quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O BEIJO


Mesmo acelerando o ritmo, torna-se impossível beijar todos os cidadãos até ao fim do mandato. Há que ser seletivo, razão pela qual o senhor PR se escusou a receber as trabalhadoras da “Triumph” que havia convidado a Belém. Era fatal!
 
O PR ainda não depositou o seu ósculo em toda a realeza, muitos bispos aguardam ainda a saliva presidencial e, beijar uma operária que ficou sem emprego, não é o mesmo que beijar a turista que lhe pediu uma selfie.

Acabou a festa. Pode servir o almoço aos sem-abrigo na cantina ou na tasca, que logo encontrará à porta, os trabalhadores dos CTT ou os enfermeiros reivindicando mais seringas.
Cerca de quinhentos trabalhadores foram lançados na vala-comum do desemprego, quase tantos como os habitantes das aldeias atingidas pelos fogos. É uma calamidade diferente, a que o senhor PR já se habitou desde pequenino, é um sofrimento que destrói queimando lentamente.

3 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

o coiso não dá beijo sem nó...

(excelente post)

José Corvo disse...

São reis, bispos e padres, são velhos e crianças mas trabalhadores é que não é lá muito o seu jeito de beijar. Muito menos sindicalistas, credo, dirá..

José Corvo disse...

São reis, bispos e padres, são velhos e crianças mas trabalhadores é que não é lá muito o seu jeito de beijar. Muito menos sindicalistas, credo, dirá..