segunda-feira, 15 de junho de 2026

Heróis pós-modernos são sempre nazis

 15 de junho de 2026

Uma alemã que perdeu a vida na Guerra da Ucrânia há mais de dois anos, Savita Wagner, foi homenageada com duas exposições em Bonn, e a estação de Arte-tv transmitiu um documentário sobre sua vida: “Um Anjo Alemão”. Ela é uma heroína num país onde os mitos trazem memórias muito ruins.

Na Alemanha, os heróis pós-modernos não vêm da guerra, mas dos serviços civis, como os bombeiros. É por isso que Wagner foi apresentado salvando vidas nos serviços paramédicos do exército ucraniano. Mas as fotos não a mostram com uma bata branca, mas com uma metralhadora e o pavilhão de tridentes que os nazis usam.

Ela foi uma mercenária treinada no Batalhão de Karpatska, um grupo paramilitar fundado em 2014 para esmagar a população civil do Donbas.

Em 25 de outubro de 2018, uma resolução do Parlamento Europeu condenou os ataques do Batalhão a ciganos, bem como a manifestantes antifascistas, reuniões municipais, um evento organizado pela Anistia Internacional, exposições de arte, atividades LGBT e de mulheres.

Karpatska também organizou uma conferência de organizações nazis do leste e centro da Europa, na qual participaram membros da Polónia, Sérvia, Hungria, Finlândia e Rússia. Era parte do partido nazi Svoboda e agora faz parte do Terceiro Corpo do exército ucraniano.

O caso de Wagner mostra que na Europa vivemos em um tempo igual ao anterior: os europeus consideram os nazis como heróis.

E ficam surpresos quando falam sobre o “boom da extrema-direita”.

O que esperam?

 

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