quarta-feira, 22 de março de 2017

Vai mais um copo?



O esmoler Jeroen Dijsselbloem líder do Eurogrupo e os súbditos do Sul
 
Os que nos empurraram para este buraco, andam lamurientos pelas esquinas dizendo qu’isto é um insulto, qu’isto é uma vergonha, qu’isto só visto e, não referem que o maior insulto a maior vergonha foi a assinatura escarrada nos Jerónimos perante todos nós pelo senhor Soares. A partir de então tudo foi possível.

Jeroen Dijsselbloem é um dos dirigentes desta “União” Europeia que nos rouba e insula; é a barbárie no seu melhor.
“Não posso gastar o meu dinheiro todo em bebida e mulheres e, depois disso, ir pedir a vossa ajuda”.
Sugiro que visitem os trabalhos de Jan Steen, genial pintor holandês onde de forma desbragada impera o vinho e as mulheres, são os avoengos do Jeroen Dijsselbloem.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Os nazissionistas a ONU e o beato Guterres


Quando a dignidade se impõe
A diplomata Rima Khalaf, secretária-geral adjunta das Nações Unidas e secretária executiva da Comissão económica e social para a Ásia ocidental (CESAO), sexta-feira 17 de março apresentou a demissão em sinal de protesto contra as pressões de que foi vítima, afirmando que o secretário-geral da ONU, António Guterres, lhe pediu para retirar um relatório acusando Israel de impor um “regime de apartheid” ao povo palestino. (Reuter) (ler mais aqui)

domingo, 19 de março de 2017

Um ponto de ordem à mesa…

Dêem-lhes as voltas que derem, sacudam o lixo dos tapetes da liberdade que defendem, enquanto os media pertencerem ao grande capital, a mediocracia de que se nutre a ditadura que nos é imposta continuará sendo o que de mais nefasto temos.

A comunicação associal é a arma mais letal que o imperialismo detém, este instrumento bélico condiciona diariamente biliões de cérebros destruindo as suas capacidades de autodefesa, impedindo um raciocínio lógico e colocando-os ao serviço das suas mais abjetas propostas.

Todas as grandes cadeias de televisão, rádio e imprensa pertencem aos donos de isto tudo, que por sua vez são monitorizados pelos Bilderberg e outros grupos criminosos. Como exemplo local temos toda, absolutamente toda a “informação” na órbita do grande capital nacional e estrangeiro.

Não há, não haverá nunca, democracia enquanto formos intoxicados por estes pestilentos hambúrgueres enlatados, armas de destruição maciça.  (aqui)

sábado, 18 de março de 2017

As Grã-Cruz e as Caricas

Há os que sorriem com algum menosprezo quando em remotas regiões os indígenas se condecoram com caricas de cerveja, abençoados sejam, e que um dia se lembrem de mim por serem puros, enquanto à minha porta os gangsterzinhos trocam condecorações entre si. Gente reles, burlões que se pavoneiam pelos salões dos get set e os media enaltecem.

 
TODOS A CONTAS COM A JUSTIÇA
O estilista da dona Maria Cavaco, que não está indiciado por qualquer trafulhice, também foi agraciado com a  Ordem do Infante D. Henrique.

As nossas condecorações não são esquisitas, tanto ornamentam o peito de um escroque como de qualquer imbecil.


sexta-feira, 17 de março de 2017

18 de Março de 1871 «Viva a Comuna!»

18 de Março de 1871, o povo de Paris em armas deu início à primeira revolução proletária do mundo e instaurou o primeiro governo da classe operária sob a palavra de ordem:
«Viva a Comuna!».

O susto foi tão grande que, ainda hoje, só o facto de se pronunciar o vocábulo “comuna” causa um profundo mal-estar aos açougueiros que governam o mundo.
Razão para divulgar este decreto de 1871 e aproveitar para nos afirmarmos nas lutas a travar.


Artigo I. As velhas autoridades de tutela, criadas para oprimir o povo de Paris, são abolidas, tais como: comando da polícia, governo civil, câmaras e conselho municipal. E as suas múltiplas ramificações: comissariados, esquadras, juízes de paz, tribunais etc. são igualmente dissolvidas.
 
Artigo II. A comuna proclama que dois princípios governarão os assuntos municipais: a gestão popular de todos os meios de vida colectiva; a gratuidade de tudo o que é necessário e de todos os serviços públicos.

Artigo III. O poder será exercido pelos conselhos de bairro eleitos. São eleitores e elegíveis para estes conselhos de bairro todas as pessoas que nele habitem e que tenham mais de 16 anos de idade.

