sábado, 18 de agosto de 2012

EUFEMISMOS E TAPA-OLHOS


(desenho do inconfundível Fernando Campos em ‘o sitio dos desenhos’)

Nunca se viu uma economia tão encolhidinha. Cada dia mais encolhida, pele e osso. Vejam o que esta crise vem fazendo à nossa pobre economia. E quanto mais a economia encolhe mais a crise se avoluma. E assim se vão sustendo mutuamente: a economia encolhe, a crise cresce e diminui a economia, e assim sucessivamente até desaparecer a economia e ficarmos com uma grande crise às costas.
A economia é assim uma coisa que estica e encolhe, e é no prato de sopa dos pobres que se como mingua e na banca como incha.
A actividade económica e o consumo vêm a cair desde setembro de 1976 quando o PS/MárioSoares lhes começou a apertar o torniquete, e nunca mais parou de cair com os apertos constantes do PSPSDCDSPSDPSDCSPSPSDCDPDSPSPCSPSPDCSDSPSPDCSSS. A economia e a actividade económica caem, encolhem, tropeçam, deslizam e todas estas tropelias acontecem única e simplesmente porque a economia assim o determina. A economia é um estica-encolhe com vida própria à margem de qualquer intervenção humana, gerindo-se ao sabor de ventos e marés. E pontapés...

*     *     *     *     *

Parábola para
os que se descobrem
mal governados,
mas se afirmam
descrentes
da eficácia do seu protesto


A última gota de água,
Aquela que manifestamente FEZ TRANSBORDAR O COPO,
de pronto anunciou soberba a singularidade da sua participação,
arrogando-se de ser a principal obreira do derrame.

Mas eis que do mais fundo do recipiente
a primeira gota contesta:

-- Não fora eu e não serias a última,
mas tão-somente a que te antecede.

 António Esperança


2 comentários:

trepadeira disse...

E o copo está a transbordar.

Um abraço,
mário

Graciete Rietsch disse...

O copo está a transbordar e as gotas do fundo já não aguentam a compressão.

Um beijo.