segunda-feira, 26 de maio de 2014

Vitória de Pirro


«Mais uma vitória como esta e estarei perdido!»
Rei do Epiro (287 a. C.)

Só lhes faltou imitar o Benfica e correrem para o Marquês de Pombal com pífaros e gaitinhas para comemorar a vitória anunciada por Francisco Assis logo após a contagem da primeira urna na freguesia de Alguidares de Baixo. O PS é um dos três ovos da mesma serpente, e, não pode enjeitar a paternidade.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O TARTUFO


O bloco grego, o bloco luso e o bloco do rato dão o braço para a foto de família. Nos bastidores dos arrufos e mexeriquices, encontra-se a eloquência da verdade. O ratão do Largo do Rato, que tem até quem lhe carregue o sobretudo, também dá a cara pelo Livre; já deu o braço a todos, absolutamente a todos, da extrema-direita à dita extrema-esquerda, menos a um. Como a personagem “Diácono Remédios” criada por Herman José, o ratão do Largo do Rato só se engasga com o vocábulo "comunista", que um dia levará atravessado no gasganete; é a vida, como diria o diácono Guterres.


terça-feira, 20 de maio de 2014

ENCONTRE A DIFERENÇA


A DIFERENÇA ESTÁ NAS SOBRANCELHAS

A CAMPANHA ELEITORAL DESTES DOIS SUJEITOS E DOS RESPECTIVOS PARTIDOS QUE REPRESENTAM, UM COM UM “D” A MAIS QUE O OUTRO, ATINGIU O CUMULO DA MEDIOCRIDADE. GUERREIAM-SE INFANTILMENTE TROCANDO DICHOTES, ESGANIÇANDO-SE EM BIRRAS E BRAVATAS, MOSTRANDO A NULIDADE DAS PERSONAGENS E A VACUIDADE DAS SUAS PROPOSTAS.

HÁ NO ENTANTO UMA DIFERENÇA SIGNIFICATIVA ENTRE AMBOS, UM DEPILA AS SOBRANCELHAS, O OUTRO NÃO. É TODO UM PROGRAMA.
(Batista Bastos DN 15/5/14)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

UNIDOS, CAMARADAS – EDUARDO VALANTE DA FONSECA

CINQUENTENÁRIO DO ASSASSINATO DE CATARINA EUFÉMIA
O poema de Vicente Campinas "Cantar Alentejano" foi musicado por Zeca Afonso no álbum "Cantigas de Maio" editado no Natal de 1971

O poema de Eduardo Valente da Fonseca  (1928-2003) é o mais antigo em publicação (Maio de 1966); talvez antecedido pelo do Alexandre O´Neill, que foi o último a ser divulgado.
A impressão rudimentar é eloquente. Deve tratar-se de uma edição semi-clandestina de pequena tiragem e distribuída clandestinamente.

UNIDOS, CAMARADAS

Cala-te amigo
Ouve... é a flor do trigo
Chorando CATARINA assassinada
Cala-te amigo
Nós não somos flor de trigo
Choremos doutro modo camarada

Que sejam nossas lágrimas passadas de firmeza
No posto de combate dos nossos ideais
RUMO À VITÓRIA até que não haja nunca mais
Quadrilhas de assassinos na terra portuguesa

Cala-te amigo! Forjemos na unidade
De Catarina o sonho de rutila beleza
UM PORTUGAL FELIZ EM PAZ E LIBERDADE.

(Eduardo Valente da Fonseca)

Muitos mais poetas dedicaram poemas a Catarina Eufémia - António Ferreira Guedes, Carlos Aboim Inglez, José Carlos Ary dos Santos, Sophia de Mello Breyner Andresen, entre muitos outros. O de Sophia é particularmente belo. Mas hoje só quis referir-me aos que foram Papiniano Carlos,  escritos antes de 25 de Abril de 1974 em circunstâncias diferentes. Muito diferentes.

domingo, 18 de maio de 2014

A TRAMÓI[K]A


Como se fosse possível!?
Os assaltantes vão-se embora dando por findo o esbulho?

Nunca tal se havia visto.

Os saqueadores com os seus cães de fila, depredadores insaciáveis, apossam-se e devastam o país onde colocaram em postos-chave os seus homens de mão. O assalto, iniciado com a conivência do Partido Socialista, despiu-nos dos escassos bens que possuíamos, despojando-nos do essencial à nossa sobrevivência, homens e mulheres na pujança das capacidades físicas e intelectuais, indispensáveis para garantir a nossa liberdade económica e social, são sub-repticiamente raptados para servirem os que nos escravizam. E como se já tivessem terminado o repasto, dizem que se vão embora, assim, sem mais aquelas, como se o PS/PSD/CDS não estivessem dispostos a continuar o esmifranço.


Além de nos pilharem ainda troçam de nós com a conivência criminosa dos mídia.


A canzoada só liberta a presa depois de totalmente exaurida.