quarta-feira, 7 de maio de 2014

Saída limpa!

Com maior ou menor intensidade, mais sujo que limpo, o país vai-se despindo e despedindo dos seus filhos empurrados pelos pistoleiros de serviço.
Os farmacêuticos, tal como muitos outros pequenos e médios empresários que se suponham imunes ao vírus neoliberal, aos poucos vão sendo cilindrados. Talvez aprendam, talvez não…  

Entretanto a barbárie manifesta-se com os seus naturais hediondos crimes. O sofrimento alheio é para a escumalha governativa, o lado para que adormecem melhor.
Falar com alguém que se veja obrigada a procurar alívio a sofrimentos físicos ou morais, sem capacidade económica para recorrer ao privado, é recuarmos nalguns casos ao fascismo.

«Quem quiser saúde, pague-a»

Leonor Beleza.
(ex-ministra do PSD)

terça-feira, 6 de maio de 2014

O VELÓRIO!


A apresentação do monólogo televisivo declamado pelo primeiro-ministro com a intenção de nos relembrar todas as benesses que lhe são devidas, e que é forçoso não olvidar, foi a rábula mais picaresca que se possa imaginar. Constrangido, o ramalhete ministerial manteve-se perfilado como mandava a encenação. Do semblante de cada um dos figurantes extraia-se a veracidade do discurso. Quem se confrontasse de chofre com o espetáculo, não sabendo o que representava, pensaria tratava-se de um velório.


O funeral deste governo está demorado, o mau cheiro infesta o país, há que o sepultar quanto antes para evitar uma pandemia.

domingo, 4 de maio de 2014

Pontapé de “saída” eleitoral

 Na arenga do primeiro-ministro, tendo como guião a novela “saída”, há muito encenada e de promoção à campanha eleitoral, deu-se por findo o primeiro episódio, deixando a ideia de que aos portugueses estão abertos os cofres do euro-milhões. Depois deste “beco sem saída” em que nos meteram, optam pela “saída de emergência”, obrigatória em todos os espetáculos de risco. Este governo de “saída”, receoso de “sair” a mal por ter “saído” dos eixos, ainda lhe vai “sair” o tiro pela culatra.
Quase mil milhões de euros por mês extorquidos “a famílias de menos recursos”

Nós temos “saída limpa”, “não queremos sair das brasas para cair nas labaredas”. A nossa “saída” está na “saída” desta política e deste governo. Nunca ninguém “saiu limpo” ao mergulhar numa fossa.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Foi uma limpeza!

VAMOS SAIR LIMPINHOS.
A questão central resume-se em saber se a saída será ou não limpa. Dos crimes cometidos e do sangue que continua a jorrar, lavam daí as mãos.
Os mídia branqueiam-lhes a imagem lançando-os no céu eleitoral como se de querubins se tratassem. Falam de sucessos sucessivos, de ajudas solidárias escondendo os ajustes atarraxe. A máfia estrangeira afirma que “os ajustes vão continuar” enquanto a máfia nacional anuncia que a saída será limpa. Vão-nos limpar o que resta.
E se lhes limpássemos o sebo?