sábado, 24 de junho de 2017

A música de sempre

Tendo como exemplo ainda quente o que aconteceu em Pedrógão, depois da procura de culpados e promessas de medidas ‘inadiáveis’ e das ajudas que chegam tarde e a más horas, quando chegam, e mais inquéritos e comissões, depois de assentarem as cinzas tudo voltará às preocupações comuns.

A extensa área destruída ficará ao abandono, ninguém irá reconstruir os seus lares naquele deserto inóspito, só os eucalipteiros ficarão atentos, não se manifestam já, matreiros esperam a sua oportunidade e a complacência dos que encenam o pesar.

Entretanto, as estações do ano suceder-se-ão e a natureza cumprirá os seus ciclos renovando-se, o mato crescerá, matéria de combustão fácil, dentro de algum tempo o fogo fará a limpeza sazonal sem ou com menos vítimas.

Não se tem feito nada, absolutamente nada de estrutural, e, se nesses espaços passássemos a produzir mais leite e carne p. ex., Bruxelas estabeleceria quotas, preços, travões para o nosso desenvolvimento.

É isto, o resto é tudo conversa para boi dormir, como se diz no Brasil, onde o gangsterismo se manifesta de outro modo, mas com as mesmas consequências.
O mal-estar do povo

1 comentário:

Otto Solano disse...

O negócio dos fogos, ou a „Indústria dos Incȇndios“ ,que como toda e qualquer empresa capitalista tem como única finalidade o lucro, não respeita nem tem qualquer interesse pela vida humana, nem pelos prejuízos ecológicos que as suas actividades possam causar.