segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A PRIORIDADE

O tempo vai estar chuvoso no dia 26, mas não podemos faltar. A vida tornou-se num temporal que é forçoso amainar.

É imperativo manifestar a nossa preocupação pelas agressões a que temos estado sujeitos e pugnar por um futuro de justiça social.

Sair à rua na defesa deste povo trabalhador, miseravelmente agredido, é uma necessidade e um dever de consciência.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Para nós será sempre "O Álvaro"

Jerónimo de Sousa deu início em Lisboa às comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. O fotógrafo da Lusa, António Cotrim ilustra a reportagem no Expresso. Pode visitar o blog “2013 – Centenário de Álvaro Cunhal “ para se manter ao corrente dos acontecimentos relacionados com esta efeméride.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O GANG BPN



A rotina trouxe aos mídia o caso BPN, enquanto que as suas principais vedetas se pavoneiam em estâncias de super-luxo. Seria redundante usar vocábulos como vergonha ou dignidade, só sentidos por pessoas de carácter, o que não é o caso. Se Duarte Lima se encontra de quarentena é porque se ouvem ainda os acordes do samba.
A ‘Sociedade Lusa de Negócios’ SLN, cujo presidente foi o Conselheiro de Estado Dias Loureiro, proprietária do BPN, num passe de mágica metamorfoseou-se no Grupo Galilei afastando-se cada vez mais do roubo de seis ou sete mil milhões de euros. O gang SLN/BPN continua a usufruir de todo o património porque a legislação moldada pelos próprios gangsters, não permite que a justiça actue mesmo que tivesse meios ou minimamente interessada. Antes da privatização o BPN tinha 97 offshores e agora só tem 70; Quadros de Miro, 40 a 50 encontram-se no BPN/BIC e 37 em offshores. São gotas de água dos milhões saqueados.
Fernando Lima membro da comissão de honra de Manuel Alegre às presidenciais, sósia de Dias Loureiro, a propósito de uma provável coima, trocos em relação ao roubo, sente-se injustiçado e faz chantagem com o possível despedimento de 1500 trabalhadores.

clique aqui: «Intervenção de Honório Novo sobre o Relatório final da Comissão de Inquérito Parlamentar ao Processo de Nacionalização, Gestão e Alienação do Banco Português de Negócios. Honório Novo afirmou que este processo já custou aos contribuintes portugueses 3 mil e 400 milhões de euros.»

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os que matam por decreto


Hoje resolvi auto-flagelar-me, acompanhei o meu almoço regado com o noticiário televisivo. Prática não recomendável para indivíduos com problemas gastrointestinais. Está cientificamente provado que o uso indiscriminado deste produto tóxico provoca azia e diarreia.

A saúde foi o prato forte, o ministro responsável dos crimes que nesta área se estão cometendo, afirmou que devido à crise o SNS vem sendo afectado. Em reportagens de exterior vimos pessoas que não iam ao médico porque nem sequer tinham dinheiro para os transportes e as taxas moderadoras, a outros, não lhes era possível comprar os medicamentos. Numa outra reportagem constatava-se que diminuíram os dadores de sangue.


Se tudo isto não é novidade para ninguém, porque razão faço chover no molhado? Somos coniventes se observarmos um crime sem denunciar os criminosos que, aliás, todos sabem onde se encontram.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Pensar o Futuro - um Estado para a Sociedade


Se um só abutre já se nos torna sinistro, vários abutres em conclave a “Pensar o Futuro – um Estado para a Sociedade” causam-nos calafrios. Durante dois dias os pensadores reúnem-se no Palácio Foz, onde funcionou o SNI (Secretariado Nacional de Informação) fascista. Não se tratou de mera coincidência, mas de um regresso ao local do crime, com os mesmos tiques de censura. A comunicação social, não poderá registar nem citar as declarações feitas nos painéis de debate, e os paineleiros abrem um leque à direita que vai do Carlos Moedas (actual Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro), Vitor Bento (substituiu Dias Loureiro no Conselho de Estado) à representante do Banco Mundial Ana Revenga. O conclave encerra com Passos Coelho. Tranquem as portas e fechem as janelas, eles já cá estão e ocupam os mesmos edifícios, só mudaram de siglas.
As lavagens ao cérebro intensificam-se. Todo o cuidado é pouco.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O EXECUTIVO EXECUTADO


