quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A LUTA ENDURECE

Hoje, 24 de Novembro de 2011, NESTA HORA, homenagem a todos e todas que, com coragem e em consciência, apoiaram ou participaram nesta grande GREVE GERAL.


A CONSCIENCIALIZAÇÃO CONSOLIDA-SE

A LUTA ENDURECE.

NESTA HORA

Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer a verdade toda

Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo

Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio

E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade

Meia verdade é como habitar meia quarto

Ganhar meio salário

Como ter direito

A metade da vida

O demagogo diz da verdade a metade

E o resto joga com habilidade

Porque pensa que o povo pensa metade

Porque pensa que o povo não percebe nem sabe

A verdade não é uma especialidade

Para especializados clérigos letrados

Não basta gritar povo é preciso expor

Partir do olhar da mão e da razão

Partir da limpidez do elementar

Como quem parte do sol do mar do ar

Como quem parte da terra onde os homens estão

Para construir o canto do terrestre

-- Sob o ausente olhar silente de atenção

Para construir a festa do terrestre

Na nudez de alegria que nos veste

Sophia de Mello Brayner Andresen


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Solidários com a Greve Geral

O blogue

AS PALAVRAS SÃO ARMAS

Solidário com a Greve Geral

Hoje, 24 de Novembro de 2011, não bloga

E


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dia 24 Sargentos faltam ao almoço

A MAIS RECONFORTANTE HORA DE ALMOÇO QUE OS MILITARES NOS PODERIAM TER OFERECERIDO E QUÃO INDIGESTA SERÁ PARA ALGUNS.


NESTAS NOTÍCIAS ECOA O 25 DE ABRIL

domingo, 20 de novembro de 2011

NÃO HÁ ALTERNATIVA!?

NÃOALTERNATIVA!?

“Crises, decadências, nascimentos, renascimentos…

vão atapetando um século surpreendente.”

Jorge Beinstein

“Não, à alternativa!” Ao negá-la, os que tal impõem forçam que se entenda que não existe qualquer alternativa, que “não alternativa”.

E porqueTodo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades”, (a inteligência Lusa existe!), múltiplas alternativas diariamente se perfilam! Espíritos abertos a novas experiências procuram outros caminhos para fugir ao pensamento único que embrutece e definha os que se deixam enlear pelo silvo da serpente que os enleva e adormece.

Qualquer ténue sombra de mudança amedronta o mais ousado conservador e, porque estremece ao vislumbrar qualquer esboço de alternativa, sempre que disso se apercebe puxa da matraca e liquida-a à nascença.

É verdade que o sistema está em rotura, que os objectivos sociais e económicos estão longe de serem atingidos, retrocedendo em todas as áreas; mas é assim, que havemos de fazer, é o destino. Dizem eles.

Vivemos numa constante instabilidade, o futuro reflecte o passado recente que gerou este presente sem futuro. Sim, claro, mas não há alternativa! Não há nada a fazer, acabou-se, não se fala mais nisso.

Fukuyama é o seu ideólogo de estimação, e o “Fim da história e o último homem” a bíblia que os dirigentes melhor digerem sem a ajuda de bicarbonato de sódio; uma análise de classe, primária, rasteira, cheia de lugares-comuns e citações deslocadas que nos dão a exacta dimensão dos principais cérebros do neoliberalismo. Leiam-na se tiverem estômago forte, emprestada se possível, para não vos empestar a biblioteca.

A história acabou; dialéctica, convulsões sociais, fruto das inevitáveis contradições, são questões de somenos importância, o processo histórico é alheio a tudo isto; a história chegou ao fim, o nosso planeta parou, ponto final.

Aos intelectuais de serviço as alternativas causam-lhes azia; dissertam e advogam que, porque não põe em causa o sistema, não se deve ir além da alternância; as duas faces, a mesma moeda.

Se lhes citarmos Isabel Rauber que nos diz “não existir um todo predeterminado final, a que tenhamos de “chegar”, nem um tempo e um caminho fixados para isso, que o todo vai sendo delineado entre os diversos actores populares com a sua participação, os seus ritmos e os seus tempos,” não compreenderão ou fingem não entender, voltando à mesma arenga: “nãoalternativa”.

Fazendo apelo ao imobilismo, os conservadores mais não pretendem que conservar os seus privilégios. Os sete biliões de seres humanos são tidos como acéfalos e está assente que aceitarão, de braços caídos, a canga que lhes impõem, sem tão-pouco tentarem alijar a carga.

Tudo está calmo, não se vislumbram quaisquer perturbações, o rei continua bem enfarpelado aos olhos de quem não consegue ou não o quer ver em pelota.

Entretanto, o planeta em que nos abrigamos parece mais um gigantesco explosivo cujo pavio continua a arder a fogo lento.

Designámo-nos de Homo sapiens e, aceitando a classificação que nos coloca no nível superior de todas as espécies, não nos reconhecem a capacidade de abrir novos caminhos, criar melhores soluções, encontrar, em suma, outras alternativas.

