segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Vamos lá ver se nos entendemos

Paulo Rangel esteve no palanque dos promotores da manifestação onde o fascismo se expressou com todos os seus símbolos, o deputado do PSD no PE botou palavra e foi aplaudido pelos falangistas e, teria também entoado “Cara al sol”, com a ambiguidade matreira que lhe é própria, o PSD diz rejeitar o Chega, mas não se manifestou sobre esta participação. Chega de PSD.

domingo, 19 de novembro de 2023

Quadro de guerra - Luís Carapinha

Quadro de guerra

Gaza está trans­for­mada na re­a­li­dade dan­tesca de múl­ti­plas Guer­nicas

O risco de alas­tra­mento da guerra no Médio Ori­ente, fruto da acção ge­no­cida do Es­tado si­o­nista de Is­rael  na Pa­les­tina é um dos temas em foco da agenda in­ter­na­ci­onal, na se­mana em que se anuncia o en­contro de Biden e Xi em São Fran­cisco, à margem da Ci­meira da APEC (Co­o­pe­ração Eco­nó­mica Ásia-Pa­cí­fico). Na úl­tima se­mana, os mi­nis­tros dos Ne­gó­cios Es­tran­geiros do G7 e o alto re­pre­sen­tante da UE para a po­lí­tica ex­terna, reu­nidos no Japão, deram aval à con­ti­nu­ação do mas­sacre de Is­rael da po­pu­lação da Faixa de Gaza, re­jei­tando o clamor que cresce no mundo de um cessar-fogo ime­diato.

Von­tade es­ma­ga­dora que se re­flectiu, em par­ti­cular, no iso­la­mento dos EUA e Is­rael nas úl­timas vo­ta­ções na As­sem­bleia Geral da ONU. A co­ber­tura e apoio do im­pe­ri­a­lismo norte-ame­ri­cano é fun­da­mental para Is­rael con­ti­nuar a exibir a mais in­fame im­pu­ni­dade e elevar a fas­quia da po­lí­tica cri­mi­nosa de ocu­pação para o nível da bar­bárie. Com Gaza trans­for­mada na re­a­li­dade dan­tesca de múl­ti­plas Guer­nicas, a sanha fas­cista de Is­rael in­ten­si­fica-se também na Cis­jor­dânia. Ao mesmo tempo, entre os cró­nicos cúm­plices de Tel Aviv cresce a pre­o­cu­pação com os danos re­pu­ta­ci­o­nais e ci­mentam-se as sus­peitas de que as se­quelas po­lí­ticas da ac­tual mons­tru­o­si­dade po­derão ser pro­fundas e pro­lon­gadas.

Nos EUA, a si­tu­ação ad­quire con­tornos ad­versos para a agenda elei­toral de Biden e a es­tra­tégia de guerra hí­brida contra a Rússia (e cor­re­lata fa­lácia do com­bate mun­dial entre de­mo­cra­cias e au­to­cra­cias), como peça cru­cial da grande con­fron­tação com a China, mesmo sa­bendo-se que Washington e o im­pe­ri­a­lismo são o prin­cipal fautor e be­ne­fi­ciário da po­lí­tica de de­ses­ta­bi­li­zação e agra­va­mento da con­fli­tu­a­li­dade in­ter­na­ci­o­nais. Não há como evadir o con­texto de ele­vada tur­bu­lência in­terna e o pro­cesso em curso de re­or­de­na­mento in­ter­na­ci­onal, no pano de fundo do apro­fun­da­mento da crise do ca­pi­ta­lismo e de­clínio eco­nó­mico dos EUA.

