quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Porta-voz dos Gorilas

Enquanto que os gorilas (que me desculpem os verdadeiros gorilas) prendem e assassinam o povo que luta pelo regresso do presidente que democraticamente escolheu, o "Público" manifesta as preocupações da direita mais revanchista:
«O Presidente brasileiro Lula da Silva está a ser criticado por permitir ao Presidente deposto das Honduras, Manuel Zelaya, permanecer na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. O senador brasileiro Eduardo Azeredo disse que isso enfraquece a posição e a imagem do Brasl".

Uma outra coisa chamada "I" levanta a questão hondurenha em fundo de página.

O "esquerdista" Zelaya; foi deste modo que a Antena2, sempre de bisturi afiado para tudo o que cheire a progressista, se referiu ao Presidente das Honduras, homem eleito pela direita e que deseja unicamente minorar o sofrimento do seu povo.

Dançam todos ao ritmo imposto por Obama. O tal das grandes esperanças.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Solidários com o povo Irlandês - NO means NO

O NÃO Irlandês é o NÃO de todos os europeus a quem negaram o direito de se expressar

NÃO significa NÃO - NO MEANS NO!

Os lobos atacam em matilha a vitima indefesa

Caros amigos e apoiantes

Estamos a contactá-lo de novo por ter assinado no ano passado a petição «Os amigos da Irlanda votam não por mim».

Infelizmente, o governo irlandês e a UE não respeitaram o voto irlandês contra o tratado de Lisboa. Em vez disso, o povo irlandês tem que votar de novo «da maneira certa», agora no dia 2 de Outubro de 2009.

Para convencer o eleitorado irlandês a votar SIM, o seu próprio governo e o Conselho Europeu fizeram promessaslegalmente não vinculativas – em relação à neutralidade, ao seu próprio comissário europeu, à lei fiscal e ao aborto. Contudo, eles vão votar uma segunda vez, tal como antes, exactamente o mesmo tratado.

Na nossa opinião, é tão andidemocrático o eleitorado votar duas vezes sobre o mesmo assunto como o é o facto de se terem pura e simplesmente ignorado os três anteriores plebiscitos.

É por isso que lançámos uma nova campanha na Internet para uma Europa pacífica, social, ecológica e democrática.

http://www.no-means-no.eu

Por favor visite o nosso sítio na Internet, assine a nova petição e espalhe a informação! Ajude-nos a parar este tratado antidemocrático!

Em anexo encontrará um web banner que pode ser usado livremente para promover a nossa campanha. Mais uma vez obrigado pelo seu apoio!

Atentamente,

Paula Polak, Christian Felber E Stephan Siber

NO MEANS NO! (NÃO QUER DIZER NÃO)

http://www.no-means-no.eu

NO MEANS NO! Yes to Europe! No to the Lisbon Treaty!

Dear friends & supporters,

We get in touch with you again because you signed the petition “Irish friends vote no for me” last year.

Unfortunately, the Irish government and the EU did not respect the Irish vote against the Lisbon treaty. Instead, the Irish people should vote again “in the right way” now on October 2nd 2009.

In order to convince the Irish electorate to vote yes, their own government and the EU Council have made – legally non-binding – promises regarding neutrality, their own EU commissioner, tax law and abortion. However, they will be voting a second time on exactly the same treaty as before.

In our view, it is just as undemocratic to have an electorate vote on the same issue twice as it is to simply ignore the three previous plebiscites.

That’s why we launched a new campaign website for a peaceful, social, ecological and democratic Europe:

http://www.no-means-no.eu

Please, have a look at our website, sign the new petition and spread the info! Help us to stop this undemocratic treaty!

Attached you’ll find a web banner which can be freely used to promote our campaign. Thanks again for your support!

Yours faithfully,

Paula Polak, Christian Felber & Stephan Siber

NO MEANS NO!

http://www.no-means-no.eu

sábado, 26 de setembro de 2009

Viram por aí o Obama?

O chamado "mundo livre" não sabe como se livrar do Presidente Zelaya

as "democracias" ocidentais assistem à repressão sobre o povo hondurenho

do poderoso Brasil com a embaixada cercada, atacada com gases e com água e electricidade cortadas não se conhecem posições firmes nem frouxas

e o tal Obama das grandes esperanças diz que sim mas que também


Entretanto o POVO luta e morre!

Sempre o POVO motor da História.

Esta coisa não é um jornal

e como tal os seus assalariados não são jornalistas


é urgente que se crie o sindicato dos escribas

indivíduos que colocam a cima da sua dignidade a sobrevivência

"Metro" despede quando lhe dá na bolha

e os escribas não se alimentam de dignidade

mas que não se nos apresentem como jornalistas.

A propósito 37,5 do PS e 17,5 do BÉ chegam perfeitamente para formar governo.

Que coincidência tão bem medida pelo "Metro "

E já agora que tal o girassol?

É lindo não é?

Este mimo rapinei-o a António Finha

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sondagens

Eu, sondador, me confesso!

No comboio descendente

Vinha tudo à gargalhada.

Uns por verem rir os outros

E outros sem ser por nada.

Fernando Pessoa

Sondando um sondador:

Por que é que sonda? - Porque me pagam.

Para quem sonda? – Para os que me pagam.

E se não lhe pagarem? – Não sondo.

O objectivo principal do sondador? – Agradar a quem lhe paga.

Qual o tipo de sonda que utiliza e que no seu entender é a mais eficiente? - O eurão ou cifrão, tanto faz.

