juro e faço figas!

Os trabalhadores são combustível e motor da história e manifestam-se lutando pela liberdade, o mesmo é dizer, o direito de usufruir de uma vida digna de ser vivida.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Heróis do mar…



Marinha de Portugal deixa submarino parado

A Marinha de Portugal mantém seu novo submarino, comprado por 500 milhões, parado para economizar combustível.
O Estado de S. Paulo

Só de imaginar o que sentirão os nossos “egrégios avós” “lá no assento etéreo, onde subiram”, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, já não falando do Infante, o tal que no promontório de Sagres de óculo em riste se entretinha a ver passar navios, quase desfaleço de vergonha.

Um brinquedo que nos ficou tão caro e, não termos força para lhe dar corda!... Dois em um. Foi assim o negócio, tal como acontece nos supermercados, pagámos mil milhões por um submarino e trouxemos dois. Os gregos, quando já estavam nas lonas foram obrigados a comprar quatro e o ex-ministro da Defesa da Grécia foi detido por corrupção no negócio dos submarinos, o nosso ministro ainda não; “teias que o Império tece”.

Isto não se faz a um povo de marinheiros! Que nos tivessem abatido a frota pesqueira, com mil diabos… mas deixar de molho o submarino do Portas… Jamais! É uma afronta. Que nunca mais se esclareçam as tais contrapartidas em que milhões de euros se pavoneiam de bolso em bolso, vá que não vá, mas um submarino feito para submergir ficar à tona de água a servir de chacota à populaça e com as gaivotas a cagarem-lhe em cima. Isso, nunca!
  
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Camarada, temos conhecimento de experiência feito, que quando unidos, somos uma força que tem de ser considerada.
Por isso, os sargentos de Portugal, no dia 26 do corrente, vão tornar pequeno, o GRANDE AUDITÓRIO DO ISCTE, em Lisboa.

Portugal, com esta política, caminha para o abismo. Só a luta o impedirá. 
Por isso, a luta continua, porque não há alternativa à luta.