domingo, 12 de abril de 2015

Escravocracia


As maiores fortunas nacionais têm origem no comércio de escravos ou dos rendimentos obtidos com base na escravatura. Os assalariados são mão-de-obra inquieta, por vezes reivindicativa e contestatária, há que puni-los e levá-los ao redil. E uma vez disciplinados pô-los à venda no mercado a preços atrativos, denominando-os de “peça” como era conhecido pelos negreiros. Uns são exportados para venderem a sua força de trabalho no estrangeiro, os que ficam só conseguem sobreviver se ao patronato for dada rédea-livre para fugir a encargos fiscais, aos “altos custos do fator trabalho”. As despesas do Estado ficam por nossa conta.
“Nós temos de conseguir ser mais atrativos para o investimento, não apenas no que respeita à fiscalidade sobre o rendimento das empresas, mas também no que respeita ao custo do trabalho para as empresas. E estou convencido de que conseguiremos com a União Europeia concretizar esta reforma nos próximos anos, de modo a atrair mais empregabilidade, por atrairmos mais investimento também.” Passos Coelho

Não podemos esperar que sem luta nos concedam a carta de alforria ou que a ‘Praças de Jorna”(aqui) caia por si.

1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Cada qual
com seu engenho
e arte
e tempo
lute

que boas armas
são tuas palavras