sexta-feira, 16 de junho de 2017

Última hora, Notícia exclusiva


A notícia canalha do JN, não difere das canalhices dos outros media. Fotografia que identifica claramente o ex-autarca, mas para que não restassem quaisquer dúvidas, assinala-se que é um comunista, não vá o leitor pensar que se trata de mais um PS, PSD ou CDS que nos têm gamado milhões, muitos milhões. A questão é grave e precisa: “Mas, nos casos de três arguidos, as únicas alegadas contrapartidas que o MP e a PJ identificaram foram dois borregos: um no Natal de 2009 e outro em 2010, no valor de 351 euros.”
A notícia não refere quais são os arguidos que receberam um borrego em 2009 e outro em 2010, - é vergonhoso oferecer um borrego para três autarcas, ainda se fosse uma vaca… - mas o que eu vos posso assegurar é que compro borregos muito mais em conta.
Começou a campanha para as autárquicas, vale tudo, até o ridículo, quando se trata de avacalhar a CDU...
«António José Ganhão, o comunista que presidiu à Câmara Municipal de Benavente (CMB) durante 34 anos, acaba de ser acusado de um crime de prevaricação e outro de corrupção passiva para ato ilícito. A acusação do Ministério Público (MP) reporta vários favores da autarquia ao empresário Tiago Gallego em processos urbanísticos, imputando corrupção passiva, entre outros crimes, a quatro arguidos. Mas, nos casos de três arguidos, as únicas alegadas contrapartidas que o MP e a PJ identificaram foram dois borregos: um no Natal de 2009 e outro em 2010, no valor de 351 euros.»

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Álvaro Cunhal - 13 DE JUNHO DE 2005


10 de novembro de 1913 – 13 de junho de 2005

A maior manifestação de reconhecimento e dor de que se guarda memória, não se antevendo quem possa suscitar igual merecimento.

Um doloroso silêncio

Atraída por um sentimento difuso, de todas as artérias convergentes à Praça do Chile, a tristeza tornava-se multidão. Uma amálgama de classes sociais de três gerações unidas numa dor comum. Não dialogavam, olhavam-se surpresas procurando a resposta, o porquê de ali se encontrarem esperando que surgisse, numa lágrima ou soluço, a resposta que a dor retida recusava. 

Um cravo vermelho floria junto ao rosto de uma jovem que, abraçando-o, aguardava o momento de o devolver a quem até ali a trouxera sem disso ter conhecimento. A flor pertencia a quem lhe dera o mais perfeito exemplo de como se constrói a liberdade. Pálida, de semblante carregado, de quando em vez erguia-se nos bicos dos pés de entre o povo que a envolvia, não descortinando mais do que gente caminhando em sua direção. Dentes cerrados, olhos marejados, um homem vigoroso engolia um soluço. Ninguém se saudava, poucos se conheciam, tinham no entanto um compromisso comum, uma dívida a saldar e aguardavam o credor. Se alguém soltasse a centelha de dor que a custo retinha faria explodir a mágoa que cada vez mais se adensava, aguardando o extravasar da angústia.
Em comunhão, todos sentiam que algo de diferente acontecera, que a história na sua pulsão inexorável continuaria o seu curso mas que havia perdido um protagonista que deixara marca indelével no seu percurso. Um jovem casal de mãos dadas retido no espaço e como que parado no tempo, um ancião esgueirando-se por entre a multidão caminhando num labirinto de interrogações procurava a saída que não esperava encontrar. Esgotava-se a tarde, um bruaà como indicador faz convergir todos os olhares para o cortejo que, ao longe, se vislumbrava em nossa direção. Já aí vem, murmurava-se como se anunciássemos a chegada de um amigo a um encontro combinado, já aí vem pronunciava-se num murmúrio abafado pela emoção. Foi o nosso último e derradeiro encontro. Lançámos-lhe cravos como gritos de silêncio porque as palavras surgiam deslocadas.

A maior manifestação de reconhecimento e dor de que se guarda memória, não se antevendo quem possa suscitar igual merecimento.

sábado, 10 de junho de 2017

RTP Megafone dos fascistas venezuelanos

RTP
Megafone dos fascistas venezuelanos

Os canais televisivos do Estado devem pautar-se pela independência e ética, nomeadamente no que se refere ao comportamento perante outros Estados.

Acontece porém que o modo como os acontecimentos na Venezuela nos são transmitidos, demonstra sem ambiguidade o comportamento avacalhado da RTP.

A desvergonha é de tal ordem que, ao mesmo tempo que nos transmitem imagem de vandalismo, o pivô incrimina as forças da ordem que nem têm direito a imagem.

A Henrique Capriles e seus apaniguados é lhes dada a mais ampla cobertura visual e auditiva em entrevistas recomendadas, tratamento diverso tem o governo venezuelano.

Transmitem-se imagens distorcidas e outras são comentadas fugindo à verdade sem o mínimo pudor.

A RTP é paga por todos nós que ansiamos por paz e justiça.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O noticiário da rádio Ant2, mente descaradamente

Dezoito horas, noticiário na rádio Ant2, um longo espaço dedicado à Venezuela com o habitual veneno segregado pelos donos da minha rádio e que por vezes me nauseia.

A informação perversa com que a Ant2 nos fustiga é o decalque despudorado da usada pelos fascistas venezuelanos.


“Morreu mais um jovem contestatário atingido no peito por um disparo de gás lacrimogéneo; Ant2.”

Percorri dezenas de fontes para me inteirar deste acontecimento, e tudo o que encontrei desmente a versão dos que se apoderaram de uma rádio que é nossa.

“El joven, que era apodado Neón por sus amigos, murió cuando un arma artesanal (mortero) que manipulaba le estalló en el pecho . Fue trasladado a la Clínica Ávila.”

“Lander Armas Neomar Alejandro falleció este miércoles en el municipio Chacao del estado Miranda mientras manipulaba un mortero artesanal que le estalló en el pecho.”

“Joven venezolano muere al estallarle arma artesanal en protesta”

“Lander Armas Neomar Alejandro falleci este miercoles en el municipio Chacao del estado Miranda mientras manipulaba un mortero que le estall en el pecho.”

É necessário estarmos atentos e não esquecer o livro ‘A Peste’ de Albert Camus, e o que tem de alegórico.

Manifestante pacífico, muito acarinhado pelos "nossos" media