Artigo IV. Sobre o problema da habitação, tomam-se as seguintes medidas: expropriação geral dos solos e sua colocação à disposição comum; requisição das residências secundárias e dos apartamentos ocupados parcialmente; são proibidas as profissões de promotores, agentes de imóveis e outros exploradores da miséria geral; os serviços populares de habitação trabalharão com a finalidade de restituir verdadeiramente à população parisiense o carácter trabalhador e popular.
Artigo V. Sobre os transportes, tomam-se as seguintes medidas: os autocarros, os comboios suburbanos e outros meios de transporte público são gratuitos e de livre utilização; o uso de veículos particulares é proibido em toda a zona parisiense, com excepção dos veículos de bombeiros, ambulâncias e de serviço à domicílio; a Comuna põe à disposição dos habitantes de Paris um milhão de bicicletas cuja utilização é livre, mas não poderão sair da zona parisiense e de seus arredores.

Artigo VI. Sobre os serviços sociais, tomam-se as seguintes medidas: todos os serviços ficam sob controle das juntas populares de bairro e serão geridos em condições paritárias pelos habitantes de bairro e os trabalhadores destes serviços; as visitas médicas, consultas e assistência médica e medicamentos serão gratuitos.

Artigo VII. A Comuna proclama a amnistia geral e a abolição da pena de morte e declara que a sua acção se baseia nos seguintes princípios: dissolução da polícia municipal, dita polícia parisiense; dissolução dos tribunais e tribunais superiores; transformação do Palácio da Justiça, situado no centro da cidade, num vasto recinto de atracção e de divertimento para crianças de todas as idades; em cada bairro de Paris é criada uma milícia popular composta por todos os cidadãos, homens e mulheres, de idade superior a 15 anos e inferior a 60 anos, que habitem o bairro; são abolidos todos os casos de delitos de opinião, de imprensa e as diversas formas de censura: política, moral, religiosa etc; Paris é proclamada terra de asilo e aberta a todos os revolucionários estrangeiros, expulsos [de suas terras] pelas suas ideias e acções.
Artigo VIII. Sobre o urbanismo de Paris e arredores, consideravelmente simplificado pelas medidas precedentes, tomam-se as seguintes decisões: proibição de todas as operações de destruição de Paris: vias rápidas, parques subterrâneos etc; criação de serviços populares encarregados de embelezar a cidade, fazendo e mantendo canteiros de flores em todos os locais onde a estupidez levou à solidão, à desolação e ao inabitável; o uso doméstico (não industrial nem comercial) da água, da eletricidade e do telefone é assegurado gratuitamente em cada domicílio; os contadores são suprimidos e os empregados são colocados em atividades mais úteis.
 
Artigo IX. Sobre a produção, a Comuna proclama que: todas as empresas privadas (fábricas, grandes armazéns) são expropriadas e os seus bens entregues à colectividade; os trabalhadores que exercem tarefas predominantemente intelectuais (direção, gestão, planificação, investigação etc.) periodicamente serão obrigados a desempenhar tarefas manuais; todas as unidades de produção são administradas pelos trabalhadores em geral e diretamente pelos trabalhadores da empresa, em relação à organização do trabalho e distribuição de tarefas; fica abolida a organização hierárquica da produção; as diferentes categorias de trabalhadores devem desaparecer e desenvolver-se a rotatividade dos cargos de trabalho; a nova organização da produção tenderá a assegurar a gratuidade máxima de tudo o que é necessário e diminuir o tempo de trabalho. Devem-se combater os gastadores e parasitas. Desde já são suprimidas as funções de contramestre, cronometrista e supervisor.

Artigo X. Os trabalhadores com mais de 55 anos que desejem reduzir ou suspender sua atividade profissional têm direito a receber integralmente os seus meios de existência. Este limite de idade será menor em relação a trabalhos particularmente custosos.
Artigo XI. É abolida a escola “velha”. As crianças devem sentir-se como em sua casa, aberta para a cidade e para a vida. A sua única função é a de torná-las felizes e criadoras. As crianças decidem a sua arquitetura, o seu horário de trabalho e o que desejam aprender. O professor antigo deixa de existir: ninguém fica com o monopólio da educação, pois ela já não é concebida como transmissão do saber livresco, mas como transmissão das capacidades profissionais de cada um. 

Artigo XII. A submissão das crianças e da mulher à autoridade do pai, que prepara a submissão de cada um à autoridade do chefe, é declarada morta. O casal constitui-se livremente com o único fim de buscar o prazer comum. A Comuna proclama a liberdade de nascimento: o direito de informação sexual desde a infância, o direito do aborto, o direito à anti-concepção. As crianças deixam de ser propriedades de seus pais. Passam a viver em conjunto na sua casa (a Escola) e dirigem sua própria vida.

Artigo XIII. A Comuna decreta: todos os bens de consumo, cuja produção em massa possa ser realizada imediatamente, são distribuídos gratuitamente; são postos à disposição de todos nos mercados da Comuna.
Extraído da Introdução do livro Escritos sobre a Comuna de Paris
Seleção e tradução de Osvaldo Coggiola (professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo e militante no Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – Sindicato Nacional, ANDES-SN