quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Quem determina o salário mínimo?

Na União Europeia o salário mínimo varia entre os 300 e os 2 200 euros e há seis países onde nem existe na lei, mas estão todos muito unidinhos. A senhora Ursula, a patroa, é quem decidirá o máximo do mínimo nesta União em que os “governantes” mais não fazem que obedecer.

De 15 de setembro a 15 de outubro a CGTP-IN e os trabalhadores vão dar resposta à Ursula de Bruxelas e aos Ursulos refastelados em Lisboa.


sexta-feira, 9 de setembro de 2022

O Costa ilusionista e as pensões


ÚLTIMO ESTUDO | 9 de setembro de 2022

Neste estudo com o título A VIOLAÇÃO DA LEI DAS PENSÕES PELO GOVERNO, O ILUSIONISMO DE COSTA, A TENTATIVA DE MANIPULAR A OPINIÃO PÚBLICA “CONTORNANDO” O PROBLEMA, E O CORTE NAS PENSÕES DOS REFORMADOS E DOS APOSENTA-DOS DURANTE TODA A VIDA SE A PROPOSTA DO GOVERNO FOR APLICADA: só os 2,1 milhões de pensionistas da Segurança Social perdem 11.481 milhões € num período de 19 anos que é a esperança de vida aos 65 anos em Portugal”  procuro esclarecer e responder às múltiplas declarações feitas em 8/9/2022 por António Costa sobre a proposta do governo para reduzir o aumento das pensões em 2023, que viola o estabelecido na Lei 53-B/2006, que confundiram naturalmente a opinião publica. A Lei 53-B/2006 estabelece a forma como devem ser realizados os aumentos anuais das pensões que o governo não quer cumprir. Como as declarações de António Costa, visando defender a proposta do governo confundiram naturalmente a opinião público, era necessário responder rapidamente e repor a verdade, impedindo o engano e a manipulação da opinião pública, nomeadamente dos pensionistas da Segurança Social e da CGA. É por isso que achei necessário fazer e divulgar rapidamente este estudo. Nele, analiso a Lei 53-B/2006, e utilizando exemplos e fazendo simulações para pensões com valores diferentes, mostro as consequências dramáticas na redução dos rendimentos dos pensionistas da Segurança Social e da CGA que a proposta do governo determinará se for implementada

 


terça-feira, 6 de setembro de 2022

O ESTRANGULAMENTO FINANCEIRO DO SNS - Eugénio Rosa

O ESTRANGULAMENTO FINANCEIRO DO SNS PELO “DUO” COSTA/MEDINA E A INEVITÁVEL DEMISSÃO DE MARTA TEMIDO, A DEGRADAÇÃO DO SNS QUE AGRAVA A VIDA DOS PORTUGUESES E AUMENTA AS DESIGUALDADES, E NÃO SÃO OS PRIVADOS QUE PODERÃO SALVAR O SNS COMO ALGUNS DIZEM

Neste estudo com o título O ESTRANGULAMENTO FINANCEIRO DO SNS PELO “DUO” COSTA/MEDINA E A INEVITÁVEL DEMISSÃO DE MARTA TEMIDO, A DEGRADAÇÃO DO SNS QUE AGRAVA A VIDA DOS PORTUGUESES E AUMENTA AS DESIGUALDADES, E NÃO SÃO OS PRIVADOS QUE PODERÃO SALVAR O SNS COMO ALGUNS DIZEM”  analiso, utilizando as contas do SNS divulgados pela ministra Marta Temido na Assembleia da Republica, aquando do debate do OE-2022, o estrangulamento financeiro do SNS, que levou a ministra a demitir-se porque só agora é que percebeu que não conseguia resolver nenhum problema importante que o SNS enfrenta por falta de meios. O próprio orçamento para 2022 apresentado pela ministra previa que o SNS terminasse o ano de 2022 com um resultado negativo superior a 1100 milhões €, o que determinou que a divida do SMS aos fornecedores privado fosse já superior a 2100 milhões € em julho de 2022. Analiso também, utilizando dados divulgados pelo SNS, o aumento significativo de utentes sem medico de família (quase o dobro dos que existiam aquando da tomada de posse em 2015 do 1º governo de Costa), o deficiente funcionamento dos Centros de Saúde, em que quase metade das consultas são não presenciais (a maioria um simples telefonema), o que obriga a população a recorrer maciçamente as urgências hospitalares entupindo-as com situações que podiam ser resolvidas nos Centros de Saúde se eles funcionassem eficientemente. E termino mostrando que os privados nunca poderão ser a solução para as dificuldades que enfrenta atualmente o SNS, pois o objetivo principal deles é o lucro o que obrigaria o governo a abrir os cordões à bolsa utilizando a receita obtida através de impostos.

 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Festa 2022 crónica do Esteves 2007

 

A Festa do Avante! Chateia…

(Miguel Esteves Cardoso, in Revista Sábado, 13/09/2007)

(Este texto é um notável tesourinho. Não sei se hoje – 15 anos passados -, com o atual ambiente inquisitorial de perseguição e ostracização ao PCP, o MEC teria coragem de o escrever. Talvez. O MEC é muito persistente nas suas idiossincrasias, para o bem ou para o mal. Em qualquer caso é uma bofetada magnífica em todos os torquemadas encartados. Estátua de Sal, 04/09/2022)

Dizem-se muitas mentiras acerca delas mas, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.

A Festa do Avante! é a maior iniciativa político-cultural do país. Ela é, como se sabe, o resultado do trabalho voluntário de milhares e milhares de militantes e simpatizantes comunistas. A forma como é tratada pela comunicação social dominante é um exemplo, dos mais evidentes, do silenciamento a que é submetida nos jornais, revistas, rádios e televisões toda a actividade do PCP. Uma actividade que, sublinhe-se, é maior do que a soma das actividades de todos os restantes partidos.

Quando não é o silêncio, é a inverdade. Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante!: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

As festas do Avante!, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas. É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça. Mas não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer, só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo. Por isso o conceito do PCP de “colectivo partidário” parece provocar indisposições a muito comentador de serviço.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. Por isso sobre a construção da festa cai um silêncio ensurdecedor.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo, até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante!, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Por isso, a festa é um “perigo” que há que exterminar.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do Avante! enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. Por isso, ao programa da festa, anunciado em conferências de imprensa, é concedido meia dúzia de linhas ou de segundos.

Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a- dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas. Por isso a dimensão e o êxito da festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. 

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Jornalismo de rebanho

Como se anuncia a abertura do maior acontecimento cultural do país.

Este é a forma mais abjeta de, não mentindo, distorcer a verdade ensopando-a de veneno. É o anticomunismo reles. não tendo em conta que todo aquele que insulta, degrada-se. Os media ofendem e descem a níveis degradantes e os seus consumidores refugiam-se nas redes sociais.

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022