domingo, 23 de dezembro de 2018

NO RESCALDO

Um cronista de direita, ex-esquerdista, o que não surpreende, vem chover sobre o molhado na torrente de apreciações sobre os tais “coletes”, e ao surfar a realidade, engole alguns pirolitos, e sai-lhe uma verdade, que não ousou desenvolver.

«Temos uma sociedade civil ainda muito enquadrada pelos aparelhos partidários e sindicais, o que não acontece em França.»
Pois é… Quanto ao aparelho sindical, o que nos diferencia do francês, é termos uma CGTP que enquadra os anseios dos trabalhadores, acompanha as suas lutas e, porque não se sentem abandonados, quando fazem greve, vestem coletes vermelhos.

Os “aparelhos” partidários da direita lusa e o das manas, francesa, italiana e espanhola, estão em cacos, e a esquerda portuguesa (PS) sobrevive graças à passadeira que o Partido Comunista lhe estendeu, para travar os malefícios da direita trauliteira.

Os gauleses perderam a esquerda e desconfiam de Jean-Luc Mélenchon, que aproveita a onda do descontentamento, mas não tem credibilidade nem capacidade para o organizar, tal como os seus parceiros espanhol e português – Podemos e BE -- que se não fossem os media, e vamos saber lá mais o quê, ninguém daria por eles.






sábado, 22 de dezembro de 2018

GALERIA DOS HORRORES


Boas Festas e um pacote de cianeto

«Em nome dos que fazem diariamente o seu jornal, [Público] queria desejar a todos Boas Festas e um Ano Novo cheio de tudo o que desejam e merecem.» Diretor Manuel Carvalho

«E queremos diversificar a oferta de opinião relevante com novos colunistas. António Barreto, Luis Aguiar-Conraria, Nuno Severiano Teixeira, Paula Teixeira da Cruz e Vasco Pulido Valente passarão a escrever no Público a partir de Janeiro próximo.»
Estes cromos vão escrever para os manifestantes dos “coletes amarelos”. É o hara-kiri do Público, mas sem honra.

Este não é o Público que assinei. Sabemos que um jornal não é uma pedra, mas também não deve ser pedrada em quem já o pagou. E, sadicamente, depois de me levarem a massa, enchem-me o sapato de veneno, desejando-me boas festas.


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

MALDITA CIÁTICA




"Quando um funcionário lhe traz um copo de água num conselho de ministros, todos sabemos que é gin"
Jean Quatremer, jornalista,  revista Spectator

Fórum de Alto Nível África-Europa, na escola de equitação espanhola, palácio de Hofburg, em Viena, Áustria.

 
Depois do banquete da OTAN, o senhor Juncker, Presidente da Comissão Europeia sofreu nova recidiva.

A UE já cativou largos milhões para mandar estudar a relação entre os banquetes servidos aos dirigentes da União Europeia e a ciática. Os serviços secretos estão atentos e a Associação dos Alcoólicos Anónimos colocou os seus préstimos ao serviço da União.

BEM NOS PARECIA QUE A UNIÃO ANDA DESEQUILIBRADA



Um burro no meio da estrada


Se o ridículo matasse, o desastre teria sido enorme
Ainda não há muito, um burro deitado no meio da estrada fez parar o trânsito, as TVs não fizeram a cobertura do acontecimento, mas, mais tarde, os que tentaram imitar o asno, agora de “colete amarelo”, mobilizaram a polícia e desde o almanaque “Borda d’Água” aos media ditos de referência, todos marcaram ponto para registrar o zurrar da besta adormecida. Ela está cá, é necessário estar atento.
 
O Correio de Manhã, de câmara em punho, sequioso de sangue, seguia de perto uma “tia” que lhe parecia estar com o período, um pobre repórter frente a uma portagem deserta perorava sobre o que poderia vir a acontecer.

Sigo em direto a “manifestação” no Porto, a circulação é inferior a um dia normal. A publicidade que os media lhes ofereceram, não resultou.

E até zurraram, um deles de braço estendido, que “o povo unido jamais será vencido”





quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Crowdfundig (Financiamento coletivo) ou Lavagem de dinheiro

«A recolha de fundos para a "greve cirúrgica" é a campanha mais valiosa alguma vez lançada pela plataforma de crowdfunding PPL. O movimento de enfermeiros que está na base da “greve cirúrgica” pagou já mais de 33 mil euros à PPL.»

Os 33 mil euros correspondem a 7,5% da comissão que a PPL cobra, mais 23% de IVA.
A plataforma é da Orange Bird, uma empresa cuja equipa, é composta por elementos que leciona(ra)m na Universidade Católica Portuguesa”

“Catarina Barbosa, que engendrou este protesto é enfermeira no Centro Hospitalar do Porto e lembra que a empresa que gere a plataforma tem “ajudado muito” os enfermeiros do movimento que surgiu no WhatsApp: “Incitam-nos a partilhar emails, explicam-nos como contactar pessoas que fizeram contribuições para que façam uma segunda vez; e são eles que pedem o NIB a toda a gente e agilizam a plataforma."

O dinheiro recolhido desta forma nada convencional, serve para pagar aos enfermeiros que faltam ao trabalho nos blocos operatórios dos cinco centros hospitalares afetados pela greve, num valor de 42 euros por dia.

Quando marginais se agrupam qualquer delinquente pode aderir. O offshore destes sindicatos low cost podem receber dinheiro de associações criminosas e a lavagem de dinheiro é possível.

«Na plataforma é possível aceder aos nomes de quem está a contribuir (não aos montantes), mas a percentagem de doadores anónimos, é elevada, o que tem sido posto em causa, por uma questão de transparência (há quem diga que os hospitais privados estarão por detrás da iniciativa).»


HÁ DÚVIDAS?