sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Maradona para além da bola

Os fanáticos da bola, os que hoje choram a morte de Diego Maradona, esconderam sempre o Homem, o defensor das causas justas, o Homem que nunca negou a classe de onde surgiu.

“Posso ser branco ou negro, o que nunca serei é cinzento.”

Diego Maradona

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

“Posso ser branco ou negro, o que nunca serei é cinzento.” Diego Maradon

“Posso ser branco ou negro, o que nunca serei é cinzento.”

Diego Maradona

Diego Maradona morreu no mesmo dia em que o seu ídolo Fidel Castro, a quem chamou de “segundo pai”. Fiel à Revolução cubana, morreu de esquerda como sempre viveu.

 


25 de Novembro de 2020 Público

 

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Se Diego Armando Maradona tivesse que escolher a data da morte, 25 de Novembro deveria estar, com certeza, no topo da sua lista. Ao morrer neste dia, a estrela emergida de um bairro da lata de Buenos Aires fica para sempre ligada àquele que foi o seu grande guia político, a quem chamou “segundo pai”: o líder cubano Fidel Castro, morto em 2016.

Além do Che Guevara no braço direito, El Pibe exibia orgulhoso a imagem do “mais sábio de todos” na pantorrilha esquerda, a sua perna sábia, aquela com que desafiava os poderosos e atacava os mais vilões, como cantavam Los Piojos na canção que lhe dedicaram nos anos 1990.

Se a carreira como jogador ficou marcada pelas contrariedades e contradições das suas próprias sombras e o seu currículo como treinador nada mais foi que uma sucessão de equívocos, o compromisso político, esse, foi sempre muito claro: ao lado dos mais pobres, contra o imperialismo americano e em apoio incondicional à Revolução cubana.

Em 2005, juntou-se ao então Presidente da Bolívia, Evo Morales, no baptizado Expresso del Alba (que quer dizer aurora, mas também Alternativa Bolivariana das Américas, a organização multilateral criada por Hugo Chávez), um comboio que viajou de Buenos Aires a Mar del Plata para ir protestar contra George W. Bush, o chefe de Estado norte-americano, à porta da 4ª Cimeira das Américas.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O ideólogo disse: No dia 26 de novembro de 1975

 

Esta parte da entrevista é sempre escondida.

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O ideólogo disse:

No dia 26 de novembro de 1975

«O concurso dos partidos políticos verdadeiramente interessados também na construção de uma sociedade nova em Portugal é indispensável.

É por isso que contra muitas vozes que certos setores de esquerda têm levantado contra a composição do sexto governo me parecem não terem razão, penso que com estas forças políticas é possível avançar na construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, uma sociedade livre e, numa sociedade, como eu digo, em transição pacífica para o socialismo, e para que fique bem claro, bem claramente expresso o meu pensamento, porque por vezes há dúvidas no que me diz respeito pessoalmente sobre certas intenções críticas da minha parte a respeito da prática de determinados partidos, eu quero dizer neste momento, e isso considero muito importante que a participação do Partido Comunista Português na construção do socialismo é indispensável, não me parece que seja possível sem o Partido Comunista Português construir o socialismo, e temos que avançar com ele e temos que procurar juntar numa mesma plataforma pratica, numa mesma plataforma de ação politica prática os principais partidos portugueses para com o MFA»