“Um vazio repleto de nada”
de “A Memória dos Esquecidos”
Estava um espelho! Como diria a minha tia Guilhermina.
O homem era o padrão de qualquer vencedor, na garbosidade de um puro-sangue ao pisar a arena triunfante.
A sela, perdão, a indumentária gizada a rigor, resplandecia na harmonia das cores e acerto de tonalidades.
Soprado pelo eflúvio do sucesso, andava… planando. E tal como a borboleta estouvada, acreditava que a terra girava à sua volta e o sol era um dispensável pirilampo.
O perfume suave não se impunha, adivinhava-se, deixando à sua passagem o preço e o rótulo da marca que a publicidade impôs.
Insensato e insensível, o relógio de marca marcava-lhe as horas de sucesso na chefia da equipa a quem fora confiada a reestruturação da empresa, onde procedia ao seu emagrecimento, eufemismo usado pelos terroristas que abatem trabalhadores junto à vala comum do desemprego.
Pagavam-lhe para racionalizar a gestão, alterar os métodos de produtividade, tornar a empresa competitiva, triar e estabelecer o quadro de excedentes exigindo-lhe que reforçasse o léxico da desgraça, os velhos palavrões a não esquecer: deflação ou moderação salarial, flexibilidade, fluidez e mobilidade do pessoal, lógica económica, engenharia financeira, precariedade de emprego e que riscasse vocábulos e termos como: acumulação capitalista, exército industrial de reserva, luta de classes, comissão de trabalhadores, greves e outros horrores.
O parasitismo, a pedagogia do oportunismo deveriam ser reverenciados e, ao marxismo, considerá-lo um novo estilo de marcha: o “marchismo”.
Socorrendo-se de todo o arsenal legislativo encomendado pelo patronato, a fase mais difícil da sua tarefa estava terminada: rescisão de contractos, transferências, chantagens, falsas promessas. Casa limpa, objectivos atingidos, missão cumprida!
Bem merecia um almoço compensador. Seleccionou um restaurante de frequência requintada, entrou, procurou uma mesa central, colocou o telemóvel discretamente visível, encomendou a refeição pelos preços elevados do cardápio, escolheu um vinho cujo rótulo era por si uma referência, provou-o e aprovou-o, numa expressão de condescendente assentimento, e recostou-se satisfeito.
Nem um só pensamento para os que deixavam de ter garantidas para os familiares e para si as indispensáveis refeições!… Para este guru a selva do salve-se quem puder é constituída por vencedores e vencidos, lei que aceita como natural… Naturalmente!
E enquanto a equipa continuou burilando pormenores da sórdida tarefa, aproveitou as férias oferecidas nas Seychelles.
Ao regressar estava despedido!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Governo socialmente cancerígeno

Este governo é mais letal que o cancro a que sonega a terapia. Estão a tornar o país num campo de extermínio, não com fornos crematórios mas utilizando a fome e falta de assistência como instrumentos. São criminosos, e têm rosto a não esquecer para quando for feita justiça.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Bem pago está quem por satisfeito se dá"


Para o beleguim que dá pelo nome de Carlos Moedas e está colocado no canil como Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro,

“O que temos hoje não é sustentável”

   

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Copacabana Palace Hotel no Rio de Janeiro -
“O que temos hoje não é sustentável”
 
SEGURANÇA SOCIAL
1ª opção
Redução de 15% nas pensões acima do valor mínimo
Entrega do 13º e 14 mês apenas com um crescimento nominal do PIB acima de 3%
2ª opção
Aumento da idade de reforma para 66 anos
Igualar a fórmula de cálculo das pensões para todos os futuros pensionistas.
Eliminação de todos os regimes especiais na CGA
3ª opção
Aplicação do factor de sustentabilidade entre 2000 e 2007 para todas as pensões
Redução de pensões adicionais na CGA na ordem dos 20%
Imposição de tecto máximo para as pensões de 5030 euros

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Copacabana Palace Hotel no Rio de Janeiro
“O que temos hoje não é sustentável”
EDUCAÇÃO
Colocar 30 a 50 mil professores na mobilidade (antecâmara do desemprego)
Aumento do horário semanal para 40 horas e mudança dos horários das aulas.

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Copacabana Palace Hotel no Rio de Janeiro
“O que temos hoje não é sustentável”

FUNÇÃO PÚBLICA
Redução do salário base de todos os funcionários entre 3% e 7% - Corte entre 20% e 30% nos suplementos - Aumento do horário semanal para 40 horas e cortes nas horas extraordinárias - Redução do número de funcionários entre 20 e 30%

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Copacabana Palace Hotel no Rio de Janeiro
“O que temos hoje não é sustentável”

BENEFÍCIOS SOCIAIS
Desempregados há mais de 10 meses passam a receber subsídio social de desemprego – Definir um tecto para os benefícios sociais individuais.

“O que temos hoje, e que já vem de há três décadas, são gangsters que nos roubam e ainda nos achincalham”.