quinta-feira, 28 de abril de 2011

Maio maduro Maio...

«Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.»

zeca Afonso

A CAMINHADA É LONGA

Cansados, há os que blasfemam quanto ao caminho pedregoso que têm trilhado, não vislumbrando saída que leve à concretização dos seus sonhos; desiludidos, baixam a guarda, sentam-se remoendo uma cólera seca, inócua como a pólvora que também assim se designa.

Gostavam alguns que, depois de terem entoado belas canções, os que detinham o poder deixassem os seus obscenos privilégios e mui respeitosamente entregassem o fruto do saque, desculpando-se pelos crimes cometidos e zarpassem para não mais voltar; não pensaram tão-pouco que ao se retirarem para longínquas paragens, instalando-se em mansões-trincheira, deixariam os seus peões, valetes e trunfos a cantarem connosco que “o povo unido jamais será vencido” para que, matreiros, minassem o futuro da fraternidade desejada.

Os que supuseram que seria possível o avanço sem paragens ou recuos e consequentes sofrimentos têm sido idealistas no mais negativo sentido do termo e, porque sem ideal, confundem os seus desejos com a realidade.

Entretanto, embora enfraquecido, o 25 de Abril foi criando os seus anticorpos nas consciências que todos os dias se reforçam, a nível individual e colectivo; são as greves constantes raramente publicitadas, manifestações localizadas de pequenos grupos, reivindicando o direito à saúde, exigindo os salários em atraso ou lutando contra os despedimentos ou, ainda, impedindo o roubo das máquinas indispensáveis ao seu ganha-pão. E destas lutas, aparentemente isoladas, tecem-se movimentos de massas que atingem o seu clímax em manifestações, a nível nacional, como jamais haviam sido vistas e, cuja meta e referências continuam a ser “as portas que Abril abriu”.

O 25 de Abril é semente que se renova a cada instante, a esperança que a todo o momento renasce; só os que perdem a coragem e com ela o sentido do futuro se insurgem contra os jovens, tomando-os como alvo das suas frustrações e desaires. E porque pela incapacidade que manifestam em continuar a caminhada deixaram de ter confiança em si próprios. Os cépticos vilipendiam as gerações vindouras.

A realidade vivida e sofrida pela esmagadora maioria dos assalariados, laborando a vários níveis de competência, é em si mesma o potencial testemunho de que as novas gerações tomarão forçosamente em mãos as rédeas do seu futuro, rompendo caminhos que não podemos prever.

Os desiludidos não compreenderam que o 25 de Abril não foi meta, mas caminhada (por trilhos minados de ciladas); recusam-se a compreender que a liberdade não será nunca um elemento estático; ela, liberdade, é a dinâmica da própria sociedade, a energia e o motor das mutações históricas.

Há que estar atento, porque como escreve Isabel Rauber “Não existe um todo predeterminado final, a que tenhamos de “chegar”, nem um tempo e um caminho já fixados para isso; vai sendo delineado entre os diversos actores populares com a sua participação, os seus ritmos e os seus tempos.”

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os 4 presidentes do apocalipse


Estes 4 cavaleiros do apocalipse, esbatendo alguma diferença política que por ventura tivesse existido, apelam ao consenso alargado e unidade a caminho do abismo. E para os seus porta-vozes “o país caio na armadilha da divida.”

Não foram os que propuseram e aprovaram a entrada de Portugal na “União” Europeia; abençoaram a PAC (Política Agrícola Comum); alienaram a preço de saldo o nosso património; apoiaram os banqueiros que continuam a venerar e que nada têm a ver com a armadilha.

O anfitrião, a cavacal figura e primeiro cavaleiro, estendeu a armadilha aos outros três comparsas que se exibiram como prima-donas representando a farsa por ele desejada.

«Portugal "tem hoje elites como nunca teve no passado" e isso vai permitir-lhe ultrapassar a crise. Para Soares, o “demagogo”, a solução está nas elites.

Eanes, "a crise vai castigar os portugueses durante muitos anos". Assim sendo ou se assim fosse os que vivem à tripa-forra não são portugueses.

Esta crise "exige resistência, experiência, determinação, coragem e sensatez" e "todos têm um papel a desempenhar", enfatizou Sampaio. É exigir muito de uma só vez: “resistência, experiência, determinação, coragem e sensatez”. No afã de agradar o senhor Sampaio excedeu-se.»

«O que é mais impressionante, ou talvez assustador, é que os quatro cavaleiros do apocalipse são apenas “precursores” de julgamentos ainda piores que virão mais tarde durante a Tribulação (Apocalipse capítulos 8-9 e 16).»

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O 1º de todos os nossos dias

(escultura de Jorge Pé-Curto)

1º de MAIO

«Aqueles que não se mexem não reparam nos seus grilhões.»

