segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

BOM ANO 2026!

 (Mensagem recebida de um Amigo, que faço também minha, endereçando-a aos que lutam por um Mundo fraterno)

‘Que em 2026 não nos faltem as forças para contribuirmos com nossa luta para que estas justas aspirações dos povos de todo o Mundo venham a ser uma realidade:'

«A cessação das guerras, a paz entre os povos, o fim das pilhagens e das violências: tal é precisamente o nosso ideal [...].» V. I. Lénine, A Questão da Paz

«As máquinas e outros aperfeiçoamentos devem facilitar o trabalho de todos e não enriquecer uns poucos à custa de milhões e dezenas de milhões de pessoas. Esta sociedade nova e melhor chama-se sociedade socialista

V. I. Lénine, Aos Pobres do Campo

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

E Ele disse

A citação de Montenegro tornar-se-á guia universal inscrita no portal das academias, “trabalhar a mentalidade de superação” é a palavra de ordem, os governantes de todos os povos, com a humildade devida, não vão esquecer a genuflexão nos santuários erigidos ao saber monte-negrense. Esta citação é a estocada final no desmoronamento do imperialismo.

Os pequenos espíritos miram-se no baço espelho que lhe devolve a reconfortante pequenez.

sábado, 27 de dezembro de 2025

90 mil milhões para armas, nem um cêntimo para a paz

Gaza 22 de dezembro 2025, quem pode ficar alheio a tanta angústia e tristeza!?

Nem peço um grito de revolta, mas que se possa ouvir pelo menos um murmúrio de desconforto nesta Europa a correr para o abismo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Tudo por acaso

A poucos dias do ato eleitoral, as televisões os jornais e rádios desenvolvem uma campanha avassaladora sobre um tema e um candidato e todos, absolutamente todos os media se conluiem na promoção do produto, tudo monitorizado com precisão para que os fins a que se propõem sejam atingidos e as variações vão sendo controladas através das sondagens, a patranha atinge o clímax sob o diáfano véu da democracia.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A UE ENDIVIDA-SE PARA CONTINUAR A GUERRA

 

João Gomes

(publicado no Facebook)

A UE PROCLAMA-SE INCAPAZ DE DIPLOMACIA

A União Europeia acordou mais uma vez com a clarividência típica de quem corre em direção ao precipício e, para ganhar velocidade, decide fechar os olhos. Incapaz de usar os ativos russos que tanto apregoa como moralmente confiscáveis, mas juridicamente intocáveis, a UE encontrou a solução que melhor domina: endividar-se. Não para investir, não para proteger os seus cidadãos, mas para garantir que a guerra continue - mesmo quando já ninguém sabe exatamente com que objetivo final.

É a consagração da fuga para a frente como política oficial. Se a estrada acaba, acelera-se. Se o mapa falhou, rasga-se o mapa. Se a diplomacia exige trabalho, paciência e risco político, então escolhe-se a alternativa mais confortável: emitir dívida, assinar comunicados solenes e declarar vitória moral enquanto a realidade se afasta.

A Europa, outrora apresentada como projeto de paz, assume agora com notável honestidade involuntária que não sabe - ou não quer - negociar. A diplomacia foi substituída por folhas de Excel, onde se empilham números que não matam ninguém diretamente, mas empobrecem silenciosamente milhões. É uma guerra financiada a crédito, paga em prestações pelos cidadãos que nunca foram consultados, mas que verão os seus serviços públicos emagrecerem com rigor germânico.

O raciocínio é de uma elegância quase poética: contrai-se dívida hoje, para ser paga amanhã, com reparações de guerra que só existirão se a Rússia perder uma guerra que, no terreno, não está a perder. É o equivalente geopolítico de comprar uma casa contando com o prémio de um Euromilhões que ainda não saiu - e chamá-lo prudência orçamental.

Entretanto, os europeus são convidados a compreender. A compreender a degradação dos serviços de saúde. A compreender a erosão do poder de compra. A compreender que não há dinheiro para salários, habitação ou transição ecológica, mas há sempre margem para mais uma tranche de “apoio essencial”. A guerra tornou-se o único investimento que nunca exige retorno, apenas fé.

