quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sobre a perigosa situação internacional...

Sobre a perigosa situação internacional e a premência da luta pela paz

Nos últimos dias verificou-se um perigoso agravamento da situação internacional. A escalada militarista dos EUA, impulsionada pela irresponsabilidade aventureira da administração Trump, acompanhada pelos seus aliados, incluindo da NATO e da União Europeia, e pela cobertura de uma colossal campanha mediática de desinformação, suscitou e continua a suscitar a maior inquietação por parte das forças progressistas e amantes da paz.

Os EUA, procurando a todo o custo afirmar a sua hegemonia no plano mundial e dando mostras da mais insolente arrogância e desprezo pela legalidade internacional e a soberania dos Estados que pretendem submeter, estão empenhados numa deriva imperialista de ameaças, provocações e intervenções militares que colocam o mundo perante a eminência de conflitos regionais devastadores e mesmo de um conflito de proporções mundiais.

O bombardeamento da Síria com mísseis, a experiência com a sua “super-bomba” no Afeganistão, a escalada de confronto com a República Popular Democrática da Coreia, as ameaças de agressões militares “preventivas” e mesmo da utilização em primeiro lugar da arma nuclear, o brutal aumento das despesas militares dos EUA e da NATO, a instalação junto às fronteiras da Rússia e da China de sistemas anti-míssil, são expressões inquietantes de uma deriva belicista que dá continuidade à política da administração Obama, assumindo contornos mais ameaçadores. Uma política que incidindo particularmente no Médio Oriente, Leste da Europa e região da Ásia-Pacífico se manifesta em geral no plano mundial, incluindo em África e na América Latina, onde a Venezuela é neste momento vítima da acção desestabilizadora e subversiva do imperialismo.

O PCP condena firmemente a política agressiva do imperialismo norte-americano e da NATO e a cumplicidade das grandes potências da União Europeia.

O PCP considera que o Estado português, obrigado a respeitar e defender a Constituição da República, deve fazer ouvir a sua voz, nomeadamente na ONU e outras instâncias internacionais, contra esta perigosa deriva belicista, pelo respeito da Carta das Nações Unidas e a solução pacífica dos conflitos, pelo desarmamento e a paz. Essa é a única posição consentânea com os valores da Revolução de Abril cujo 43º aniversário em breve se comemora.

O PCP alerta os trabalhadores, a juventude, o povo português para a gravidade da situação e apela à sua mobilização para repelir o perigo de guerra e defender a paz.

Nota do Secretariado do Comité Central do PCP

Lisboa, 19 de Abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

A girândola burguesa


(Para desintoxicar não perca esta conferência e compre o livro.)


Lançam-se foguetes, aumenta-se o volume da aparelhagem sonora e dá-se o tiro de partida para a campanha eleitoral. Este espetáculo, também denominado ‘campanha’, não se refere às campanhas piscícola, agrícola ou militar, é um divertimento cíclico pago pelos contribuintes e organizado pelos senhores do dinheiro que colocam na corrida os seus galgos de estimação, e, através dos media de que são proprietários indicam em qual deles se deve apostar.

As eleições burguesas são espetáculos deprimentes, preparados para radicar a exploração, legalizando-a pelo voto dos próprios explorados.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

EXPOSIÇÃO 'OPERAÇÃO CONDOR' – para os esquecidos



Quem sabe o que foi a Operação Condor, quem pode imaginar que, enquanto festejávamos a nossa Revolução, na América do Sul se procedia à caça de sindicalistas, comunistas e outros democratas que eram torturados e assassinados barbaramente, quem sabe hoje?
João Pina vive na Argentina há cerca de dez anos
O jovem fotógrafo de 36 anos, não quer que seja esquecido este período bárbaro da história recente. Nove anos de trabalho iniciados em 2005.

Ver informação importante aqui aqui e aqui

Operação Condor: João Pina expõe cem fotos no Torreão Poente da Praça do Comércio sobre as vítimas da operação conjunta de repressão de seis ditaduras sul-americanas (Bolívia, Paraguai, Brasil, Argentina, Chile e Uruguai) sob a batuta da CIA. 

Estima-se que a Operação Condor tenha feito 60 mil vítimas nas décadas de 1970 a 1980.

É uma exposição didática, que desperta a emoção e confirma a barbárie do império ianque, que semeia a morte e o desespero em todos os continentes, e continua impune.

domingo, 16 de abril de 2017

A metamorfose

Era uma venenosa e peçonhenta lagarta, os media, comentadores, psicólogos e muitos doutores dos mais prestigiados, amedrontavam tanto e de tal modo quem os via, ouvia ou lia, que durante muito tempo houve como que um voluntário recolher obrigatória, nem vivalma nas ruas.

Entretanto o asqueroso verme formou o seu casulo nas cavernas da NATO que havia renegado, e para os comentadores em geral, uma bela e colorida borboleta iluminou os céus da Síria e do Afeganistão com cintilantes bombas, mães de muitas outras, que para gáudio dos media representam a beatificação da guerra.

Tudo voltou à normalidade, a carnificina continua, os comentadores dormem sem pesadelos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A MÃE

“A MÃE DE TODAS AS BOMBAS”.

É deste modo carinhoso que os media se referem a um instrumento de guerra. Mãe… que ternura! A mãe americana foi lançada para destruir os túneis que o pai americano com o seu próprio dinheiro havia construído em 1980 no Afeganistão para combater o exército Soviético.

A ‘mãe’ não é coreana, nem russa, nem cubana ou chinesa, a ‘mãe’ é amaricana, daí a subtiliza da linguagem.

Mãe bomba, mote para um poema de amor.
Ver (aqui)