Rosa Luxemburgo


1º de MAIO

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Esta é a hora de tomarmos a rua


“é a hora”

Esta não é hora de lamentos

a história não se compadece com recriminações

rezas ou blasfémias

a história não se refaz nem se rectifica

indica-nos caminhos

o tempo e o espaço

e recorda ciladas e traições


Esta não é hora de esperarmos sentados

os dias que se avizinham têm marca de classe

apresentam-se sombrios enxovalhados

impróprios à nossa condição

não esquecendo o passado e sofrendo o presente

sabemos projectar o futuro

com capacidade emoção e perseverança


Esta é a hora de tomarmos a rua

entrincheirados defender AbrilMaio

matriz última da nossa liberdade

É a hora!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

OS LOBOS


Ouvimos-lhes o uivar antes de se lançarem ao assalto e, esse grito acutilante além de preconizar mau agouro cria mal-estar mesmo aos precavidos ou de estrutura psíquica de bom porte.

A primeira reacção é a de nos aquartelarmos cerrando bem as portas e aguardar que as feras se retirem. Se colocados à defesa a alcateia movimenta-se à-vontade, apodera-se do espaço e reforça o cerco porque nos sentem prisioneiros.




Os lobos escolhem as presas que, vítimas serão, caso se acobardem e não passarem ao ataque.

Choramingar nada adianta. Lastimarmo-nos é rio sem água porque a força está na corrente. Só sendo caudal os lobos levantam o cerco.

domingo, 17 de abril de 2011

OPÇÃO

Os gangsters já estão entrincheirados no

Ministério das Finanças!

Pode optar por lhes fazer frente ou ir à bruxa.

Deixo-vos os endereços.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

E não há pão e não há queijo e não há vinho


Camaradas, vamos à luta!


Muita atenção!

O Ministério das Finanças é um local mal frequentado

***

Deixai os doidos governar entre comparsas!

 
Deixai os doidos governar entre comparsas!
Deixai-os declamar dos seus balcões
Sobre as praças desertas!
Deixai as frases odiosas que eles disserem,
Como morcegos à luz do Sol,
Atónitas baterem de parede em parede,
Até morrerem no ar
Que as não ouviu
Nem percutiu
À distância da multidão que partiu!
Deixai-os gritar pelos salões vazios,
Eles, os portentosos mais que os mares,
Eles, os caudalosos mais que os rios,
O medo de estar sós
Entre os milhares
De esgares
Reflectidos dos colossais
Cristais
Hílares
Que a sua grandeza lhes sonhou!
 
Reinaldo Ferreira
 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os verdadeiros " Sopranos" superam os de ficção


Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo


Os “técnicos” do FMI, guarda avançada ‘dos Sopranos’, já chegaram com a factura e a crer num jornal de economia vão-nos cobrar só pela caridosa e singular “ajuda” cerca de 1580 milhões de euros (mil quinhentos e oitenta milhões).

«A operação de resgate financeiro a Portugal dará um lucro aproximado de 520 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e de 1060 milhões aos países europeus.»

A realidade supera ‘os Sopranos’ de ficção.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os 47 magníficos


"Um Compromisso Nacional"

O filme chegou atrasado para o Festival.

o Fantasporto foi em Março

No entanto, dada a qualidade dos interpretes o filme será exibido extra programa no “baile dos vampiros” e a apresentação está a cargo de Freitas do Amaral especialista neste género de espectáculos. O apresentador declarou à Lusa que «Um Compromisso Nacional» é um apelo ao juízo, “que temos de ter juízo» e «não podemos cair em jogadas políticas». Enfatizou.

Teceu rasgados elogios ao elenco constituído por actores com provas dadas em fitas de estarrecer. Excluindo um ou dois figurantes, os restantes artistas elaboram argumentos, representam e dirigem filmes com personagens medonhas que incarnam gangsters no reino da máfia. Como encenador e verdadeiro artista sempre disposto a mudar o guião. Há um, um só. Só um!