Há um ano, o res­pon­sável do Co­mando Es­tra­té­gico do Pen­tá­gono dizia que a crise da guerra na Ucrânia era apenas o «aque­ci­mento» e al­vi­trava que «a grande [crise] está a chegar». Re­feria-se à China. Lembre-se que a dou­trina de se­gu­rança dos EUA, adop­tada por Biden, aponta a Rússia e a China, res­pec­ti­va­mente, como ameaça ime­diata e um de­safio exis­ten­cial – o único país com «in­tenção de re­mo­delar a ordem in­ter­na­ci­onal». Washington pros­segue a pre­pa­ração da etapa pós-aque­ci­mento. Um re­la­tório do Con­gresso do úl­timo mês marca o passo para o quadro es­tra­té­gico da pró­xima dé­cada, em que os EUA e ali­ados de­verão estar pre­pa­rados, pela pri­meira vez, para «deter e der­rotar» duas po­tên­cias nu­cle­ares em si­mul­tâneo, a Rússia e a China. Deste lado do Atlân­tico, a Ale­manha, não obs­tante as perdas eco­nó­micas do ali­nha­mento com os EUA na guerra contra a Rússia na Ucrânia, li­bertou 100 mil mi­lhões de euros para a aqui­sição de novas armas que o mi­nistro da De­fesa, Pis­to­rius, diz des­ti­narem-se a pre­parar o exér­cito para as «fu­turas guerras». Contra quem?

Gu­terres tem razão quando, re­fe­rindo-se ao «pe­sa­delo de Gaza», fala de uma crise de hu­ma­ni­dade. Mas o seu quadro é mais abran­gente e exige cla­reza na iden­ti­fi­cação das suas raízes e forças mo­trizes e co­e­rência na luta que urge travar para evitar a queda no abismo.

 Luís Carapinha


sábado, 18 de novembro de 2023

A guerra nos ecrãs por Fernando Buen Abad Domínguez

A guerra nos ecrãs

O "relato" banhado (proveitosamente) em sangue. Posto sobre as "mesas de redação", as armas de guerra ideológica são instrumentos cirúrgicos preparados para desfigurar a realidade cotidianamente. Cruzam-se com o álibi de "informar" sobre a "guerra" e consolam-se, sem constrangimentos, com banhos de sangue e espetáculos de cadáveres. Narram em uníssono a sua idêntica tarefa, prenhe de prazer retórico, nada escondido, que exibe vítimas ensanguentadas para levantar as bandeiras da sua moral militarista e exterminadora. Lutam "jornalisticamente" para liderar o paraíso do terror mediático, prelúdio para qualquer invasão, qualquer violação dos direitos humanos, qualquer "crime organizado". São décadas de treino num salivar hábil em gastos colossais e mortes em profusão e, os resultados civilizatórios são aterrorizantes, mas a imprensa burguesa se orgulha das suas audiências, seus ratings e seguidores... É a "livre expressão" da narrativa macabra.

Todo, o media oligárquico quer mais orçamentos e mais "aplicação da lei", todos querem mais "assessores" estrangeiros, mais aplausos monetários e mais presença militar nas ruas. Por isso criaram seu insaciável monstro mediático que, amanhã, tarde ou cedo, exibe sem controlo cenas indizíveis de barbárie e desmoralização social. Quem os trava? Quem regula e ordena o seu discurso? Quem coloca acima deste negócio macabro a saúde mental das pessoas, a integridade emocional das crianças, a saúde coletiva dos imaginários sociais?

Esta forma de "terrorismo mediático", envolta em túnicas legalistas, oscila as suas ambiguidades simbólicas entre a urgência de um "controle" efetivo e contundente contra as "rebeldias" e a tarefa ideológica burguesa que camufla, com a filantropia mercenária, a sua ofensiva do medo anestésico. Tudo são excessos de obscenidade e pornografia "noticiosa". Tudo é excesso: muitos militares, muitos operativos, muitos crimes nas televisões, nas rádios e nos jornais das oligarquias. E, ainda assim, ineficiência, incapacidade e inoperacionalidade. O crime cresce e torna-se espetáculo... tornando-se um negócio, os anunciantes apostam na profusão do sangue.

"Censura!", gritam as oligarquias mediáticas toda vez que alguém exige medidas jurídicas, culturais ou políticas para democratizar os media e travar seus abusos. Violação da "liberdade de expressão" proclamam os empresários burgueses dos mass media, cada vez que se exige que cumpram com a sua "responsabilidade social" e cessem a ofensiva patológica contra as sensibilidades dos destinatários. "Assédio", protestam os lebreiros da "informação" cada vez que alguém se recusa a permanecer escravo ou refém de sua demagogia "jornalística". Os delinquentes da cultura capitalista de massas, munidos de câmaras e microfones, fazem-se passar por vítimas sempre que o cansaço e o nojo social se transformam em denúncia contra os latifúndios de impunidade. Não deixaremos de insistir.

