Belmiro de Azevedo alterna com Amorim o primeirolugar na classificação dos homensmaisricos de Portugal.
Francisco Louçã é o políticoque diz lutarcontra a direita e o grandecapital e o “único”, segundo afirma, quecombate o PartidoSocialista.
O grupo SONAE do Belmiro e proprietário de “ O Público”, muitonaturalmente, veicula e defende os seusinteresses.
O Louçã, sempresádicoparacom o Belmiro, morde-lhe nas canelasassimque o apanha a jeito.
O Belmiro, masoquista, promove-o como se de filho se tratasse.
Domingo abriu a campanhapara as legislativas e na 2ª-feira o seumatutino de “referência”, comchamada na primeirapágina, concede ao PS e PSD – paraeletanto faz – a segunda, terceira e quartapáginas.
Na páginaseguinte, uma grandefotografia do Louçã, bem escolhida para o efeito, na jantarada do Pavilhão.
Na mesmapágina, quasequeemrodapé, aparece uma pequenafotografia do Jerónimo de Sousa tendo comofundo o céu e o Templo de Diana, não se fosse pensarque tinham láestadomais de seismilpessoas.
No mesmojornal e emartigos de opinião, PS/PSD/CDS/BE têm o mesmotratamento e a CDU ou PCP nem uma sóvezsão referidos.
Os que se denominam democratas e pluralistas, intelectualóides de meiatigela, aceitam e promovem estejogo viciado, e congratulam-se aplaudindo.
Porque a desonestidade é repelente tenho-lhes asco. Nãolhes quero mal.
Os papalvos acreditaram que com Obama as democracias seriam apoiadas e fortalecidas e o imperialismo ianque deixaria a sua secular agressividade e não mais assistiríamos a crimes como o das Honduras.
Os lorpas propalaram aos quatro (quatro ou quarenta) ventos que Obama poria fim aos crimes no Afeganistão no Iraque e em todo o mundo onde sua excelência o Tio Sam faz sentir a bota assassina e que iria retirar os milhares de marines das centenas de bases espalhadas por todo o mundo. Nas Honduras o apoio à sua marionete é já explícito.
O modo como nos divulgam as eleições no Afeganistão é um enxovalho à inteligência de quem lê, ouve ou vê o que os megafones made USA querem que saibamos. Os vendidos e todos os obanistas que em bicos de pés publicitaram o produto não nos dizem que até hoje nenhuma das mirífícas promessa foram cumpridas e que nalguns casos -- Afeganistão/Paquistão -- Bush não teria feito melhor.
Pedi-lhe a mão, entenda-se, pedi-lhe maisprecisamenteparalheanalisar as mãos. Tomei-as entre as minhas e, apetrechado dos cincosentidosquenos constroem, fui apreciando a melhorexpressão do que somos: As mãos -- lá “onde nascem os anjos” como no clímax de inspiração, as definiu o poeta.
Harmoniosas, de pele aveludada, flexíveis, masfirmes, possuindo carácter próprio, dir-se-iam concebidas num conúbio de deuses e acariciá-las eraumexcitanteexercício de prazer. Os grandesmestres de pinturaclássicanão as rejeitariam nas suasmaisbrilhantestelas; no extremo dos dedos, longos de formosura inebriante, o vocábulounha, pela agressividade que traduz, perdia sentidoemobratãofinamenteacabada de onde exalava o suaveodor de momentosrarosemque o olfacto se perde emdevaneios.
Que têm feito estas mãos? Quesegurançanos dão? O que poderemos esperar delas além da excitaçãoestéticaquenos produzem? Serãoassimcantadasporque, vivendo das mãos alheias, nada cultivam, nada constroem, não passando de puroornamento?
Serão estas as mãosquetanto preocupam os nossosgovernantes e que servem de pretextoparaarrastar, diariamente, a Ministra da Gripe a todos os canais televisivos?
Nosspots difundidos pelas ondas hertzianas, porcabooupela NET, semesquecer o audiovisual, o alarmechega a todos os lares: “Lavem bem as mãos!”. Especialistasemprocessos de lavagens a todos os níveis, médicos, conferencistas, politólogos (não sei a quepropósito, masestesespecialistasnunca faltam à chamada) economistas e os omnipresentes comentadores, todos, sem excepção, recomendam e ensinam como devemos procederparamanter as mãos limpinhas e esclarecem que está nesta medida higiénica a nossa salvação, como se fossemos umpovo de javardos e hidrófobos.
O quenão fica esclarecido, nem creio que haja paraalgunsinteresseemesclarecer, é a quetipo de “mãos sujas” se referem.
As do narcotraficante que usurpou a presidência da Colômbia e que, além de ter contraído o vírus porcino, tem as mãos sujas de sangue?
Ouqual a diferençaentre as mãos calejadas de umtrabalhador do campoou da oficina, mãosque respiram dignidade, e muitos hesitam emapertar, e as mãosreluzentes de unhas tratadas do traficante ou do banqueirousurário, ouainda do eclesiástico a quem beijam a mãoque absolve o poderoso e arrecada as dádivas dos necessitados.
As mãos impõem respeitopeloque constroem, construindo-nos. Umpovoque se respeite tem hábitos de higiene, não necessitando que, de cincoemcincominutos, os enxovalhem lembrando-lhes preceitoselementares.
Raramente as mãossão glorificadas paraque o trabalhadormanual, talcomo o designam, não ouse pensarque é o actor essencial na comunidade e lute paraexigir o lugarquelhe compete na sociedadeque, desdesempre, vem construindo.
Fazem-se conjecturassobre a gripeque, supostamente, atingirá dezporcento da população e toda a máquina governativa se perfila como se preparada estivesse para uma guerra. Entretanto, o exército de desempregados atinge os dezporcento e vai engrossando, diariamente, e no seuseiojá se instalou o vírus da misériaqueleva ao desmembramento familiar e arrasta os mais débeis ao suicídio.
Desemprego e miséria, vírusquenosflagela e quemina a sociedade, aparece-nos nas frias e enganadoras estatísticas e a vacinapara o combatervoga no campo das intenções, a longo prazo, e denomina-se: Hipocrisia!