sábado, 17 de janeiro de 2015

Quem semeia ventos, colhe charlies



A França da revolucionária “Comuna” ou da “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, é desde há muito, e infelizmente, um mito que a “Frente Popular” de modo efémero procurou reanimar.

A França de hoje é o substrato dos rendidos cobardemente ao nazismo e, pior ainda, do colaboracionismo despudorado, É a França de Diem Bien Phu, que seria útil não esquecerem ou a França na Argélia que estendeu o terror a Paris tingindo o rio Sena de sangue.

A França de hoje é a do genocídio em Ruanda, da destruição da Líbia, das tropas na Nigéria para se apoderar das imensas riquezas, é a França presente na criminosa agressão ao Afeganistão e ao Iraque «La France renforce son dispositif militaire en Irak avec trois Rafale», ou os negócios com o rei do regime mais terrorista do planeta «Arábia Saudita doa três bilhões de dólares ao Líbano para compra de armas a França».
A França desde há muito é a França do racismo e da xenofobia latentes em toda a sociedade o que justifica que “democraticamente” sejam eleitos farsantes como Sarkozy e Hollande, serpentes da mesma víbora.

É a França que envergonharia ilustres humanistas como Jean Jaurès, poetas como Louis Aragon e escritores que contribuíram para a nossa formação: Émile Zola, Romain Rolland, Roger Martin du Gard e tantos, tantos outros de que nos devemos orgulhar.

A grande encenação para arregimentar os espíritos ainda mais à direita prossegue insidiosamente.

Manter um povo sob terror é dominá-lo.

3 comentários:

José Augusto Nozes Pires disse...

Muito bom. bastaria acrescentar: a França de um partido comunista sem norte...

Graciete Rietsch disse...

A França que perdeu o seu PCF por adesão ao imperialismo capitalista.
Como gostava de ainda conseguir ver a França dos meus tempos.
Um abraço.

Graciete Rietsch disse...

Como gostava de ainda poder encontrar a França dos meus tempos!!!
Um abraço.