domingo, 10 de dezembro de 2017

O PROBLEMA MUNDIAL É SÓ UM

OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Estão em todos os Continentes, crêem-se senhores do Universo.
 
Na América Latina os gangsters de Chicago semeiam a miséria, aplicam os chamados ‘golpes brandos’, apoiam criminosos, impondo a violência q.b.; na Palestina provocam o caos, prendem e assassinam por interpostos nazissionistas; na Líbia, Síria, Ucrânia, Iraque e por toda a Região espalham o terror destruindo cidades e países causando a morte de milhões de pessoas e provocando a maior vaga de desalojados de que há memória; na Ásia assistimos diariamente a provocações que mantêm o mundo à beira de um cataclismo universal; a Rússia e a China estão cercadas de bases militares e na Europa o terrorismo que dizem combater surge quando necessário para manter em sentido quem desrespeite a NATO, seu braço armado. Campos de tortura ativos em todo o mundo com o conhecimento da despudorada Comunidade Internacional.

Nem o próprio povo respeita, mantendo grande parte no limiar da miséria e na ignorância.

Qualquer comunidade canibal, não se deve sentir diminuída face à barbaridade estadunidense.

sábado, 9 de dezembro de 2017

OS CHACAIS E A PRESA

OS CHACAIS ACTUAM EM MATILHA
Se há, onde é que se encontra a intelectualidade portuguesa, democrática e bem pensante, que não se crispe, exalte e denuncie a barbárie nazissionista.

Se refiro os intelectuais, é porque têm mais facilidade em serem ouvidos, de se organizarem e manifestar publicamente as atrocidades a que continua sujeito o povo da heróica Palestina.

Saramago afirmou:
“A viagem de Saramago tem sido polémica. Na terça-feira, em uma entrevista coletiva, ele foi questionado por ter comparado a situação dos palestinos em Ramallah (Cisjordânia) à dos judeus no campo de concentração de Auschvitz, durante a Segunda Guerra Mundial.”
José Saramago - entrevista à BBC-Brasil - A declaração de que o Exército israelense se tornou "judeu nazi" foi de um grande intelectual judeu (Yeshayahu Leibowitz, que morreu em 1994), respeitado tanto do ponto de vista moral como do ponto de vista intelectual. Não estou usando essa espécie de guarda-chuva para me proteger de qualquer tempestade. Mas esta ideia de que algo de profundamente negativo, destrutivo, entrou no espírito de Israel, eu não fui a primeira pessoa a dizer. Hoje mesmo outros israelenses reconhecem isso.»

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Então, defensores dos direitos humanos!?

Canalha vil, grandessíssima ralé
Comunicação social às ordens dos americães.

Esta imagem não é do Chile de Pinochet, é nas Honduras e de há dois dias

«Repressão nas Honduras, 14 mortos, 51 feridos e 844 detenções nos protestos à fraude eleitoral»


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Caladinhos que nem ratos…

«Al menos siete muertos en las  protestas contra el fraude electoral en Honduras»

A repressão continua, foi declarado o recolher obrigatório, a polícia faz greve de braços caídos recusando-se a agredir o povo.

Mini-síntese: eleições Honduras

Sufrágio 26 novembro. Com 70% de votos escrutinados e o candidato da oposição com uma vantagem de 5%, o sistema eletrónico parou durante quatro horas e reapareceu com o candidato apoiado pelos Estados-Unidos ligeiramente à frente do opositor.

A União Europeia enviou uma delegação chefiada pela bloquista Marisa Matias para aferir da transparência do acto eleitoral, sabendo-se que a posição dos bloquistas é paralela à dos EUA. Assim, face a mais um atentado à liberdade que o povo hondurenho sofre, depois do ainda recente que destituiu Manuel Zelaya, Marisa Matias

«Concluyó diciendo “Será al final que informaremos si hubo transparencia según nuestra perspectiva”»

«SEGUNDO A NOSSA PERSPECTIVA»

Lembram-se das recentes declarações de Catarina Martins sobre a Venezuela?



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CULTURA, COMUNICAÇÃO, TERRA, TRABALHO E CAPITAL




(Rebelión/Instituto de Cultura e Comiunicação UNLa)


Tradução: Armando Pereira da Silva 

CULTURA, COMUNICAÇÃO, TERRA, TRABALHO E CAPITAL

Factores (também) da produção e das relações de produção


É descomunal a pressão exercida pelo neoliberalismo no sentido de (a seu modo) “ “apagar do mapa” o Estado com as suas responsabilidades face à Cultura e à Comunicação. Desferem-se ataques de todo o tipo contra as políticas governamentais incómodas e utiliza-se todo o tipo de argúcias para aniquilar corpos legais nos quais o papel do Estado, em condições de cordura, é irrecusável e indispensável. A agressão ideológica é sobretudo um refogado nauseabundo do liberalismo económico inspirado na “auto-regulação” e no “deixa andar, deixa fazer” de comerciantes irresponsáveis, ignorantes e avarentos. Como em 2008.

Aqui e além filtram-se – e infiltram-se – os ideólogos  do “mercado livre” cultural e comunicacional. Vão e vêm febris com a sua geringonça mercadológica disfarçados, umas vezes como professores e outras como funcionários, umas vezes como “cultores” e outras como predicadores. Trata-se de encher todo o resquício, todo o vazio que por descuido, por confiança ou por negligência se deixou ou não se actualizou, para fixar socialmente a “intranscendência” do Estado, democrático e em transição, a respeito da Cultura e da Comunicação. Factores da produção e das relações de produção.

