sábado, 25 de junho de 2016

O MEC é um patusco

O MEC faz-me rir, é necessário ter paciência para o ler, mas faz-me rir. 

O MEC é uma espécie de sucursal do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) na Praia das Maçãs, não faz previsões, diz-nos de que lado vem o vento, a temperatura da água e quando mergulha no social e divaga na política perde o pé e embrulha-se com as alforrecas.
 
«Como português, meio-inglês e europeu fico triste que uma pequena maioria (52%) de cidadãos do Reino Unido tenha decidido saír da União Europeia. Mas fico ainda mais triste ao pensar na enorme minoria (48%) que preferia que o Reino Unido ficasse na União Europeia e agora vai ter de vê-la sair.
É preciso ser-se claro. Os 48% são os mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais – e obviamente os mais privilegiados

Com a mesma análise simplista podemos concluir que ao Reino Unido ainda lhe falta educar 52% dos seus cidadãos e conceder-lhes iguais privilégios de que usufruem os bem educadinhos.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

“Antes a morte que má sorte!”


A DERROTA DOS MEDIA

A peste ou submersos pelo dilúvio se o Brexit vencer. Rádios, jornais e televisões escancararam portas, portões e janelas aos figurões que nos amedrontaram por todos os meios de que votar pelo Brexit seria renegar a Deus perdendo a própria alma e, pior ainda, a carteira.

E o Reino Unido desuniu-se, brexitou-se, e, em inglês, claro, gritou:
“Antes a morte que má sorte!”


Assistimos à vitória do descrédito da comunicação associal, ao descrédito dos que desde há muito perderam toda a credibilidade porque são venais e disso já muitos se aperceberam.
Esta foi a grande vitória sobre o embuste numa Europa que começa a acordar com os trabalhadores franceses a enfrentarem Hollande e Valls que por muito esforço que tentem não se diferenciam do lepenismo instalado em Bruxelas.
Li algures:
“Esta será una victoria de la gente normal”
Ou seja, a do Zé Povinho.

A Europa segundo Filipa Leal


A Europa segundo Filipa Leal*

Apontas para o rosto sarcástico do sol de Inverno
E disparas. Há tantos meses que não chove – reparaste?
É o próprio céu a desistir de ti. E mesmo assim tu disparas, só sabes disparar.
Estás enganada, Europa. Envelheceste mal e perdeste a humildade.
Não é contra o sarcasmo que disparas, não é contra o Inverno,
Nem sequer contra o insólito, contra o desespero.
Tu disparas contra a luz.
Podes atirar-nos tudo à cara, Europa: bombas, palavras, relatórios de contas.
Podes até atirar-nos à cara um deputado, uma cimeira.
Mas os teus filhos não querem gravatas. Os teus filhos querem paz.
Os teus filhos não querem que lhes dês a sopa. Os teus filhos querem trabalhar.
Há tantos meses que não chove – reparaste?
A terra está seca. Nem abraçados à terra conseguimos dormir.
Enquanto te escrevo, tu continuas a fazer contas, Europa.
Quem deve. Quem empresta. Quem paga.
Mas os teus filhos têm fome, têm sono. Os teus filhos têm medo do escuro.
Os teus filhos precisam que lhes cantes uma canção, que os vás adormecer.
Eu acreditei em ti e tu roubaste-me o futuro e o dos meus irmãos.
Se estamos calados, Europa, é apenas porque, contrários ao teu gesto,
Nós não queremos disparar.

Filipa Leal
*É um poema em cadeia escrito por 28 poetas de 28 países europeus, que abordam de forma literária as questões do presente e futuro da Europa. Cada poeta começa a escrever a partir do último verso do poema anterior, dando origem a uma obra gigantesca que espelha uma miríade de olhares e referências culturais. Este poema foi lido pela autora em português, na sessão de apresentação da obra conjunta, na Akademie der Künste de Berlim.

terça-feira, 21 de junho de 2016

CRIMES QUE OS MEDIA ESCONDEM


(sobre os professores a partir dos 3 minutos)

O México é uma “democracia” amiga do Tio Sam, e todos os sobrinhos do Tio Sam, devem ser amigos da “democracia” mexicana silenciando os crimes a que o povo está sujeito. É o nosso caso, sobrinhos fiéis e obrigados que somos.

Em Oaxaca professores, alunos e país reclamam

“Uma educação ao serviço do povo”.

 

Balanço da feroz repressão à reivindicação de docentes alunos e familiares: 12 mortos, 25 desaparecidos e dezenas de feridos, 15 dirigentes presos quatro dos quais em prisão de alta segurança.

 

E porque a verdade é subversiva, homens armados abatem à queima-roupa o repórter Elidio Ramos Zárate que fazia a cobertura da manifestação.
 
O multimilionário mexicano George Soros está mais interessado em Angola e os nossos media também, escondendo assassinatos em massa como os que têm acontecido no México e noutros feudos dos EUA.