Esta decisão não é coragem; é incapacidade estratégica disfarçada de virtude. Não há plano de paz, não há arquitetura de segurança futura, não há sequer uma definição clara de vitória. Há apenas a insistência quase infantil de que parar seria admitir erro - e isso, em Bruxelas, é mais impensável do que empobrecer uma geração inteira.

A UE não está a financiar a vitória da Ucrânia; está a financiar a sua própria recusa em aceitar os limites do poder. Cada novo empréstimo é um passo adicional nessa marcha sonâmbula, onde se confunde persistência com lucidez e moral com teimosia. A guerra, mesmo perdida, tornou-se estrutural - porque parar implicaria pensar.

No fim, talvez seja esta a verdadeira proclamação europeia: não sabemos fazer paz, mas sabemos perfeitamente quem vai pagar a guerra. E enquanto os cidadãos apertam o cinto, Bruxelas aperta os juros, convencida de que a História perdoa sempre quem escreve cheques - mesmo quando estes regressam sem cobertura.

João Gomes

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O algodão não engana

Ouvem-se as botas cardadas dos neofascistas da UE, a honestidade intelectual é assassinada no cadafalso das suas patranhas; o  Coronel Jacques Baud foi barbaramente sancionado:

Jacques BAUD: ex-coronel do exército suíço; ex-analista estratégico, especialista em inteligência e terrorismo. Fonte oficial AQUI

"A UE decretou uma pena que corresponde a uma espécie de morte civil e económica (perda de acesso aos cartões de crédito bancários, impossibilidade de viajar dentro da UE ou sequer de atravessar o seu território...) contra 12 cidadãos europeus, entre os quais o coronel Jacques Baud, ex-membro dos Serviços de Informações da Suíça e autor de vários livros sobre a guerra da Ucrânia, além de ter trabalhado durante cinco anos nos serviços de Inteligência da NATO/OTAN e na ONU em 2014 no controlo de armamento na Ucrânia e também em África em missões de apaziguamento de conflitos.”

A decisão do Conselho da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, tomada sem apelo nem agravo, não concede qualquer direito às pessoas condenadas por delito de opinião, concretamente, por pensarem de modo diferente da narrativa oficial que veicula a ideia de uma guerra generalizada contra a Rússia.
Não podem defender-se, não são chamadas a nenhum tribunal, não podem recorrer a nenhuma instituição de apelo, não podem solicitar qualquer espécie de indemnização.


“Sim, fui sancionado por ‘propaganda russa’. O fato de eu nunca usar material russo em meus livros, baseando-me exclusivamente em informações ucranianas e ocidentais, e de, consequentemente, ter recusado convites de veículos de comunicação russos, ainda me torna um ‘propagandista russo’! Como afirmei em meus livros, meu trabalho não se trata de quem é bom e quem é mau, mas de como a mídia distorce a realidade no terreno. Eu queria mostrar que é possível compreender melhor o conflito mesmo sem informações russas. A ideia é que a forma como entendemos uma crise define como a resolvemos! Eu não tinha me dado conta de como estava certo.” Jacques BAUD

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

E se a metêssemos num colete de forças?


(La  Edad de La Ira de OSWALDO GUAYASAMÍN)

Compreende-se, os hospícios também estão disfuncionais, mas pelo menos e enquanto não conseguirem internamento vistam-lhe uma camisa de forças, a Paula instrumento deste governo é um buldózer descontrolado, um susto. 


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A ignomínia

 A ignomínia impõem-se de tal modo, que os trabalhadores não conseguem sair do limiar da pobreza, descendo à degradante exclusão social.

Mas os belicistas desenvolvem negócios chorudos fabricando inimigos e propalando o medo.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Pergunto

 Qual será a importância que têm os trabalhadores para que os que se aproveitam do seu suor se sintam tão preocupados com a anunciada GREVE GERAL?