domingo, 11 de outubro de 2026

Dia 17 ‘O custo de vida e a luta de classes’

  

Dia 17 ‘O custo de vida e a luta de classes’

O Orça­mento do Estado para 2027 acaba de ser divul­gado, mas a con­vo­ca­tó­ria da CGTP para a mani­fes­ta­ção do pró­ximo sábado, dia 17, foi feita muito antes de serem conhe­ci­dos os gran­des (e peque­nos) núme­ros com que Por­tu­gal vai ser gerido no pró­ximo ciclo orça­men­tal. É como se a prin­ci­pal cen­tral sin­di­cal do país já adi­vi­nhasse que aquele docu­mento não iria tra­zer nada de muito novo ou apa­zi­gua­dor para um con­texto de subida gene­ra­li­zada dos pre­ços e, por arrasto, do custo de vida. E, assim, o des­con­ten­ta­mento vai sair à rua, atra­vés de um pro­testo naci­o­nal que con uirá para Lis­boa, Porto e Coim­bra. Há duas exi­gên­cias prin­ci­pais: uma revi­são sala­rial, atra­vés de um aumento salá­rio mínimo naci­o­nal para 1100 euros a par­tir de 1 de Janeiro de 2027; e aumen­tos gene­ra­li­za­dos para todos os tra­ba­lha­do­res de pelo menos 15% (com um mínimo de 150 euros). O pro­testo do pró­ximo sábado — no qual, cer­ta­mente, se fará ouvir o slo­gan “O custo de vida aumenta; e o povo não aguenta!” — é o cul­mi­nar de “um mês de mobi­li­za­ção” pro­mo­vido pela CGTP, desde 17 de Setem­bro, que envol­veu a orga­ni­za­ção de ple­ná­rios e outras acções sin­di­cais.


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Estamos entregues aos abutres

 

Os Fundos Abutres controlam cada vez mais o nosso direito ao conforto e à própria sobrevivência, submetem governos e o legislativo e sobem mais um patamar da opressão, o apodrecimento social excita-lhes os pérfidos instintos, o direito a um teto está nas garras e no adunco e afiado bico.

“Empresas ganham peso no arrendamento: já estão em mais de 20% dos novos contratos e cobram rendas mais altas”

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

História comum, memória comum

Monumento às partisanes soviéticas da Segunda Guerra Mundial inaugurado na França

 

História comum, memória comum: O destacamento das partisanes era composto por 37 jovens soviéticas que fugiram em 1944 do campo de trabalho forçado de Errouville, perto de Thil, para onde haviam sido levadas pelos nazis da região de Leningrado e da República Socialista Soviética da Bielorrússia para trabalhar nas minas de ferro da área. Após a fuga em Rhodine juntaram-se à Resistência Francesa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

"O maior inimigo da Europa é a UE...!"

  

O verdadeiro objetivo militar de uma possível guerra europeia é o “inimigo interno”

Na propaganda de guerra, aqueles que não estão alinhados com os projetos belicistas dos governos europeus são agentes russos. O Corriere della Sera não hesita em chamá-los de “quinta coluna”.

Há alguns meses o jornal italiano Corriere della Sera afirmou que “a guerra é vencida primeiro na frente interna”, ou seja, punindo aqueles dentro de seu próprio país, defendem a paz e lutam contra o rearmamento.

Na segunda-feira, outro editorial do mesmo jornal quase repetiu a manchete: “A guerra híbrida está entre nós”. Um dia antes havia publicado: “a guerra híbrida de Putin”.

Não há tanques, nem barulho de obuses, nem trincheiras, mas a repressão política está avançando todos os dias, criando inimigos, espiões e sabotadores a soldo de Moscovo. Sem calar os dissidentes mais próximos, é difícil embarcar em expedições distantes contra países terceiros.

Por sua vez, os meios de intoxicação foram definitivamente lançados em propaganda de guerra. Dá voz aos charlatães, aos “especialistas” e aos generais aposentados que se aborrecem longe do quartel.


Os intoxicadores estão nervosos porque a posição sobre a guerra pode fazer a diferença nos resultados das próximas eleições em vários países europeus, como a Itália, sem ir mais longe. Aqueles que se opõem ao financiamento da Ucrânia e seu aumento de guerra aumentam nas pesquisas. Governos, como o alemão, estão se tornando cada vez mais isolados e desacreditados. É por isso que uma das expressões mais difundidas é a da “instabilidade política”.

Na Europa, o gatilho mais importante da crise política não está fora, na Rússia, mas no interior. A política de guerra não tem apoio popular. Os governos estão cada vez mais se afastando da população e, como em Londres, caem um após o outro.

    23 de setembro de 2026