O neoliberalismo que é (também) um cancro para o capitalismo, que opera no seu interior como uma pústula infecta, impõe o seu repúdio de conjuntura contra o Estado burguês e obriga-o a retirar-se (ficticiamente) de tarefas fundamentais para deixar as mãos livres aos comerciantes mais inescrupulosos. Isto já teve consequências terríveis nos campos da saúde, da habitação, da educação e avança sem clemência sobre os espaços profundos da subjetividade para se estancar como “nova forma de cultura” baseada no abandono, no vazio de direitos e de responsabilidades.

Não se trata unicamente de extirpar a figura do Estado como convénio macro para as relações de produção. Trata-se de fazer desaparecer os direitos, as garantias e as responsabilidades. É o reino do desamparo e do “salve-se quem puder”. O neoliberalismo cultural e comunicacional não é mais do que a lei da selva em matéria de princípios, valores e contratos sociais. É a hierarquização da dessacralização idiota. É a diluição da identidade e da História em troca de um mundo regido pelo mercado no qual de nada servem a experiência, o conhecimento ou a planificação se não tiverem de ser ligados à compra e venda acelerada e massificada. O mérito supremo consiste em esvaziar as adegas, saturar os mercados, vender, vender e vender para voltar a secar as adegas. Neste cenário, para que servem a Cultura e a Comunicação tal como as conhecemos até hoje? E o vínculo da Estética aos factores da produção?

Pensar o Estado continua a ter uma importância transicional específica, tanto no aspecto teórico como no aspecto político prático. O ataque do imperialismo acelera-se num mundo infestado por negócios bélicos e avança uma fase nova de expressão monstruosa contra a classe trabalhadora em todo o planeta. Acentua-se cada vez mais o modelo de monopólios em proporções cada vez mais monstruosas. Os países “sérios” são presídios fabris e militares só para os trabalhadores, ao mesmo tempo que as armas de guerra ideológica ditas “meios de cultura e comunicação” produzem horrores e calamidades.

Mais do que nunca o reformismo faz das suas e disfarça-se de tudo o que puder, como carnaval imperante nos partidos oficiais e em não poucos “movimentos sociais” de todo o mundo. Algumas forças da “esquerda” só se distinguem pela sua conduta lacaia obediente perante os interesses da burguesia nacional e, mais precisamente, perante os interesses do seu Estado. E a guerra do neoliberalismo é, precisamente, uma guerra pelo “desaparecimento fingido do Estado e, com ela, pela partilha dos despojos. A luta para arrancar aos povos as instituições obrigadas a defender os seus direitos é, com o neoliberalismo, uma moda burguesa infestada de preconceitos de classe que odeiam o Estado”  na medida em que o mesmo possa implicar a defesa dos povos. É impossível compreender a Cultura sem a Terra, ou o Trabalho sem a Comunicação.

É preciso fundamentar uma teoria científica nova sobre o Estado, ir diretamente aos núcleos mais esquecidos ou tergiversados pelo reformismo e pelo neoliberalismo e traçar a partir daí o lugar da Cultura e da Comunicação como factores decisivos da produção em todas as suas escalas e não como elementos decorativos ou de entretenimento. Aí veremos a importância de uma revolução científica que compreenda a Cultura e a Comunicação como direitos geradores de direitos na dialéctica das responsabilidades sociais para um Estado governado democrática e participativamente pelo povo, ou dito de outro modo, pela classe trabalhadora. Democratizar Terra, Trabalho, Capital, Cultura e Comunicação.

Assim, uma Revolução Científica capaz de oferecer um modelo de Estado libertado das ditaduras do mercado burguês, permitirá compreender a Cultura e a Comunicação como factores da produção que ao mesmo tempo são factores das relações de produção que podem habilitar-nos socialmente para uma batalha decisiva contra as formas da colonização ideológica que nos impingiram nas décadas recentes (1945-2017) uma guerra imperialista. Na base desta ideia está o desenvolvimento da revolução socialista e o papel que cabe ao Estado segundo o seu desenvolvimento histórico; e isso tem não só uma importância política prática, mas a importância mais profunda como força emancipadora das massas que deverão aperfeiçoá-la para se livrarem, num futuro imediato, do jugo do capital sobre os seres humanos.

Não podemos ter uma atitude evasiva com as relações entre a transformação do mundo e do Estado, porque isso favorece o reformismo e o oportunismo, tal como não se pode ter uma atitude hipócrita e muito menos uma atitude idólatra. O Estado, tal como o vimos, pode cobrir-se de toda a espécie de parasitismos e, se não nos assegurarmos de que ele se comporta como um motor emancipador afirmado em políticas e leis descolonizadoras, pode ser a pior prisão de espírito sobre a qual se escreveram (e viram) horrores a granel. Em todo o caso estamos obrigados a produzir teoria e ciência pertinentes para o cometimento de garantir, partindo do Estado transicional e participativo de tudo quanto o envolve – e de si mesmo – até onde seja útil. Isso inclui a tarefa de idear teoria e prática para a sua dissolução logo que o decidam as sociedades que alcancem um tal desenvolvimento. Oxalá que sem demora. Entretanto há que travar a aventura criminosa do neoliberalismo contra a humanidade.