Dia 17 ‘O
custo de vida e a luta de classes’
O Orçamento
do Estado para 2027 acaba de ser divulgado, mas a convocatória da CGTP
para a manifestação do próximo sábado, dia 17, foi feita muito antes de
serem conhecidos os grandes (e pequenos) números com que Portugal vai
ser gerido no próximo ciclo orçamental. É como se a principal central sindical
do país já adivinhasse que aquele documento não iria trazer nada de muito
novo ou apaziguador para um contexto de subida generalizada dos preços
e, por arrasto, do custo de vida. E, assim, o descontentamento vai sair à
rua, através de um protesto nacional que con uirá para Lisboa, Porto e
Coimbra. Há duas exigências principais: uma revisão salarial, através
de um aumento salário mínimo nacional para 1100 euros a partir de 1 de
Janeiro de 2027; e aumentos generalizados para todos os trabalhadores
de pelo menos 15% (com um mínimo de 150 euros). O protesto do próximo sábado
— no qual, certamente, se fará ouvir o slogan “O custo de vida aumenta; e o
povo não aguenta!” — é o culminar de “um mês de mobilização” promovido
pela CGTP, desde 17 de Setembro, que envolveu a organização de plenários
e outras acções sindicais.