"Um Compromisso Nacional"

Ou

Os 47 magníficos

Adriano Moreira - Alexandre Soares dos Santos - Álvaro Siza Vieira
António Barreto - António Gomes de Pinho - António Lobo Antunes
António Lobo Xavier - António Nóvoa - António Ramalho Eanes
António Rendas - António Vitorino - Artur Santos Silva
Belmiro de Azevedo - Boaventura Sousa Santos - Daniel Proença de Carvalho
Diogo Freitas do Amaral - Eduardo Lourenço - Eduardo Souto Moura
Emílio Rui Vilar - Fernando Seabra Santos - Francisco Pinto Balsemão
Isabel Rodrigues Lopes - João Gabriel Silva - João Lobo Antunes
Joaquim Gomes Canotilho - Jorge Sampaio - José Carlos Marques dos Santos
José Carlos Vasconcelos - José Pacheco Pereira - José Pena do Amaral
José Silva Lopes - Júlio Pomar - Júlio Resende - Leonor Beleza - Luís Portel
Manoel de Oliveira - Manuel Braga da Cruz - D. Manuel Clemente
Manuel Sobrinho Simões - Maria de Sousa - Maria Fernanda Mota Pinto
Maria João Rodrigues - Mário Soares - Miguel Veiga - Rui Alarcão - Teresa de Sousa.





sexta-feira, 8 de abril de 2011

SOCORRO!

A AJUDA

os bons corações sempre disponíveis para socorrer qualquer desvalido se disporiam a tão rapidamente nos estender a mão.

Estamos seguros pelas garras do prestimoso salvador e reféns de toda a sua bondade.

O vocábulo ajuda repetido à exaustão tornou-se num zumbido de enlouquecer.

O forte e amplo abraço da Ajuda sufoca e manieta-nos a liberdade.

A Ajuda guia-nos os passos e estabelece prioridades e comportamentos.

Se não venerarmos a misericordiosa Ajuda e, não aceitarmos de boa vontade os seus ditames, estamos sujeitos à metralha de impropérios lançados pelos seus adoradores.

A AJUDA, tal como a NATO, é imposta para nos libertar da miséria.

A AJUDA, com esta ajuda de choque, vai causar muitas vítimas mas os que sobreviverem mais tarde atingirão a felicidade plena.

Repudio a má educação e a vulgaridade não está nos meus hábitos, creio no entanto que é forçoso e urgente correr com estes filhos-da-puta.

No mínimo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

La commedia é finita!


La commedia é fnita





O espectáculo circense foi bem encenado e os farsantes de pacotilha seguiram à risca o guião.

- Lutas de esgrima com floretes de papel.

- Lutas verbais com palavras iguais.

- Desacordo anteriormente acordado.

- Repudio do alegremente aceite.

E assim nos foi imposta a AJUDA.

AJUDA! Purgante que nos fará andar de calças na mão até à total desidratação.

PS e PSD, os cães de fila da banca, já admitem mais AJUDA para depois das eleições.

Em manchete nos jornais:

«BANCA RESPIRA DE ALÍVIO»

E NÓS?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A mão que segura a trela

«O esquema especulativo montado pela UE e pelo BCE para enriquecer a banca à custa dos contribuintes, das famílias, e do Estado português é o seguinte: a banca empresta às famílias, às empresas e ao Estado português cobrando taxas de juro que variam entre 5% e 12%, ou mesmo mais, depois pega nessa divida, titularizando-a, e vende-a ao BCE obtendo empréstimos a uma taxa de juros de apenas 1%.» Eugénio Rosa.

Os Governos andam à trela da Banca, e não esquecendo o cão que nos morde, devemos-nos insurgir contra quem o atiça.

Se qualquer português em seu perfeito juízo conhecesse e tomasse consciência de como está a ser esbulhado e quem do esbulho se apropria, as próximas manifestações seriam encaminhadas para as sedes dos grandes bancos.

É lá que se encontram os banksters. Os governantes são os seus homens de palha, títeres descartáveis que tanto lhes faz que se chamem Soares, Passos, Josés ou Antónios.

«Com o endividamento do país ganharam os banqueiros, a quem o Estado limpou prejuízos (como no BPP e no BPN) e adiantou garantias, transformando dívida privada em dívida pública, distribuindo depois os respectivos sacrifícios pelos trabalhadores e o povo.» Jerónimo de Sousa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A lógica do absurdo

"O senhor derrapou na lama saída do pára-brisas?..."

TÃO SUJO!...

Expressando-se correctamente, rigor no gesto e na sintaxe, o automobilista relatava o acidente, procurando justificar as razões que o determinaram.

Foi simples, afirmou: "Rolava à velocidade regulamentar, injectei água no pára-brisas, pus a funcionar as escovas, mas o vidro estava tão sujo, tão sujo, tão sujo que derrapei na lama que dele se soltou."

O polícia observou-o atentamente e entregou-lhe o "balão", o homem soprou... e nada.

"O senhor derrapou na lama saída do pára-brisas?..." Interrogou pausadamente o guarda. O sujeito, com grande aprumo confirmou: isso mesmo... o vidro estava muito, muito sujo.

O agente foi buscar outro "balão" e o resultado foi igualmente negativo.

Acompanhei o diálogo, apreciei o modo correcto e convicto do automobilista e sorri à expressão atónita do GNR.