O que aconteceria se os resultados das suas sondagens não agradassem a quem as encomenda? – Não me pagavam.

A votação para o PE não esteve de acordo com as projecções apresentadas. A quem imputar tal discrepância? – Aos que me pagaram; desejavam que os resultados eleitorais correspondessem ao produto que me encomendaram.

Mas, assim sendo, há alguma hipótese de que alguma vez as sondagens sejam credíveis? – Sim, para os que me pagam.

As sondagens são caras? – Para quem tem dinheiro para as encomendar, não.

A quem vende as sondagens? – A quem os resultados que apresento lhes agrade e melhor me pague.

Deste modo podemos concluir que há sondagens para todos os gostos. - Sim. Tenho sondagens por catálogo com preçário e possuo contactos telefónicos disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite para satisfazer encomendas urgentes.

Porque razão na própria noite em que se publicitavam os resultados eleitorais, e se denunciava o embuste que tinham sido as sondagens, nesse mesmo momento, nos estavam a infernizar com mais sondagens, agora referentes às legislativas? – Porque me pagaram.

As sondagens encomendadas têm objectivos político-partidários? - Nunca pergunto aos meus clientes qual o destino que pretendem dar aos produtos que lhes vendo. Sou um profissional muito discreto.

Os que foram matraqueados com os seus embustes vão estar disponíveis para acreditar nas próximas sondagens – Como não foram eles que nos pagaram esquecem rapidamente.

Portanto é tudo uma questão de dinheiro! – Claro. E não poderia ser de outro modo. É um negócio rentável, a clientela é segura e exigente mas muito restrita.

Mesmo antes da campanha pré-eleitoral dava ao BE quase 18% e a CDU não passava dos 7% confirmando-se nas unas que a diferença não foi além de um décimo. Não crê que por vezes vão longe de mais? – É meu dever agradar à clientela que me paga. Não contrario os bons clientes.

Será que as sondagens não passam de palpites como diria a minha tia e os sondadores pregoeiros pouco recomendáveis? - Não respondo a provocações.

Quando será que deixarão de lhe encomendar sondagens? – Quando vivermos em democracia.

E quando é que isso acontecerá? – Quando deixar de haver sondagens.

Estamos esclarecidos.

Honni soit qui mal y pense!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tudo como dantes...

esta targeta tem mais de 30 anos - 1976 - 1977 -1978 ?

Eles sempre foram assim!...

São os homens de palha do grande capital

com siglas diferentes

uma ajuda para os amnésicos e um alerta para os parvos

...Quartel General em Abrantes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Jornais antigos e manhas de sempre


O cavalheiro nestes últimos tempos apareceu com um discurso de esquerda e alguns ingénuos até se esforçaram por acreditar.
Mas no momento preciso surge-nos tal qual é abraçando o neoliberalismo na pessoa de Sócrates.

Em 1975 em entrevista ao Le Monde afirmou:
"A social-democracia não é possível em Portugal"

e perorou que a verdadeira questão estava em saber como organizar a transição para o socialismo.

Concluindo-se que continua a ser o mais ardiloso dos políticos desde sempre e que Maquiavel não desdenharia.

Sim! Escrevi Maquiavel.

Tenho o resto da entrevista para o confirmar.


sábado, 19 de setembro de 2009

Sondagens ou a trapaça


Ilustração que não resisti em surripiar a Fernando Campos cujo trabalho muito admiro.


“A utilização sistemática das sondagens e a sua retoma pelos grandes medias intimidam as pessoas, culpabilizando-as de não pensarem “como deve ser”. O debate é escamoteado e a democracia desfigurada.”

E Emmanuel Souchier et Yves Jeanneret continuam:

“O uso selvagem das sondagens esvaziou o debate político, eclipsou os programas, dissolveu a fidelidade, baniu a vontade. Entretanto o homem político orienta as suas escolhas e inflecte a sua acção em função dos gráficos de popularidade. A opinião reinante é legitimada sob a capa da ciência.”

E os dois jornalistas interrogam-se:

“A democracia pode satisfazer-se com esta demagogia tecnocrática?”.

Mais seguro que o controlo dos comportamentos é a droga doce: “A “repetição” da sondagem “estabelece a tirania” e esvazia a vida política dos seus compostos essenciais”.

E concluindo uma análise impossível de sintetizar:

Tornada mediamétrica, a democracia deverá fatalmente tornar-se numa mediocracia?”.

Noutra recente publicação “Élections et Télévision” um grupo de especialistas coloca e responde a estas questões: Como é que no decurso de uma campanha eleitoral se articulam três temíveis técnicas de manipulação: televisão, sondagens e publicidade, e qual o papel que desempenha o dinheiro neste triunvirato?”.

Sondagens, antolhos para o nosso descontentamento, chocas para conduzirem a nossa raiva ao abate, diluente do espírito crítico que se esvai.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

a cobertura da campanha


importante é subir

A cobertura da campanha

O apoio de Belmiro a Louça é uma realidade impossível de escamotear. No Público de 18/9 a cobertura dada ao seu guru é de arminho. Uma fotografia de 10X14,5 centímetros com a sigla do Bloco nos dois terços da página que lhe dedica.

Como provocação, quase que em rodapé uma minúscula fotografia do Jerónimo de Sousa com 2,4X2,7 centímetros tapada por dois microfones a ilustrar um texto proporcional à foto.

Para o BE cobertura de arminho, para a CDU um lençol esburacado.

É a democracia imposta pelo grande capital que nunca se engana nas apostas que faz.


NUNCA!