segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A PESTE GRISALHA / 2


Os idosos, a partir dos 65 anos, são o alvo a abater, abriram a porta ao canil e os cães de fila não lhes dão tréguas. Este governo é composto por executores que eliminam a esperança, os sonhos e a própria vida 
«A nossa pátria foi contaminada com a conhecida peste grisalha 
Carlos Peixoto, advogado e deputado do PSD pelo Distrito da Guarda
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 “A interrogação sobre o envelhecimento, é uma interrogação sobre os limites do Homem e a sua liberdade
Naissance de la Vieillesse – Claude Olievenstein

Na fachada de um prédio onde se reúnem alguns idosos, pode ler-se: “Pedimos desculpa por continuarmos vivos”.
A decisão de colocar o cartaz com estes dizeres surgiu após uma discussão havida durante uma sessão de convívio, quando atónitos leram num vespertino as preocupações de um governante pelo facto de termos tantos idosos e das dificuldades financeiras em suportar tamanho fardo.
Em alguns dos presentes, muito naturalmente, instalou-se um sentimento de culpa e grande desconforto por continuarem vivos, e esse ferrete que constantemente os caustica e marginaliza surge, unicamente, por não usufruírem de fortuna pessoal
Porque a questão não reside na idade, mas na classe a que se pertence desde o berço à cova: “a rica teve um menino, a pobre pariu um moço”, “o pobre é enterrado o rico vai para o jazigo”.
O socialmente desafogado nunca foi um peso para a sociedade, o pobre é um estorvo.
Desde os medicamentos à mortalha, tudo é contabilizado ao reformado desafortunado. Contabilidade de classe, hipócrita, venenosa.
O que devemos contabilizar é o por quanto ficou aos pobres os que hoje os contabilizam; quem lhes pagou com trabalho árduo e salários de miséria, exploração acima de todos os limites, os estudos que fizeram, os cuidados de saúde que tiveram, os benefícios de que usufruem.
Quem lutou para que tivessem a protecção social que hoje lhes sonegam?
Por maldade ou descalabro mental, colocam tudo às avessas esse burrocratas que usam gel no bestunto para se distinguirem dos asnos, estes últimos, infelizmente, em via de extinção.
como que um sentimento de inveja e de rejeição perante o idoso. Inveja porque receiam não atingir a sua idade e repúdio porque deixou de produzir. “Paradoxo dos tempos modernos: a ciência faz recuar todos os dias a morte; os discursos de compaixão para com os velhos fazem parte da nossa liturgia quotidiana”. Assim se expressa Viviane Forrester in “Uma estranha ditadura”.
Contabilizando e dificultando o direito aos cuidados médicos estes ultraliberais que condenam a eutanásia em casos extremos, praticam-na, diariamente, com a frieza própria dos assassinos em série.

«Governo estuda corte no subsídio dos mais velhos»

«O Governo tem um estudo em que defende novos cortes no subsídio de desemprego, mais concretamente nas majorações aos desempregados mais velhos, seguindo recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).»

Os Mercados agradecem, os idosos definham e a canalha rejubila

sábado, 16 de fevereiro de 2013

PESTE GRISALHA

Carlos Peixoto

Advogado e deputado do PSD pelo Distrito da Guarda
Deste candidato a Rudolf Hess, desta coisa nojenta, não devemos esquecer a figura para que, quando alguém o encontrar lhe possa escarrar no focinho.

Façamos votos e o possível para que nunca se aproxime sequer da idade grisalha e sucumba jovem a transbordar de vida e sonhos consumido pela sensibilidade que transporta no interior das tripas. 

«A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha.» Bolsou ainda.
«o envelhecimento dos portugueses e o incremento do seu índice de dependência provocam um aumento penoso dos encargos sociais com reformas, pensões e assistência médica (…) nãocrescimento económico que vença o envelhecimento populacional (…) o país caminhará sempre para uma espécie de eutanásia preanunciada.»


O MURPI, além de expressar no mesmo jornal o seu repúdio por tais afirmações, podia mandar imprimir um postal a distribuir pela "peste grisalha" para ser enviado a tão pestilento sujeito.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

SÁBADO 16 FEV. TODOS À RUA!