Tudo se passava com grande compostura como mandam as boas regras de civilidade.

Vivemos num mundo de faz-de-conta, razão pela qual episódios como este não nos deveriam surpreender.

Sem nada dizer, bloqueado pela singular situação que o ultrapassava, o oficial de trânsito olhou-me com a expressão de quem pede socorro, levando-me a encetar o nosso também estranho diálogo:

- Se nos defrontamos diariamente com o absurdo, não sei por que razão não o admitimos, do mesmo modo e com o mesmo à-vontade com que lidamos com a lógica, definindo-lhe regras, dado que o absurdo é já uma constante no nosso dia-a-dia.

- Mas isso seria um paradoxo, retorquiu o polícia ainda mais confuso. Se o absurdo tivesse regras deixava de ser um contra-senso e morria a lógica.

- O senhor não reparou, respondi-lhe, que é justamente isso que está acontecendo: matar a lógica promovendo o seu contrário!

- Repare nesta recente notícia: “Merkel afirmou que Portugal está a financiar-se no mercado a mais de 7 por cento para emprestar à Irlanda a 5,8 por cento.”

“Na Região Autónoma dos Açores foram abatidos dez mil vitelos, por imposição da União Europeia e, entretanto, a “sopa dos pobres” é cada vez mais concorrida porque a miséria alastra como mancha de óleo.”

“Na área da cultura o Estado pagou 209 mil euros a um grupo de trabalho que só fez uma reunião, mas esse mesmo Estado prepara-se para nos gamar parte do 13º mês”

O guarda sentou-se no guarda-lamas do carro sem nada dizer, e o automobilista sorridente, com um aceno de assentimento, pedia-me para continuar.

- Está vendo a lógica a definhar-se, senhor guarda?

O automobilista descontrolado de alegria aplaudia, pedindo-me para continuar. Deliro com a loucura, gosto dos lunáticos e a canalhice exalta-me. Continue, continue! Implora-me o condutor.

- Em Peniche um jovem de 22 anos foi preso por ter pintado um graffito e condenado a 69 dias de prisão por não ter pago a multa de 312 euros. Entretanto os escroques que têm delapidado o erário em milhares de milhões vêem os seus crimes prescritos ou prestes a prescrever e continuam a rapina.

"As 100 famílias mais poderosas de Portugal continuam a aumentar os seus rendimentos. E o desemprego que arrasta consigo a angústia e a fome também não pára de aumentar.”

Titubeante, o polícia agarrou no "balão", soprou e concluiu que tudo estava normal.

O motorista, numa atitude de agradecimento, ofereceu-me um cartão com a seguinte máxima:

"O desemprego é um estado psicológico do trabalhador"

(Set./93) Silva Peneda).

Tão sujos! Tão asquerosamente sujos! Não é?

"o FMI não é um bicho-papão"



Recordando que enquanto primeiro-ministro recorreu duas vezes ao FMI, adiantou que “não se pode fazer do FMI um bicho-papão, e disse ainda o insigne conferencista, não ter muito medo do FMI (Lusa).

Podemos facilmente concluir que o ex-primeiro-ministro e ex- muitas outras coisas tem uma antiga e amistosa relação com o FMI e que os resultados da ajuda dessa benemérita agência funerária estão à vista.

Num ciclo de conferências promovido pela Câmara Municipal do Porto, o insigne arengueiro teve momentos absolutamente brilhantes.

Salientou que a Europa abandonou “completamente os princípios europeus” e que “hoje quem manda é a senhora Merkel e um pouco o senhor Sarkozy”. O manhoso não especifica quais são esses “princípios” nem nos diz quem manda no par Merkel/Sarkozy.

Aconselhou que até 5 de Junho se evitem “os grandes conflitos partidários e interpartidários”. Esclareceu que a crise portuguesa é importada “à qual se juntou agora esta crise política infeliz”.

É um desconforto ouvir os papagaios “falar”. Que infelicidade!...








sábado, 2 de abril de 2011

Jovens em luta

Milhares de jovens exigiram trabalho e direitos na manifestação da Interjovem - CGTP/IN


Hoje, sábado dia 2, percorri de fio a pavio o jornal do super-merceeiro Belmiro na esperança de encontrar uma breve referência à manifestação que incorporou milhares de jovens.

1ª página de o "Público
"Aos sábados, mil homens vão ao maior bordel da Europa"

ainda na área da prostituição, desta vez económica
"BCE garante empréstimos ao sector bancário irlandês"

e para que não nos esqueçamos de festejar
"1º casamento gay foi há dez anos"

Os Belmiros não nos facilitam a vida mas também não conseguem travar o descontentamento que cada vez mais se radicaliza.



E... a luta vai continuar. Não há outro caminho!