sábado, 24 de junho de 2017

A França e os astros


Corinne Vignon (La République en Marche) foi eleita deputada nas legislativas francesas.

Madame Corinne, desempregada, exímia na arte do desenrascanço virou-se para a astromancia fazendo deste métier o seu ganha-pão, no entanto os astros que consultava não a preveniram que se não declarasse os rendimentos vindos do céu, a justiça terrena, não lhe perdoaria, e foi o que aconteceu.

Tudo isto não passava de um fait divers (desculpem os galicismos mas sou influenciado pela astróloga Vignon) se não chocasse com a França do iluminismo, que hoje sentada à mesa de pé-de-galo, rebentou os fusíveis e voltou à iluminação celeste.

Espero que a madame Vignon rapidamente se aperceba das manifestações que prevejo nas tripas do neoliberalismo que além do mais fede.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Construindo o futuro

Olhamos para o umbigo em que se mira esta Europa acinzentada,  não visualizamos o colorido, a força e alegria destes povos que se organizam e libertam. (ver fotos)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O GRANDE INIMIGO É O POVO



Os estudantes chilenos, lutam desde há muito pelo ensino público, gratuito e de qualidade, o estado com resquícios pinochetistas, reprime como podemos constatar pelas imagens, imagens que são exemplo para os que desistem de lutar.



NADA ESTÁ PERDIDO SE LUTANDO NÃO SE PERDE A ESPERANÇA

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Malhar em ferro frio



1º CARRO DE INCÊNDIO CONSTRUÍDO NA OFICINA DO CMDT. ANDRÉ SENOS
QUADRO DE BOMBEIROS

Sem termos varinha de condão nem soluções miraculosas, podemos no entanto aferir facilmente, que tudo o que se encontra ao abandono se degrada. Ao tirar às populações do interior os meios sociais e económicos de sobrevivência, porque a sua atividade deixou de ser rendível na ótica capitalista, onde as pessoas são meros peões dos seus interesses, as aldeias morrem, a nossa cultura esvai-se o fogo apodera-se de tudo.

É uma evidência!

Qual a solução? Inverter as soluções políticas que se têm tomado até agora, e quanto mais tarde o fizermos mais difícil se tornarão.

Com os meios hoje à nossa disposição, não há terra que não dê pão para alimentar quem nela trabalha, desde que lhes sejam criadas condições para o semear e comercializar e que o esforço desse seu suor seja socialmente repartido, tudo isto sem demagogias nem paternalismos.

A solução é política e não só burocrática ou técnica, podem colocar um bombeiro atrás de cada eucalipto, gastar milhões em helicópteros, sem gente a viver dignamente nessas terras, não haverá solução HUMANA.

É claro que incêndios sempre houve embora não fossem mediatizados como hoje, o fascismo não autorizava notícias de desgraças, mas os acontecimentos chegavam até nós porque a população urbana tinha na sua quase totalidade raízes na província.

É possível ir ao início do século passado e saber qual a densidade populacional das zonas hoje mais flageladas pelos fogos, equacionar inclusive a diferença abismal dos meios de combate aos incêndios nessa época e os de agora, para nos apercebermos que se os fogos de então tivessem a dimensão dos de hoje, já não haveria mais nada para arder.
Em 1935, os Bombeiros Voluntários de Peniche já possuíam três carros de braçal, que se distinguiam por “bomba braçal com depósito para água” (caldeira), “carro escada’ e “material diverso
Extinto o vulcão preparam-se as bigorna para continuar a malhar em ferro frio, os media vão novamente explorar o filão, os cronistas tiram do baú escritos a que modificarão a data, porque não terão nada de novo para nos dizer. Os fotógrafos farão belas fotografias – o belo horrível – é a sua profissão, e alguns repórteres da TV farão selfies com os cadáveres.

Mas… sempre, sempre atentos aos mercados onde diariamente é cremado em holocausto o nosso futuro.