sábado, 22 de dezembro de 2012

UM GOVERNO RAPACE

São a imagem da tragédia representada desde Soares pela alternância PS/PSD/CDS



 
É um governo rapace. Se o Orçamento derrapar o Governo prepara cortes salariais. O orçamento derrapa e o governo vai-nos continuar a rapar. O único dinheiro que existe neste protectorado encontra-se nos bolsos dos que ainda têm trabalho. A rapina exercida de forma violenta, a extorsão pura e simples feita sobre os que vendem a sua força de trabalho, atinge níveis que a identificam com o fascismo. Com o fascismo! É a ferocidade no seu estado primário. A fera que já saciada, rasga a presa para alimentar o instinto.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

OFERTA – SUGESTÃO



A valia de uma oferta, não reside forçosamente no seu preço comercial. Só o simples facto de estabelecer uma relação entre o oferente a oferenda e o seu destinatário, dá-lhe uma mais-valia considerável. Mas, além do mais, se o objecto eleito cumprir uma função social, ensinamento ou alerta o seu valor será ainda maior.

Vem este arrazoado a propósito do livro que li recentemente e cuja temática é de grande actualidade, sendo o seu preço conforme à crise. Cinco euros (5€)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Os anjos da fome

 “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social” diz ela
«Não há razão para haver fome em Portugal» diz ele
Dois tipos bem dispostos, aparentemente normais. Mas não. Estes seres misericordiosos alegram-se com a miséria alheia. Se fossemos todos felizes mudavam de catadura, os pobres são a sua maior alegria.
Movimentam-se no limbo da morte, nutrem-se da fome alheia como os necrófagos de cadáveres.
 *  *  *
« - D. Leocádia, quem recebe o bem fica sempre humilhado. O bem constrange. O que tu chamas piedade e o bem põe quem o recebe na situação de te morder as mãos. E continuar a fazer o bem é elevar-te pelo bem que fazes e rebaixar-me pelo bem que recebo. Acabas por gastar o que em mim há de melhor. Oh D. Leocádia, se eu pudesse – eu é que fazia o bem, para tu veres o que é o bem recebido, o bem agradecido e o bem amargurado. Antes tu me fizesses mal, D. Leocádia, porque o mal põe-me ao teu nível, e o bem acostuma o desgraçado a ser mais desgraçado ainda. Degrada-o. Põe-no na tua dependência e na dependência da desgraça. Cria uma superioridade, a tua, e um azedume, o meu. Classifica para todo o sempre. Estou perdido se não reajo em ódio.»
in, HUMUS – 1º vol. – Raul Brandão



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

«vão buscar os alimentos! vão buscar a comida!»"



«Não há razão para haver fome em Portugal» Enquanto houver misericórdias não há razão para haver fome em Portugal, disse o presidente das Misericórdias, Manuel Lemos.



Reparem bem nele! O desprezo pelo próximo cola-se às afirmações que a Lusa recolheu. Faz-se passar por misericordioso rolando no BMW  série 7, viatura para mais de 105 mil euros, segundo o CM.
Há afirmações que definem o grau de ignomínia de quem as profere. Acolitado pelos seus santinhos, sem escrúpulos, aceita a fome fomentada pela escória dos que têm destruído Abril, com a maior dos à-vontades. "É preciso dizer às pessoas: «vão buscar os alimentos! vão buscar a comida!»".  Jesuíta!...
Este indigente mental, esta coisa sem vergonha, finge ignorar o quanto é vil dar esmola e quanto se rebaixa quem a ela se submete.
"Quem quiser e estiver em condições e precisar (...) pode ir a uma misericórdia de Portugal e a muitas IPSS [instituições particulares de solidariedade social] onde de certeza terão o que comer". Anuncia.
“O presidente admite que possa haver casos de fome em Portugal mas atribui ao facto das pessoas não se dirigirem às instituições para receberem apoio e alimentos.” As pessoas recusam-se a rastejar e este vasculho critica-as.
 Não quer saber quanto dói ter que pedir!
[Li no Correio da Manhã que o presidente da União das Misericórdias,  Manuel Lemos, se desloca num BMW série 7, cerca105 mil euros. Graças a deus! Também no CM, reformado desde 2009 com a patente de major-general, após 23 anos de actividade, D. Januário ganha 4400 euros/mês.]

domingo, 16 de dezembro de 2012

Terapia do choque



Terapia do choque
O ritmo das agressões a que estamos sujeitos é de tal modo demolidor que muitos perdem a capacidade de agir. O clima de insegurança atinge níveis de tamanha grandeza que a dimensão da catástrofe tolhe-nos a reflexão arrastando-nos para a imobilidade por algum tempo.
O Orçamento de Estado para 2013 traz no seu bojo medidas tão gravosas que grande parte dos agredidos têm dificuldade em admitir tamanha vilania.
Esta gente abjecta aplica a cartilha dos estudiosos de Chicago, os quais concluíram que em situações de desespero as pessoas aceitam tudo o que se lhes impõem. A esta doutrina chamaram-lhe
Doutrina do Choque
«De acordo com a doutrina do choque, sempre que a classe dominante pretende impor determinada medida de carácter impopular, empregará meios de choque na sociedade, na proporção directa das medidas que pretende impor, de forma a obter um adormecimento das consciências durante o tempo necessário para impor essas medidas.» Naomi Klein.
A doutrina do choque é o eufemismo da flagelação social apresentada como a terapia que justifica a espoliação dos que vivem ou sobrevivem do seu labor.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O ASSIS e a esquerda infeliz



«Se ameaça voltar (o PCP) é porque alguma coisa está a correr mal no campo do socialismo democrático. Essa é que deve ser a verdadeira inquietação da esquerda no nosso tempo.»
Francisco Assis
O Assis assiste ao ruir do seu “socialismo democrático”. O Assis anda ansioso confrontado que está com o fedor da obra deixada pelo seu campo socialista. O Assis sente-se infeliz. E porque “alguma coisa está a correr mal no seu campo” e o PCP continua a causar-lhe pesadelos, sai a espadeirar contra moinhos que crê serem comunistas. Nas suas lucubrações, semblante de alucinado, o Assis não poupa Chavez nem Morales. Onde quer que aflore justiça social ou quem a proponha, o Assis escarranchado na mula “socialista de rosto humano” guina desarvorado contra os seus inimigos de estimação: os comunistas. A sua crónica de hoje no pasquim do Belmiro confirma a justificada inquietação.