Com a pós-guerra do Irão, estamos no final de uma era, não por um declínio, mas por uma mudança abrupta
O férreo controle de Trump sobre petróleo, tarifas e tecnologia foi-lhe contraproducente, forjando uma nova era de economias auto-suficientes e confrontos geracionais.
Publicado por Octubre
Alastair Crooke (AP) — O professor Michael Hudson, num debate recente, discorda daqueles que falam hoje do “declínio da hegemonia americana”. Um declínio implica que algo sobe e desce, diz Hudson, mas sempre se recupera. “Mas estatisticamente isso nunca aconteceu como um ciclo... Não há declínio, é um colapso.”
Estamos presenciando o fim de uma era, não um declínio, mas uma mudança abrupta. E essa mudança não vem do exterior: o fim do poder americano não foi a consequência de nenhuma guerra estrangeira ou qualquer outra guerra contra a hegemonia americana. O fim veio dos próprios Estados Unidos, ao intentar contrapor os seus interesses como potência hegemónico aos de todos os outros países.
Paradoxalmente, o professor Hudson disse:
Cada medida adotada para evitar o “declínio” os Estados Unidos converteu-se num mecanismo que o propícia. Os Estados Unidos entraram numa guerra para reafirmar seu domínio, e provaram que já não o possuem... Exerceu quarenta anos de pressão máxima para dobrar o Irão, e, em vez disso, forjou o adversário que agora enfrenta o domínio americano. (...)
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