Ouvir até ao fim
https://youtu.be/7OluEUe6eyQ?si=K8VDlx0wdYxJCE71
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Com a pós-guerra do Irão, estamos no final de uma era, não por um declínio, mas por uma mudança abrupta
O férreo controle de Trump sobre petróleo, tarifas e tecnologia foi-lhe contraproducente, forjando uma nova era de economias auto-suficientes e confrontos geracionais.
Publicado por Octubre
Alastair Crooke (AP) — O professor Michael Hudson, num debate recente, discorda daqueles que falam hoje do “declínio da hegemonia americana”. Um declínio implica que algo sobe e desce, diz Hudson, mas sempre se recupera. “Mas estatisticamente isso nunca aconteceu como um ciclo... Não há declínio, é um colapso.”
Estamos presenciando o fim de uma era, não um declínio, mas uma mudança abrupta. E essa mudança não vem do exterior: o fim do poder americano não foi a consequência de nenhuma guerra estrangeira ou qualquer outra guerra contra a hegemonia americana. O fim veio dos próprios Estados Unidos, ao intentar contrapor os seus interesses como potência hegemónico aos de todos os outros países.
Paradoxalmente, o professor Hudson disse:
Cada medida adotada para evitar o “declínio” os Estados Unidos converteu-se num mecanismo que o propícia. Os Estados Unidos entraram numa guerra para reafirmar seu domínio, e provaram que já não o possuem... Exerceu quarenta anos de pressão máxima para dobrar o Irão, e, em vez disso, forjou o adversário que agora enfrenta o domínio americano. (...)
15 de junho de 2026
Uma alemã que perdeu a vida na Guerra da Ucrânia há mais de dois anos, Savita Wagner, foi homenageada com duas exposições em Bonn, e a estação de Arte-tv transmitiu um documentário sobre sua vida: “Um Anjo Alemão”. Ela é uma heroína num país onde os mitos trazem memórias muito ruins.
Na Alemanha, os heróis pós-modernos não vêm da guerra, mas dos serviços civis, como os bombeiros. É por isso que Wagner foi apresentado salvando vidas nos serviços paramédicos do exército ucraniano. Mas as fotos não a mostram com uma bata branca, mas com uma metralhadora e o pavilhão de tridentes que os nazis usam.
Ela foi uma mercenária treinada no Batalhão de Karpatska, um grupo paramilitar fundado em 2014 para esmagar a população civil do Donbas.
Em 25 de outubro de 2018, uma resolução do Parlamento Europeu condenou os ataques do Batalhão a ciganos, bem como a manifestantes antifascistas, reuniões municipais, um evento organizado pela Anistia Internacional, exposições de arte, atividades LGBT e de mulheres.
Karpatska também organizou uma conferência de organizações nazis do leste e centro da Europa, na qual participaram membros da Polónia, Sérvia, Hungria, Finlândia e Rússia. Era parte do partido nazi Svoboda e agora faz parte do Terceiro Corpo do exército ucraniano.
O caso de Wagner mostra que na Europa vivemos em um tempo igual ao anterior: os europeus consideram os nazis como heróis.
E ficam surpresos quando falam sobre o “boom da extrema-direita”.
O que esperam?