terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Galeria de horrores

Até ao fim de 2017, publicarei imagens que não devem ser esquecidas, mas que podem transtornar mentes menos sólidas.

 por todo o mal que nos fizeste
 não foi preso, safou-se pela sanita
 imagem de submissão aos poderosos
 Onde há fraude há cavaco/a
 antes da queda do helicóptero
porreiros pá!

“Solidariedade entre bandidos”

Neste Natal foi amnistiado no Peru o ex-presidente Fujimori condenado a 25 anos de prisão. No Brasil, Michel Temer indultou Marcelo Odebrecht, e a outros seus pares da corrupção endémica dos governantes brasileiros, as penas foram comutadas a um quinto (1/5).

 “Solidariedade entre bandidos”

Eliseu Padilha aponta o chefe da quadrilha e Odebrecht indultado pelo chefe

POR CÁ FIA MAIS FINO
Mas nós temos indultados que o são antes de serem postos por detrás das grades. As manigâncias judiciárias que o sistema lhes concede desde que disponham de meios financeiros, e porque acusados são de corrupção, permitem-lhes pavonearem-se em liberdade entre nós mesmo depois de condenados a prisão efetiva. Grandes figuras e altos dirigentes do PS e PSD confundem-se em tudo o que há de mais vil. 
  
Armadilham a “justiça” e depois queixam-se de que não funciona. 



O DINHEIRO DEVIA DE SER COMO OS ALHOS, COM O TEMPO CHOCHAM

sábado, 23 de dezembro de 2017

“AQUELA NOITE DE NATAL”, José Casanova

Um belo e emocionante livro a não esquecer
 
“AQUELA NOITE DE NATAL”

“porque los que son guerreros
verdaderos
no descansan descansando.”

[Tragicomédia de Amadis]
Gil Vicente

Nos livros de José Casanova, ao rancor não é dado espaço porque a ternura pelos outros é de tal forma intensa que a própria animosidade, mesmo a mais subtil, não encontra lugar na sua escrita.

Os seus livros revelam-nos também que a liberdade nunca nos foi entregue de bom grado pelos seus algozes; só homens e mulheres de ideais firmes e de coerência aferida na luta e estruturada pelo sofrimento onde se arriscava a vida, perdendo-a por vezes, a conseguiram resgatar.

Como eram e como se movimentavam essas mulheres e esses homens que, num total anonimato, “não descansavam descansando”? Quem foram esses “guerreiros verdadeiros” que ajudaram a abrir as janelas da liberdade? Na verdade, a mais elementar justiça impõe-nos conhecê-los e com eles comungar a beleza da sua abnegação, por havermos colhido o saboroso fruto dessa difícil seara luminosa.

Ao ler “Aquela Noite de Natal”, sentimos que todo o nosso porvir repousa e será fruto das nossas profundas convicções e da determinação em concretizá-las; se assim o entendermos, sentiremos a tranquilidade dos que se constroem construindo e empenhar-nos-emos, até às derradeiras consequências, na edificação de uma sociedade onde a justiça e o amor sejam possíveis.

José Casanova, escritor que se afirma numa temática de esperança, desprendimento e total entrega a valores que só vividos são possíveis de revelar tão intensamente, abre-nos horizontes em que a realidade e a ficção se confundem e a emoção nos perturba.

E porque todo o enredo se passa nas poucas horas que antecedem a mística ou mítica refeição, neste seu livro, o simbolismo da consoada vai para além do clã familiar, e do ameno recolhimento que a noite protege: e o amor e a solidariedade saem para a rua, melhor dizendo, para a realidade cinzenta e fria.

A trama tem, assim, como fio condutor o amor que, por vezes, se eleva na sua sublime tecedura ficcional, ao nível dos melhores e mais fortes ideais.

Seguindo os passos e os temores das personagens de José Casanova, somos também enlevados pelos aromas tradicionais das refeições natalícias, onde, com minúcia e desvelo, os pormenores da sua feitura não são deixados ao acaso. Visitamos a Lisboa baça dos anos sessenta e convivemos com personagens características desses tempos. Somos confrontados com gente insegura que sofre pela debilidade que não consegue ultrapassar, e também com aqueles cuja firmeza nos transmite o equilíbrio necessário para cumprir uma escala de valores que nos eleve.

As figuras criadas por Casanova transmitem-nos também uma profunda confiança no ser humano – que tantas vezes nos desilude – e porque jovens são as principais personagens é-lhes dado o lugar que lhes compete, o de continuadores desta epopeia sublime: a da construção de uma sociedade onde se viva com dignidade.

Este é, pois, um livro que se lê com entusiasmo e relê com emoção; ao oferecê-lo cumprimos um gesto de amizade e tecemos um fio de cumplicidade e amor.

Cid Simões
 (crónica lida na Rádio Baía)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Como se nada tivesse acontecido

Nas eleições autárquicas que tiveram lugar dia 10 de dezembro na Venezuela, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e o Gran Polo Patriótico Simón Bolívar (GPP) conquistaram 305 das 335 câmaras em disputa.

Claro que a nossa media, com especial destaque para a televisão, andava tão distraída que de nada se apercebeu ou talvez tivesse esgotado a lama que lançou sobre a Venezuela ainda não há muito tempo.
Mas o resultado foi este, e o seu silêncio velhaco não apaga a realidade.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE de...


Oferecer livros pelo Natal ou no mínimo sugerir a compra de obras que nos esclareçam e elevem.

Conhecer como e quem nos assassinou o 25deAbril que construímos e vivemos tão intensamente, é dever de todos os que por ele lutaram e jamais esquecerão.
RIBEIRO CARDOSO
Com a honestidade própria de um Grande profissional, mostra-nos as vítimas e os seus algozes, as armas do crime premeditado e executado a sangue-frio por um trio de canalhas do PS-MRPP-PSD.

Não há inocentes neste assalto aos “media estatizados”, há vítimas e carrascos.