sábado, 5 de março de 2016

Com o devido respeito!


6 de março de 1921; um quase nada e aqui estaremos a festejar o centésimo aniversário do único Partido vanguarda de todos os trabalhadores.
Desde sempre pugnando pela unidade da esquerda.








Amanhã há mais!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Esboço…

 (Rita Salomé Esteves)

O cartaz do Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda é um partido típico de esquerda-caviar, convivendo com o sistema capitalista, mas proclamando um absoluto radicalismo de esquerda, quase sempre inconsequente. É assim que enquanto o PCP defende uma rutura efetiva, começando pela nacionalização da economia e acabando na saída do euro, o Bloco se fica pelas “medidas fraturantes”, que podem escandalizar algumas pessoas, mas que a generalidade da sociedade encara com indiferença. A sua aprovação serve sempre, no entanto, para o Bloco de Esquerda cantar provisoriamente vitória, no que é acompanhado pela ala esquerda do PS, até se lembrar da próxima medida ainda mais “fraturante”, com a qual pode estar entretido mais algum tempo.
Foi assim que o Bloco, aproveitando a oportunidade que Cavaco Silva lhe deu de festejar pela segunda vez a adoção por pessoas do mesmo sexo, resolveu aproveitar os festejos para fazer um cartaz a parodiar a imagem de Cristo. Aí está um erro em que o PCP nunca cairia, uma vez que nunca lhe interessou repetir as guerras que a i República travou com a Igreja Católica. Mas o Bloco não tem essa experiência, e como continua a seguir a doutrina marxista de que a religião é o ópio do povo, não vê problema nenhum em ser engraçadinho com os sentimentos religiosos dos outros.
Álvaro Cunhal falava, a este propósito, do radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista. Em qualquer caso, o que se pode perguntar é se um partido que alinha nestas chalaças merece alguma credibilidade como sustentáculo de um governo.

Luís Menezes Leitão
Professor da Faculdade de Direito de Lisboa
In-Jornal i

ENTREVISTA - João Oliveira

Entrevista esclarecedora e de grande atualidade João Oliveira em o ‘Público’ (aqui)

João Oliveira, líder parlamentar do PCP Nuno Ferreira Santos
 
 “Não colocamos as questões no plano da intransigência e das linhas vermelhas”

«Os comunistas admitem ajudar o Governo a desenhar as medidas adicionais que Bruxelas pediu – desde que seja para ir buscar receita aos grandes grupos económicos e às grandes fortunas, diz o líder parlamentar. João Oliveira afasta quezílias com o Bloco, mas quando diz que o PCP prescinde da “encenação em favor da substância” não está a fumar o cachimbo da paz.»