domingo, 21 de julho de 2019

“Os sondólogos, pilares da editocracia”



(extrato)

No tratamento mediático da atualidade, nomeadamente os debates políticos ou os conflitos sociais, as sondagens e os sondadores adquiriram um papel preponderante e estruturante como ferramentas e agentes de hierarquização, de classificação, definição e enquadramento das informações que compõem a dita atualidade. O papel das sondagens e dos sondadores, o uso que a media faz das sondagens e a importância que dão aos sondadores, inscrevem-se num movimento geral que foi destacado há quase 24 anos por Pierre Bourdieu.
 
"Entramos na era da demagogia racional ou racionalizada. A lógica do plebiscito, que é a da sondagem ou da entrevista da televisão a quente, da audiência, ou do inquérito de marketing comercial ou político, pode reconduzir-nos às formas mais primitivas de barbárie, contra a qual todas as instituições democráticas, parlamentares e judiciais em particular, foram construídas."
Denis Souchon e Blaise Magnin


sábado, 20 de julho de 2019

TRANSPARÊNCIA RIMA COM DEMÊNCIA E DECÊNCIA



Grandes devedores custaram 3,5 mil milhões ao Novo Banco. CGD e BCP perderam 2 mil milhões

Tudo ficou claro na “informação anonimizada”, como um luminoso raio dentro da tempestade, de tal modo que nos julgam encandeados, cegos ou tontos.

Se alguém pensar que há limites para a astúcia, ou acreditar que o escárnio é uma figura monolítica, tire daí o sentido. Esta agressão do BdP, o desrespeito perante os legítimos senhores dos bens usurpados atingiu os cinco mil e quinhentos milhões de insultos, escondendo usurpadores conluiados dentro dos nossos cofres.

O ROUBO É MANIFESTO, OS BURLÕES TÊM ROSTO.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

ZECA AFONSO, SEMPRE!

O parlamento aprovou hoje o Projeto de Resolução do Partido Comunista Português (PCP) que recomenda ao Governo a classificação da obra do músico José Afonso como de interesse nacional com vista à sua reedição e divulgação. A resolução foi aprovada com a abstenção do Partido Socialista (PS).

 
A imprensa “fifí”, que quando se fala de cultura puxa da pistola, em vez de se congratular com tamanha justiça, aproveita para expelir peçonha contra o PCP, proponente deste projeto. 

Fica-lhes bem, retratam-se mais uma vez.

FIQUEM COM OS VAMPIROS

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Aquele abraço e os “coronéis” da RTP


Em televisão, não há “almoços grátis” tudo é estudado milimetricamente, nada é casual. Todos sabem que assim é.

Está na subtileza, no savoier faire do lápis azul, que tudo se nos apresente como natural, de ingenuidade virginal. Por exemplo: o Presidente da República convida os deputados para um repasto em Belém e, nas boas-vindas da praxe (a contar da direita para a esquerda), antes de cumprimentar os deputados do PCP e dos Verdes (certamente que o fez) há um hiato, e o Presidente reaparece já frente ao PAN, sem “aquele abraço” à CDU.

Quando se torna mais difícil o eliminar total, estas subtilezas são uma constante, cons-tan-te-men-te.


Aquele abraço

O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, Fevereiro e Março
Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço
Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele abraço!
Alô, moça da favela
Aquele abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele abraço!
Todo mês de Fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda…
Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele Abraço!
Pra você que me esqueceu
Rum!
Aquele Abraço!
Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!

Gilberto Gil

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Lembrete em dó maior




Para o PS, a política tem sido o violino que agarra com a esquerda e toca com a direita.

A batuta está em Bruxelas

A maestrina Christine Lagarde

Partitura BCE-FMI
 

PARA O POVO SÓ FÍFIAS

terça-feira, 16 de julho de 2019

E O MÉXICO?

“A política é o equilíbrio entre a paixão e a razão.”
Andrés Manuel López Obrador

A política, diz-nos Obrador “é tão limpa que nem os mais sujos políticos a conseguiram manchar”.

A corrupção que vem destruindo no seu âmago a já débil democracia, é o Cavalo de Troia do neoliberalismo. Aos governantes venais escancaram-se-lhe os cofres e, perante o povo, os políticos e a política caíram em descrédito abrindo o caminho a devassa maior, o apoliticismo, que, não é mais que a política sem rosto, a outra máscara de neoliberalismo. O Syriza grego, apelidado de esquerda, o Bolsonaro brasileiro “alheio à corrupção”, Macron “banqueiro de mãos limpas” e outros fazendo caminho em Espanha com o Podemos ou em Portugal com o Bloco.

López Obrador afirma que “neoliberalismo é sinónimo de corrupção” presta contas aos mexicanos diariamente, e fez aprovar que, a corrupção é crime grave. A ostentação dos ex-governantes será exposta e já foram leiloadas mansões, carros de gama alta, aviões e o luxuoso avião presidencial está à venda nos EUA.

HAVERÁ MELHOR RAZÃO PARA NÃO SE FALAR DO MÉXICO?