Acontece que as vítimas agora exigem mais repressão. Depois de décadas ensaiando sua fórmula macabra de exibicionismo criminoso, os meios de comunicação de massa deixaram estragos assustadores e feridas ideológicas, às vezes invisíveis, para quem as sofre. É impossível ficar indiferente. Os efeitos da "necrocultura" bélica são realmente preocupantes, enquanto a burguesia dos meios de comunicação de massa lucra de forma chantagista com o medo subjacente; Tal lucro é um sintoma visível da decomposição capitalista na cabeça das vítimas. E, para completar, o sistema idolatra criminosos disfarçados de empresários e bilionários sob aplausos das vítimas. Capitalismo sangrento que obriga a população a conviver incontrolavelmente com a indústria de sua própria morte, a partir da sua produção, distribuição e consumo. Circo Redondo. O verdadeiro objetivo é usar os "media" para endurecer as políticas repressivas, a política de silenciar os povos, intimidá-los e torná-los a primeira e última causa de novos investimentos para militarizar os países. Endurecer a repressão contra o movimento camponês e operário. E que todos aplaudam, agradecidos.


Os que rarefizeram o território da "informação" são as catedrais do oportunismo para se infiltrar no horror nas lutas sociais, para injetar o veneno da desorganização que reduziu o conceito de alienação informacional a um puro problema de consciência individual, para apagar do mapa a consciência de classe. Exageram o seu "amor" pela verdade de classe e pela metodologia do "equilíbrio" para disfarçar o egocentrismo de mercado que financia as virtudes do intelecto jornalístico ao intelecto das armas. E tudo para nos convencer de que a justiça ou a igualdade no mundo é impossível, que a matéria-prima e a mão de obra são inegociáveis, e que o importante é que se acredite no que a imprensa burguesa diz, independentemente dos fatos, da realidade ou da verdade. É o desenvolvimento dos traficantes do subjetivismo camuflado com uma epistemologia bélica que esconde o pensamento real da burguesia e o camufla com acontecimentos e opiniões puramente subjetivas. Que reduzem a informação a catálogos de opiniões abstratas. Relativismo furioso e macabro nas primeiras páginas.

FERNANDO BUEN ABAD DOMÍNGUEZ


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Os gordos e os magricelas

“Os cinco principais bancos (CGD, BCP, Santander Totta e BPI) tiveram lucros agregados de 3.288 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 70% em termos homólogos. ECO” E a Associação de Bancos diz-nos que devíamos estar contentes.

«O Banco Alimentar contra a Fome tem recebido cada vez mais pedidos de ajuda de famílias e instituições. O aumento generalizado dos preços dos alimentos está a ter um impacto na população mais carenciada que, em muitos casos, não consegue assegurar duas refeições por dia.» SIC notícias

“E eu pergunto aos economistas-políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico.” 

— Almeida Garrett, in Viagens na Minha Terra.


quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Brincando aos polícias e ladrões

 

O povinho não entende a história que nem chegou a ser terminada, quando virou a primeira página as restantes estavam em branco. Por vezes pensamos viver no país do faz de conta, acordando em sobressalto com visões catastróficas e... encontramo-nos no paraíso.

E como não há quem nos esclareça este imbróglio, cada qual vai imaginando o não dito, nem sempre do modo mais saudável.

Uma certeza fica: o acaso no lamaçal político é raríssimo.

2024 já tem destino


terça-feira, 14 de novembro de 2023

Claro, claríssimo, “Tudo como dantes…”

Cai com telúrico estrondo político de magnitude inaudita um governo de maioria absoluta. E…

"Operação influência"

O quadro é escuro, a situação obscura; claro, claríssimo.

Vão todos para casa, o tempo está húmido e nubloso, no quentinho é que se está bem. Uf!...