A pobreza, e a obediência quem a conserva é por força.”
Matias Aires
(Reflexões sobre a vaidade dos homens)
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As imagens gravadas a fogo de emoção instalam-se, com tamanho vigor na memória, que delas dificilmente nos podemos libertar:
Calçada íngreme, o macho, atrelado à carroça repleta de pedra tentando conquistar o percurso impossível, as ferraduras sem apoio faiscando, e o animal impotente não conseguia avançar. O carroceiro, dando ao termo o significado mais pejorativo, praguejava e de chibata em riste flagelava, a golpes de raiva incontida, o animal indefeso. Numa tentativa para continuar a marcha, as patas dianteiras fraquejaram, ficando ajoelhado, preso aos varais, como alguém que implora piedade. Celerado, o monstro desce da carroça e com o cabo do chicote descarrega toda a brutalidade sobre o animal prostrado, procurando que o pobre se levante para continuar o calvário, e, porque não o consegue, num paroxismo de barbárie, com ambas as mãos em tenaz, agarra o focinho do macho e morde-o demorada e ferozmente.
Pareceu-me que o animal chorava; eu, que ainda nem sequer frequentava a primária, fugi soluçando. A imagem persegue-me sempre nas horas de injustiça que, na generalidade, se abate sobre os mais fracos.
Passados alguns anos, na primavera da minha juventude, deparo com um polícia que espancava com o cassetete um bêbado que nem forças tinha para se levantar. Intervim! Fui preso juntamente com o ébrio. Julgado sumariamente e condenado a dez dias de prisão; impulso decisivo para consolidar opções e solidificar, para sempre, a revolta consciente.
A personalidade baliza-se por miríades de aparentes pequenos nadas e, assim, aos poucos, vamos construindo a escala de valores que, uma vez assumida, forçoso é cumpri-la. E é neste compromisso que encontramos o nosso próprio equilíbrio.
Sempre recusei partilhar com o carroceiro ou o polícia de então o caminho deslizante para a ignomínia, colocando-me na rampa íngreme e difícil a caminho da justiça e da liberdade.
Hoje, assisto e resisto aos golpes de chicotes-lei, revestidos de pergaminhos democráticos, onde os poderosos zurzem aqueles que lhes puxam a carroça dos cifrões com vocábulos melífluos e, sem escrúpulos nem piedade, tentam impor-lhes caminhos escorregadios atulhados de fraudes, a caminho da burra dos banqueiros.
Em nome da modernidade, dilata-se e aprofunda-se, cada vez mais, o fosso entre os que nada têm e os que tudo açambarcam, a classe média, os pequenos comerciantes, agricultores e industriais junta-se aos assalariados para onde, aos poucos, vão escorregando também as profissões liberais. E todos estes trabalhadores, para que possamos ser competitivos, deverão nivelar salários e direitos, dolorosamente conquistados, pelos dos países onde se trabalha por dez réis de mel coado. E dentro de uma lógica redutora, escabrosa, desumana, para sermos cada vez mais atractivos aos investidores, teremos que nos despojar de tudo o que nos distingue da pobre besta que me fez chorar.
O talentoso Alphonse Daudet, na colectânea de contos reunidos emLettres de Mon Moulim’ brinda-nos comLa mule du Pape” a qual com ou sem rancor, esperou sete anos para, no local exacto e no momento preciso, usar a única mas poderosa arma que lhe fora concedida: o coice.
Não percamos a esperança; há em cada um de nós a paciência e a força da célebre mula papal, com uma importante diferença: hoje tudo se passa a grande velocidade.
Os carroceiros chegaram ao poder, há que afinar o coice.
É URGENTE!
 



A austeridade é uma impostura.


A austeridade é uma impostura. Dívida é teorização económica destinada ao povo miúdo. Se as pessoas produzem a riqueza então porque estão sempre pobres e/ou a reembolsar dívidas? Porque os ricos nacionais e internacionais emprestam-nos de volta o dinheiro (com juros) que sacaram da sociedade na forma de lucros a fim de preencher o fosso criado por eles próprios. Portanto, somos triplamente explorados: Somos tributados nos salários, alienados da riqueza criada (lucros) e temos de pagar juros sobre o dinheiro tomado emprestado dos ricos a fim de pagar as despesas correntes e de capital necessárias à manutenção da sociedade.
Caoimhghin Ó Croidheáin
Ler In RESISTIR.INFO


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Não podemos esquecer

 Ninguém deve esquecer


Quando o Partido Socialista aparece em bicos de pés gritando, aqui d’el Rei que este governo nos leva à miséria, quer fazer esquecer que o crime foi iniciado pelo PS/Mário Soares abrindo o caminho ao grande capital e destruindo o nosso tecido produtivo.

MAS...
 A LUTA VAI CONTINUAR!