quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Uma verdade em dois anos


 'inimigos do povo'

Foi assim, sem titubear, que o presidente dos Estados Unidos designou a ‘comunicação social de referência’.

350 jornais dos States, dominados pelo grande capital financeiro, gritaram em uníssono, que são livres, e que as fake news, não são mais que fake news, e os nossos media à trela (acabo de ouvir o noticiário da antena2) como boas marionetas que são, alinham nesta campanha.

Deixemos que gritem e se esgatanhem, porque destes arranhões, saiu uma verdade: “os media são inimigos do povo”. Os media destroem cérebros, controlam Estados, fomentam guerras, acenando a ‘liberdade de imprensa’ como espantalho e cobertura para os crimes que cometem diariamente.

Os media são a bomba H que destrói tudo o que não adere ao ‘pensamento único’.

Os media ditos de referência, estão a apodrecer mergulhados nos seus próprio dejetos, já ninguém suporta o fedor, nem os guinchos do estertor que se anuncia.

Os senhores do capital têm jornais, rádios e televisões, e os sindicatos que representam milhões de trabalhadores, são notícia pelos media do patronato.
No Brasil a Rede Globo é o partido no Poder.
 
Denunciar a ditadura dos media é a principal preocupação de todos os que defendem a liberdade.




quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Toma e vai-te curar…


O sionista Netanyahu criticou o líder trabalhista Jeremy Corbyn, e pediu uma “condenação inequívoca de todos: esquerda, direita e tudo o que estiver no meio”.

Jeremy Corbyn respondeu através do Twitter: “O que merece condenação inequívoca é a morte de mais de 160 manifestantes palestinianos em Gaza pelas forças israelitas desde Março, incluindo dezenas de crianças.”

Trump acusa os media de serem os "inimigos do povo".

Ponhamos de parte a personagem atípica, e vejamos se a afirmação não se adapta à nossa realidade, aceitando como hipótese que as motivações não são as mesmas.

"Os [media] das notícias falsas detestam que eu diga que eles são o inimigo do povo, porque sabem que é verdade. Ao explicar isso, estou a prestar um grande serviço ao povo americano. Eles causam uma grande divisão e desconfiança. E também podem provocar uma guerra! São muito perigosos e doentes!"
«Trump perguntou:
Toda a gente aqui gosta da imprensa?
"Nããão!" Vaiaram os motociclistas
"Acham que a imprensa é justa?"
Perguntou novamente.
Nããão! - vaiaram de novo.»

Mais de cem jornais unem-se e contra-atacam com comunicado conjunto. Mas, contradição das contradições, depois de se afirmarem, livres e independentes, há quem considere a iniciativa inócua ou prejudicial. Por que "Temos de questionar que efeito terá esta iniciativa em pessoas que já não confiam na imprensa, que acham que há muitas notícias falsas.", disse a repórter Hadas Gold no programa Reliable Sources, da CNN

"Quando a pessoa mais poderosa do mundo declara guerra ao jornalismo, há duas respostas possíveis. A primeira é uma rendição, e lamento dizer que alguns de vós parecem ter feito isso, ao normalizarem o que é grosseiramente anormal, e ao deixarem que os vossos inimigos se aproveitem das fraquezas inerentes à profissão de jornalista. A outra é encontrar aliados, dentro e fora da profissão, e partir para a ofensiva – em conjunto", disse Gillmor.

“São muito perigosos e doentes!"

Ora porra!

Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.

Álvaro de Campos

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Os consequentes, e os outros


No jogo social em que todos se encontram mergulhados, queiram ou não, há os que por incapacidade se abstêm de refletir, ou por manha, coloquem todas as ideologias no mesmo saco. Havendo ainda os que de denominam ultrarrevolucionários e que pugnando pelo quanto pior melhor, são aliados objetivos dos que não querem perder os seus privilégios.

E, claro, há os sensatos “que definem objetivos e ponderam os meios de os alcançar”, destaco três casos, entre muitos, nas lutas que neste momento percorrem todo o Brasil.

João Pedro Stedile, membro coordenador nacional do Movimento de Trabalhadores sem Terra e da Frente Brasil Popular, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz, 1980 (quando ainda não era cói de assassinos), E Ana Prestes, neta do herói Prestes que muitos fazem por esquecer.

Ana Prestes, neta de Luís Carlos Prestes e Maria Prestes
 
«O argentino Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquível, esta a caminho de Brasília em uma das colunas da Marcha Lula Livre, junto a mais de 2 mil Sem Terra, que vieram de todos os cantos do país para compor o movimento, no terceiro dia de marcha, denunciando a perseguição ao PT, Lula, e a toda esquerda na América Latina pelo imperialismo norte-americano.»
João Pedro Stedile 

A crise social atingiu níveis de barbárie, com 66 milhões de trabalhadores marginalizados, enquanto seis famílias usufruem mais que 104 milhões de brasileiros. João Pedro Stedile