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

o Apocalipse nazi-zionista

 O TERROR EM DIRETO
11.000 palestinos assassinados entre os quais 4.500 crianças e 3,000 mulheres


segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Imagem simbólica

Esta imagem é um poema à Palestina ao seu povo e história, em que o sofrimento e abnegação pelo que têm de mais sagrado nos emociona. Ao fundo o abutre aguarda a exaustão da vitima para lhe extrair a alma que pertence às raízes da oliveira que abraça.

NÃO É POSSÍVEL ELIMINAR ESTE POVO

sábado, 4 de novembro de 2023

FOME EM GAZA

Liga Árabe alerta para fome em Gaza devido a ataques e bloqueio

Publicado: 4 de novembro de 2023

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, apelou hoje ao mundo para que pare com a agressão israelita contra a Faixa de Gaza, depois de alertar para uma possível fome generalizada naquele território palestiniano.

Em comunicado, Aboul Gheit instou os Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU a encerrarem imediatamente a campanha de guerra lançada pelo governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu.

Uma trégua deve ser acordada para permitir a entrada no enclave de ajuda humanitária, a fim de salvar a vida de centenas de milhares de pessoas, enfatizou.

A fome é uma possibilidade real, especialmente porque 1,2 milhão de pessoas já estavam em insegurança alimentar antes do ataque israelense, observou.

O secretário-geral da Liga Árabe denunciou que a guerra e o bloqueio agravam a situação humanitária naquela região de forma assustadora.

Nesse sentido, ele alertou que, na prática, essa crise pode ser descrita como uma guerra de extermínio e limpeza étnica.

Ele explicou que a maioria dos habitantes de Gaza vive com um litro de água por dia para todos os fins e, às vezes, bebe de poços insalubres, o que aumenta a possibilidade de transmissão de doenças infeciosas.

O Parlamento árabe anunciou no sábado que pediu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas a criação de um painel internacional para investigar os crimes israelenses na Faixa de Gaza.

O legislativo regional disse ter enviado um ofício ao Conselho instando-o a tomar esta medida diante das violações sistemáticas cometidas pelo poder ocupante naquele enclave.

O que está a acontecer nos territórios palestinianos ocupados, especialmente na Faixa de Gaza, é uma guerra de genocídio praticada por Israel contra civis, incluindo crianças, mulheres e idosos, denunciou.

"É um crime de guerra total e um crime contra a humanidade criminalizado e proibido pelo direito internacional e humanitário", disse.

 

 


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

O nazi-zionismo nazional

 

Há personagens para quem a mais vil qualificação, ser apodado de estúpido ou manhoso e vendido, é tomada como elogio, mostrar que é lido e discutido, mesmo pelas mais ultrajantes razões, é o seu principal objetivo.

Em suma, um biltre.

Explosivos lançados por Israel em Gaza são 1,5 vezes mais potentes do que a bomba lançada sobre Hiroshima - cerca de 10 mil assassinados, a grande maioria são mulheres e metade são crianças

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Os mastins raivosos na ONU

 Votaram contra: Israel e, calculem lá, os Estados Unidos, a Ucrânia absteve-se.
ESTA É A DEMOCRACIA UNIVERSAL!


Palestina 2 de novembro de 2023

Explosivos lançados por Israel em Gaza são 1,5 vezes mais potentes do que a bomba lançada sobre Hiroshima

"Os ataques danificaram mais de 200.000 edifícios, 32.500 dos quais foram tornados inabitáveis", disseram as autoridades palestinas na Faixa de Gaza.

Ataques israelenses à Faixa de Gaza em 27 de outubro de 2023. | Ali Jadallah / Agência Anadolu / Gettyimages.ru

As Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram 18.000 toneladas de bombas na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, informaram as autoridades do enclave em conflito nesta segunda-feira. Esse número representa cerca de 1,5 vezes a força explosiva da bomba atômica lançada sobre Hiroshima pelo Exército dos EUA em 6 de agosto de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial.

"Os ataques danificaram mais de 200.000 edifícios, 32.500 deles ficaram inabitáveis, 203 escolas sofreram grandes danos e 45 escolas deixaram de funcionar".

AOVIVO | GENOCÍDIO EM GAZA E A COBERTURA DA IMPRENSA