E, contudo, ela move-se! Não é verdade Galileu Galilei?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Associação Nacional de Sargentos

Associação Nacional de Sargentos

Quem não luta perdeu”

«Hoje uma manifestação, amanhã uma vigília, depois uma falta ao almoço, o que importa é a forma firme, determinada e coesa com que as fazemos.

Por isso importa apelar à unidade dos camaradas para a adesão a esta, e às que se seguem: dia 30 de Novembro ida à AR e Vigília frente ao PR.

No dia 24 de Novembro vamos usar a nossa hora de almoço para, abdicando do direito à refeição, ficarmos nos nossos locais de trabalho ou de convívio durante a hora de almoço, discutindo e reflectindo sobre todas as malfeitorias que nos têm estado a ser impostas (a que se soma a vergonhosa forma de aplicação da sobretaxa extraordinária sobre o Subsídio de Natal), dando assim mais um sinal claro de que é ao Povo Português que devemos lealdade jurada, e não a interesses económicos, nacionais ou estrangeiros, nem sempre muito claros, e que estamos profundamente preocupados com a descaracterização da Instituição Militar.»

Formas de luta diferentes
o mesmo descontentamento e determinação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vá lá uma risada

Quem é que não caía nesta ratoeira? Desprevenido, disse para o meu fecho éclair: estás lixado ó Passos, os tipos já vos toparam.

Com os mídia a transbordar de notícias sobre corrupção ao mais alto nível da governança portuguesa, de imediato podia concluir que nos estavam cercando. Paulatinamente entrei no coração da notícia, e eis se não quando me apercebo que o tal cerco se referia a Angola.

E ri, ri às lágrimas.

No mesmo jornal: «três suspeitos de nacionalidade portuguesa envolvidos na fraude do Banco Nacional de Angolamais de quatro milhões de dólares depositados numa conta do BES de Angola».

Passos, titubeia. A transparência “é uma questão complexa”. Veja-se BPN, Refer, Freeport e milhares de crápulas que por andam rindo-se de nós.

Não falemos da transparência-opaca posta nas privatizações a que temos assistido e tudo se prepara para continuar.

Batam a bola baixinho quando falarem de corrupção.

Tá bem!?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MAIS, MAIS e MAIS


MAIS, MAIS e MAIS

“A sociedade não existe, mercado!

António Quinet

A nossa salvação está na produção. Somos impelidos a produzir cada vez mais e mais depressa, aumentar as cadências, fomentar as demências, galopar sem sentido. Aprofundamos os pilares da nossa felicidade no ter cada vez mais e mais. E para fazer face a necessidades artificiais, cada vez mais somos atrelados à competitividade que impõe salários sempre mais baixos, exigindo ritmos de escravatura que se supunha não mais voltarem.

E o nível de vida desce mais e mais e a concentração do capital cresce sem limites mais e mais, sempre mais. O excesso de produção atafulha o planeta com bricabraque que nada tem a ver com as necessidades da quase totalidade dos que vão vegetando e perecendo, por lhes negarem os mais elementares meios de sobrevivência. E a bulimia dos poderosos, essa fome devoradora que tudo abocanha, exige mais, mais e mais fome e sacrifícios a quem trabalha.

Era a “sociedade de consumo” diziam eles, onde a suprema felicidade residia no consumir desenfreadamente sempre mais, mais e mais. Uma sociedade autofágica, imposta pelos ideólogos do neoliberalismo.

Agora andam mais poupadinhos.

Raro é o dia em que os analistas que, até então tonitruantes, nos empurravam para o consumo vêm, pezinhos de , segredar-nos ao ouvido “Queiram poupar! A gestão de dinheiro pressupõe 80% de motivação e 20% de método e técnicas. Boas poupanças!” Esses analistas, imberbes, de lição bem encaixilhada têm fórmulas, percentagens, métodos para ensinar aos pobrezinhos como poupar mais! Vejam bem onde chegou a farsa ou ignorância ou desplante ou velhacaria.

Uns rapazotes bem instalados na sociedade, surgem nos jornais e na TV a instruir os que, durante toda a vida, por nada terem se doutoraram na arte de não gastar.

A dona Alice, com pensão de sobrevivência, tem ouvido os recados e não ficou agradecida como também muito sensibilizada.

O senhor Manuel, desempregado, com uma casa de família a sustentar, como não poderia deixar de ser, foi também muito receptivo.

A editora do Notícias Magazine ‘nm’ ultrapassa toda a desfaçatez sugerindo atitudes e entretenimentos para ajudar a suportar a crise. Confessa não saber como dar a volta à crise, mas aconselha a que as dificuldades não dêem cabo da nossa alegria. Estão mesmo a ver alguém com a casa por pagar, sem possibilidade de fazer face às mais elementares necessidades, à procura de trabalho com a alegria de quem vai para a festa. Sugere, pois, que “temos de saber rir quando achamos que temos razões para chorar e que devemos aproveitar para jogar à bola com os filhos, naquele jardim mesmo em frente à casa ou aproveitar para aprender a andar de bicicleta”.

É evidente que esta gentalha é paga para encher páginas de disparates sem respeito pelos que sofrem, demonstrando não possuir um mínimo de sensibilidade.

Não lhes podemos pedir mais, muito menos que esclareçam o porquê desta hecatombe.