quarta-feira, 6 de maio de 2026

Os protetorados

Jeffrey Sachs: "Se tem uma base militar dos EUA, não é um país soberano"

 

 

      Jeffrey Sachs

O reconhecido economista americano Jeffrey Sachs disse na terça-feira que qualquer país que tenha uma base militar dos EUA não pode ser considerado "soberano".

"Se você tem uma base militar dos EUA, você não é um país soberano. Essa é uma premissa básica. Esses são países ocupados", enfatizou Sachs em uma entrevista.

Ele insistiu que "os EUA controlam esses países" e, portanto, "eles não são países independentes." Isso acontece, segundo o economista, principalmente com os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

E perguntou: "Por que tem a Alemanha bases militares dos EUA 80 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial ? 80 anos".

Da mesma forma, "por que tem o Japão bases militares dos EUA? 80 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial", acrescentou.

Em relação ao controle que os EUA exercem sobre essas nações, Sachs aponta que, "infelizmente", elas dificilmente conseguem "articular uma frase coerente". Por exemplo, ele menciona que nas Nações Unidas (ONU), "eles só falam sobre atacar o Irão. Nem sequer dizem que o Irão foi atacado."

Que os EUA pretendem retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha, algo que alarmou a Europa.

"O que preocupa não é o número de 5.000 soldados, mas o sinal político de Washington de que alianças antigas e absolutamente confiáveis parecem não contar mais para nada e estão sujeitas a decisões arbitrárias", disse a deputada social-democrata alemã Siemtje Moeller.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Um Rambo-robótico

 

Em 1865 Júlio Verne já havia alertado em “Da Terra à Lua“, para essa viagem que muito em breve será rotina, pensava eu que já nada me surpreenderia… mas não, um super-herói, senhor de uma grande potência, multiplica-se em combates por todos os continentes, disfarçado de Jesus Cristo e na prática como Satanás, de discurso enrolado e enigmático, deixa-nos na dúvida se demo, divindade ou rambo-robótico, ou ainda, alguém foragido do hospício.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

A corveia - Domingos da Mota

Alterações à lei laboral e um belo poema

 

A corveia

Depois de muitos anos, muita luta,
direitos e deveres, contratos mil,
arrogam-se alguns filhos-da-puta
com força para impor uma lei vil
de trabalho de graça (como outrora
os servos da gleba prós senhores),
cujo banco de horas, hora a hora,
engorde mais e mais exploradores.
A súbitas decretam a corveia,
o trabalho forçado, o confisco,
sabendo que armada a tensa teia
desenvolve tentáculos, e o risco
de cevar a avidez com a torpeza
duma austera, apagada e vil tristeza.

          Domingos da Mota